Opiniões

Debate da Folha — Caio e Wladimir ficam no “papai e mamãe”

 

Debate de quinta do Grupo Folha, entre os prefeitáveis Caio Vianna e Wladimir Garotinho, teve como destaque o mediador Cláudio Nogueira, que não é candidato (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

 

O pai de quem ganhou? Foi a pergunta que ficou do debate promovido às 20h da noite de quinta (26) pelo Grupo Folha (confira aqui, na matéria do jornalista Aldir Sales) entre os candidatos Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT), que disputarão neste domingo (29) a Prefeitura de Campos. Em um debate dinâmico, mediado com maestria pelo radialista Cláudio Nogueira, gerente da Folha FM 98,3, o primeiro bloco foi dedicado à apresentação dos candidatos, onde as coisas caminharam em relativa paz.

 

Rafael apanha

Só quem apanhou, dos dois, foi o atual prefeito Rafael Diniz (Cidadania). “Pior governo da história” para Wladimir e “pior prefeito da história da cidade de Campos”, para Caio. Que, na sequência, deu a deixa do que viria: “Mas também precisamos lembrar que vários problemas que a cidade de Campos enfrenta começaram no passado, começaram na gestão da família do candidato Garotinho”, complementou Caio, que chamaria Wladimir pelo nome político do pai, adotado por toda a família que já foi aliada da sua, várias vezes durante o debate.

 

Transporte

Foi a partir do segundo bloco, com pergunta, resposta, réplica e tréplica entre os candidatos, sobre os temas transporte, crise financeira, educação e saúde, que os ânimos se acirraram. Após ser perguntado por Caio sobre o sistema tronco-alimentador implantado por Rafael, Wladimir prometeu acabar com ele na primeira semana de janeiro, chamando Rafael de “atual ex-prefeito”. E teve como réplica de Caio as lembranças às greves dos rodoviários no governo Rosinha, em 2012 e 2013. Na tréplica, Wladimir respondeu ao adversário: “como o candidato não mora na cidade, não conhece a realidade e não lembra dela”.

 

Crise financeira e túnel do tempo

Na sua vez de perguntar, com a crise financeira como tema (confira a série da Folha aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui), Wladimir tentou uma “pegadinha”, lembrando o que seu pai fez com Lula em debate pelo primeiro turno da eleição presidencial de 2002, quando indagou ao petista sobre a Cide. Na mesma “sopa de letrinhas”, o filho indagou a Caio sobre IPM, Declans e ICMS. E teve como resposta do pedetista: “toda a crise financeira hoje que o município enfrenta, tem dedo da sua família”. Como Garotinho com Lula há 18 anos, Wladimir ressaltou que sua pergunta técnica não tinha sido respondida, questionando o preparo do adversário. Caio contra-atacou: “O candidato Garotinho sabe tanto, que eles tiveram oito anos à frente da Prefeitura de Campos (com Rosinha, sem somar os anos do governo Garotinho/Arnaldo) e não soube responder a esse problema”.

 

Educação

Sobre o tema educação, Caio começou falando da gestão Rosinha, perguntando sobre suas notas baixas no Ideb. Wladimir investiu sobre a questão do preparo do adversário, perguntando a ele quais seriam as consequências para Campos de ter ficado sem nota no Ideb este ano, que o governo Rafael atribuiu a “falha humana”. O deputado federal disse já ter estado em Brasília para saber quais as consequências da falta da nota do Ideb. Ao perguntar se Caio sabia, este usou a réplica para retrucar na questão da ausência física da planície: “Talvez você tenha ficado tanto em Brasília, que você não conhece a realidade de Campos”. Na tréplica, Wladimir outra vez ressaltou que o adversário ignorava a resposta à sua pergunta.

 

Saúde

Com o tema saúde, Wladimir falou sobre seu projeto de criar uma central de referência pediátrica no PU de Guarus. E indagou a Caio a sua opinião. Que respondeu: “Lamentável que vocês optaram por construir uma Cidade da Criança, ao invés de construir um Hospital da Criança”. Na réplica, Wladimir lembrou que “a eleição é entre Wladimir e Caio”. Mas lembrou que o ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT) responde a 116 processos. Caio deu o troco na mesma moeda jurídica: “A diferença é que meu pai nunca foi preso, o seu foi preso cinco vezes; o seu pai e a sua mãe”.

 

Agricultura

No terceiro bloco, com as perguntas de tema livre, a coisa até pareceu que iria arrefecer quando Wladimir escolheu a agricultura para perguntar a Caio, lembrando seu projeto como deputado federal para mudança da classificação do clima do Norte Fluminense para semiárido, o que facilitaria crédito aos produtores rurais. Caio respondeu “na bola”, lembrando que o Fundecana, criado no governo Arnaldo serviu para auxiliar Frederico Paes, candidato a vice na chapa dos Garotinho, para manter funcionando a usina da Coagro. Na réplica, Wladimir acusou o adversário de florear e falou em criar uma central de abastecimento na antiga Ceasa, para reunir e escoar a produção do campo. Na tréplica, Caio disse que também projeta a central de abastecimento, mas lembrou que Rosinha teve dinheiro para fazer e não fez.

 

Servidores e PreviCampos

Na sua primeira pergunta com tema livre, Caio mirou nos servidores e no desvio de R$ 400 milhões da PreviCampos, no governo Rosinha, denunciado em CPI da Câmara Municipal. Wladimir negou, acusou a CPI de condução política pelo grupo de Rafael, que afirmou hoje apoiar o pedetista. Disse que sua mãe sempre pagou os servidores em dia e prometeu fazer eleição direta entre eles para escolher o presidente da PreviCampos. Na réplica, Caio insistiu: “Você vai recuperar o dinheiro da PreviCampos e correr o risco de colocar a sua mãe presa, ou vai penalizar os aposentados e pensionistas?”. Na tréplica, Wladimir advertiu: “Vocês viram que o candidato está nervoso, né? Inclusive, falando coisas aqui que nem deveria”.

 

Assistência social

Com o tema livre à sua escolha, Wladimir falou de população de rua e assistência social, prometendo reabrir o Restaurante Popular. Caio lembrou que o programa Vale-Alimentação do governo Arnaldo teve o nome mudado por Rosinha para Cheque-Cidadão “e todo mundo viu no que deu (…) comprar voto no período eleitoral (…) colocou o pai, a mãe dele, na cadeia”. Na réplica, Wladimir contra-atacou: “foi o Vale-Alimentação que deixou o candidato (eleito prefeito em 2004) que eles apoiaram, (Carlos Alberto) Campista, inelegível, e anulou uma eleição por compra de voto (gerando o pleito suplementar de 2006, vencido por Alexandre Mocaiber)”. Na tréplica, Caio parafraseou: “Ele tenta reforçar, como o pai dele deve ter ensinado, que uma mentira repetida várias vezes vira verdade” (máxima de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler). E prometeu retomar o Vale-Alimentação e também reabrir o Restaurante Popular.

 

O último round

No último round do debate, Caio partiu como o lutador que sabe estar perdendo por pontos e só resta tentar nocautear para vencer. Disse que Wladimir não o respondeu: “Sobre a PreviCampos, você não disse se vai recuperar o dinheiro aos cofres e correr o risco de colocar sua mãe presa, ou se vai penalizar os aposentados e pensionistas”. E perguntou qual o papel Garotinho tem na campanha e teria no governo do adversário. Wladimir voltou a negar o rombo na PreviCampos e também partiu para o combate franco: “Vou honrar o meu pai e a minha mãe, sempre. Diferente de você, que diz que respeita seu pai, mas que muitas vezes esteve no apartamento onde os meus pais moram, no Rio, para falar mal do seu pai. E foram Garotinho e Rosinha que te aconselharam a se reaproximar do seu pai, que nem com você ele falava”.

 

Como os nossos pais

Na réplica, Caio negou os conselhos e disse: “Eu nunca deixei de falar com meu pai, eu amo meu pai (…) Nem meu pai, nem minha mãe foram presos por roubar dinheiro do povo (…) em várias interceptações da operação Chequinho, Wladimir se referia ao pai dele, sempre como quem comandava o governo da mãe. Tudo ele falava: ‘Tem que perguntar para papai’ (…) Qual será a participação dele no seu governo? Tem que perguntar para papai, né, Wladimir?”. Que respondeu na última tréplica: “Lamentável ter que assistir a um candidato a prefeito sem maturidade, vindo aqui falar para você, eleitor, para você, ouvinte, em papai e mamãe (…) Eu, Caio, em diversas vezes, na minha vida pública e pessoal, já discordei do meu pai (…) Ele (Caio) não tem nem humildade para reconhecer que diversas vezes foi ao apartamento dos meus pais, no Rio de Janeiro, para se aconselhar. Inclusive, foram o Garotinho e a Rosinha que pediram para ele: ‘Rapaz, esquece a política, ele (Arnaldo) é seu pai’”.

 

Considerações finais

No último bloco, reservado às considerações finais, os dois candidatos lamentaram que o debate, em sua 1h24 de duração, teve menos tempo para apresentar propostas ao destino dos mais de 507 mil campistas, do que aos ataques que voltaram a fazer um ao outro. Ainda assim, nenhum pedido de direito de resposta foi gerado à equipe de avaliação do debate, composta dos advogados Andral Tavares Filho e João Paulo Granja, e do jornalista Ricardo André Vasconcelos. Mas se os 11% de eleitores indecisos que a pesquisa espontânea Ibope (confira aqui) registrou dependessem do debate do Grupo Folha para se definirem, talvez chegassem à conclusão que o melhor desempenho da noite foi do mediador Cláudio Nogueira, que não é candidato.

Que o debate de hoje à noite da Inter TV, após a novela das 21h da Globo, tenha melhor sorte. Embora nada na polarização familiar entre os candidatos pareça indicar isso. Em 5 de novembro, ao transmitir ao vivo (confira aqui) o debate do Fórum Institucional de Dirigentes do Ensino Superior de Campos (Fidesc), a parceria do Grupo Folha com o polo universitário da cidade já havia gerado o debate mais prestigiado da eleição de primeiro turno a prefeito. No segundo turno, daqui a apenas dois dias, ao reunir ontem em debate as duas partes que disputam o governo de Campos, o Grupo Folha fez a sua.

A decisão, soberana, agora é entre você e a urna.

 

Confira abaixo o vídeo com a íntegra do debate:

 

 

Jornalista Ricardo André no último Folha no Ar antes das urnas

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h15 da manhã desta sexta (27), no último Folha no Ar antes da eleição a prefeito de Campos no domingo (29), a Folha FM 98,3 tem como convidado o jornalista e servidor público federal Ricardo André Vasconcelos. Ele analisará a renovação em uma nova Câmara Municipal sem mulheres, assim como o debate entre os prefeitáveis do Grupo Folha, às 20h de hoje (que você poderá acompanhar ao vivo aqui), além da expectativa ao debate desta sexta (27) da InterTV. Ricardo também analisará os resultados das urnas do primeiro turno a prefeito de Campos, em 15 de novembro, e tentará projetar as do segundo, neste domingo.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Após registrar Wladimir 57% x 43% Caio, Ibope repudia acusações

 

Registrada ontem aqui, a pesquisa do Ibope sobre o segundo turno a prefeito de Campos deu Wladimir Garotinho (PSD) liderando a disputa com 57% das intenções de votos válidos, contra 43% de Caio Vianna (PDT). Na postagem, também foram registrados questionamentos feitos por dois prefeitáveis de Campos às pesquisas do instituto Paraná no primeiro e segundo turnos, que ficaram sem resposta, assim como questionamentos feitos por sites locais à pesquisa Ibope. Estes, porém, não ficaram sem resposta. Instituto que no Brasil é quase sinônimo de pesquisa eleitoral, o Ibope lamentou em seu site “as acusações sem provas e sem fundamentos”.

Confira aqui e na transcrição abaixo:

 

 

“O Ibope Inteligência repudia as acusações de que fraudou os resultados da pesquisa de intenção de voto para prefeito de Campos dos Goytacazes. Esclarecemos que todas as pesquisas realizadas pelo Ibope Inteligência em 78 anos de existência são pautadas em critérios técnicos da ciência estatística. Elas representam a população em estudo, pois todos os grupos sociais e as várias regiões geográficas aparecem na amostra em proporção muito próxima à da população pesquisada. Os resultados das nossas pesquisas refletem fielmente o que encontramos na interlocução com as pessoas que entrevistamos e independem totalmente dos interesses de quem nos contrata.

Lamentamos as acusações sem provas e sem fundamentos, e nos colocamos à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas sobre o nosso trabalho”.

 

Frederico Paes, vice de Wladimir Garotinho, no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h15 da manhã desta quinta (26), o Folha no Ar, da Folha FM 98,3, receberá Frederico Paes (MDB), industrial, dirigente hospitalar e candidato a vice-prefeito na chapa de Wladimir Garotinho (PSD). Ele falará sobre os problemas da sua candidatura, indeferida (confira aqui e aqui) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por desincompatibilização fora do prazo da direção do Hospital Plantadores de Cana (HPC), que espera o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após parecer desfavorável (confira aqui) da Procuradoria Geral Eleitoral; além do papel do vice na chapa e no eventual governo.

Frederico falará também falará da grave crise financeira do município (confira a série da Folha sobre o tema aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui) e sobre a nova Câmara Municipal, eleita em 15 de novembro. Sobre a eleição majoritária que integra, analisará o resultado das urnas do primeiro turno e fará sua projeção ao segundo.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Morre aos 60 Diego Maradona — Estrela cadente, de canhota

 

Maradona em seu apogeu, campeão da Copa do Mundo de 1986 no Estádio Azteca, na Cidade do México, levantado nos ombros poelos companheiros e fãs do seu futebol (Foto: Agência Estado)

 

Maracanã, noite de 14 de julho de 1989, sessão dupla do quadrangular da Copa América. O primeiro jogo, iniciado às 19h30, seria Argentina e Uruguai. Na sequência jogariam Brasil e Paraguai. Chegamos eu e meu irmão, Christiano, para assistir a ambos.

Na primeira partida, por conta da rivalidade entre Maradona e Zico pelo posto de grande craque do mundo nos anos 1980, fui pré-disposto a implicar com o 10 argentino. Que realmente não atuava bem. A cada lance seu errado ou infrutífero, não perdia a chance de encher o caso de Christiano com minha passionalidade:

— Tá vendo? Como é que pode jogar mais que Zico?

Até que, aos 33 do primeiro tempo, Maradona mete uma bola longa de canhota, do meio de campo. Sem ninguém da Argentina no ataque, antes mesmo do lance ser concluído, praguejei:

— Não tô dizendo? Lançou pra mãe dele!

Aí, a bola foi descendo a parábola, caindo, caindo, enquanto o goleiro uruguaio Zeoli, que estava adiantado, corria desesperado de costas. Caprichosa, a bola bateu no travessão.

 

 

Christiano olhou para mim investido com uma moral maior que o Maracanã. Calei a boca, abaixei a cabeça com a cara ardendo de vergonha e me levantei para bater palmas ao lance genial, como todos os 45 mil torcedores presentes ao estádio. Enquanto Maradona socava o gramado pela bola não ter entrado.

O Uruguai venceria aquele jogo, com dois gols do veloz e driblador atacante Rubén Sosa. Mas eu tinha aprendido a lição: nunca mais questionaria o gênio de Maradona.

Buenos Aires, tarde de 23 de maio de 2003. Em um ônibus de turismo, que parou rapidamente no tradicional bairro de La Boca, bairro do Boca Juniors. Eu e Christiano descemos e fomos correndo até uma das estátuas de Maradona que se espalham no reduto portenho. E, diante de uma delas, passei a inclinar tronco, cabeça e braços em reverências, como um islâmico a Alá.

Christiano, surpreso, indagou:

— Você? Reverenciando Maradona?

 

Maradona e Zico, pelos clubes que os imortalizariam, Boca Juniors e Flamengo

 

Ao que respondi:

— Cala a boca! Zico é o Rei! E se o Rei admitiu que Maradona jogou mais do que ele, eu estou errado e o Rei, certo!

Acompanho futebol desde o Campeonato Brasileiro do Flamengo de 1980. De lá para cá, o que Maradona fez no campo do Estádio Azteca, na Cidade no México, numa ungida tarde de 22 de junho de 1986, nas quartas-de-final contra a Inglaterra, foi a maior atuação que vi de um jogador em Copa do Mundo. Cercada da grande tensão adicional de ter sido quatro anos após a derrota humilhante da Argentina para a Grã-Bretanha na Guerra das Malvinas.

Após um primeiro tempo sem gols, Maradona abriria o placar logo aos 5 minutos do segundo. Após a bola ser levantada dentro da área pelo atacante Valdano, o 10 argentino usou a mão para encobrir o goleiro Peter Shilton. Apesar das reclamações dos ingleses, o gol foi validado pelo árbitro tunisiano Ali Bin Nasser, em tempos pré-VAR. O autor do gol diria que foi “a mão de Deus”. Como era Maradona, Deus usou a mão canhota.

 

 

Mas a obra realmente divina viria no segundo gol. Após receber um passe despretensioso do meia Enrique, antes do meio de campo, Maradona disparou na vertical, driblou cinco ingleses, dois deles duas vezes, inclusive o goleiro Shilton, antes de deixar a bola nas redes.

Após o cruzamento do atacante Barnes, o centroavante Gary Lineker diminuiria de cabeça o placar, aos 35 minutos. Terminaria aquela Copa como seu artilheiro, apesar da desclassificação para a Argentina, que seria campeã na final contra a Alemanha (então Ocidental), após outro show do 10 argentino na semifinal contra a Bélgica. Mas Lineker diria sobre aquela obra de arte de Maradona contra a Inglaterra, considerado o gol mais belo da história das Copas:

— Pela primeira vez na minha carreira tive vontade de aplaudir o gol de um adversário!

Em clubes, após do começo no Argentinos Juniors, jogou pelo Boca Juniors, onde terminaria a carreira em 2001 para consolidar a condição de maior ídolo do clube. Mas, internacionalmente, após uma passagem frustrada no Barcelona, onde começou seu vício em drogas, brilharia no Napoli, ao lado de dois brasileiros: o centroavante Careca e o volante Alemão, titulares da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1986 e 1990.

 

Careca, Maradona e Alemão nos tempos vitoriosos do Napoli,nos quais resgataram a autoestima do sul da Itália

 

Juntos, Maradona, Careca e Alemão comandariam o time do sul da Itália na conquista de dois Campeonatos Italianos, em 1987 e 1990. Títulos com os quais os três sul-americanos recuperariam a autoestima dos italianos do sul, mais pobres que seus muitas vezes preconceituosos compatriotas do norte. Mais ou menos como os bolsonaristas da burguesia acéfala do Sudeste e Sul fazem com os nordestinos no Brasil.

 

De três jogadores se diz “ganharam a Copa do Mundo com mais 10”: Garrincha, em 1962; Maradona, em 1986; e Zidane, em 1998 (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Do tempo em que o melhor jogador de futebol da Terra só era eleito após cada Copa do Mundo, de quatro em quatro anos, Maradona foi escolhido, como não poderia deixar de ser, em 1986. O que ele fez no México, onde brilhou em um time apenas regular, só pode ser comparado ao que Mané Garrincha havia feito na Copa do Mundo de 1962, no Chile, e ao que Zinédine Zidane faria depois na Copa do Mundo da França, quando bateu o Brasil na final, em 1998.

 

Já retirados dos campos onde reinaram, Pelé recebe o carinho de Maradona

 

Maior jogador da história do futebol — a não ser para os argentinos —, Pelé nunca teve um protagonismo tão destacado em Copas do Mundo, apesar de ter vencido três, jogando muito bem em duas. Após a morte de Maradona na tarde de hoje, aos 60 anos, de parada cardiorrespiratória, em Tigre, nos arredores de Buenos Aires, seu “rival” Pelé publicou em seu perfil no Instagram:

— Que notícia triste. Eu perdi um grande amigo e o mundo perdeu uma lenda. Ainda há muito a ser dito, mas, por agora, que Deus dê força para os familiares. Um dia, eu espero que possamos jogar bola juntos no céu.

 

(Print do Instagram de Pelé)

 

Meu pai, ex-boleiro e campeão juvenil de Campos pelo seu Rio Branco, dizia que entre os grande camisas 10 que viu jogar, depois de Pelé, completo nas duas pernas, os dois melhores foram dois canhotos: Diego Armando Maradona e o lendário húngaro Ferenc Puskás — cujo nome hoje batiza o prêmio da Fifa dado ao gol mais belo marcado no futebol do mundo em cada ano. Quando eu insistia em perguntar quem, entre os dois, foi o melhor, o velho Aluysio só fazia a distinção:

— Jogando para o time, Puskás! Jogando para ele, Maradona!

 

 

Foram dois jogadores de uma perna só, pela qual Maradona teria como grande ídolo outro grande canhoto: o 10 brasileiro Roberto Rivelino. Com a perna direita “cega” e um Michelangelo esculpindo na esquerda, o argentino tinha uma característica muito particular em seu futebol de exceção: quando chegava à ponta direita e tinha que cruzar a bola para a área, sem a destra, cruzava de letra com a canhota.

 

Maradona troca camisas com seu ídolo, Roberto Rivelino

 

Era uma madrugada brasileira de 17 de novembro de 2006, quando morreu Puskás, que meu pai comparava a Maradona. E escrevi ao gênio húngaro um poema, que hoje adapto para me despedir de outro gênio da bola, ídolo maior da Argentina, que viveu e morreu como um tango:

 

diego morreu

correu o prata

desaguou no mar

e virou só lenda

 

agora nenhuma rede

conterá seu gol

estrela cadente

de canhota

 

Ibope: Wladimir tem 57% contra 43% de Caio nos votos válidos

 

 

Wladimir Garotinho (PSD) tem hoje, a quatro dias das urnas do segundo turno a prefeito de Campos, 57% dos votos válidos entre os mais de 360 mil eleitores campistas aptos a votar no domingo (29). Caio Vianna (PDT) estaria 14 pontos percentuais atrás, com 43% das intenções dos votos válidos. A projeção é do Ibope, instituto que é quase sinônimo de pesquisa eleitoral no Brasil. Realizada entre os últimos domingo (22) e terça (24), com 602 entrevistados, a consulta foi contratada pela Rádio Emissora Metropolitana e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo Nº RJ‐09178/2020. Com nível de confiança de 95%, a pesquisa tem margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou menos. Ou seja: Wladimir teria no mínimo 53% dos votos válidos e Caio, no máximo, 47%. Na espontânea, o primeiro liderou por 45% a 32% das intenções de voto.

 

“Sub Judice” e TSE

Na pesquisa induzida, Wladimir apareceu com exatos 50% das intenções de voto, contra 38% de Caio, com 9% de brancos e nulos, e 3% que não souberam ou não quiseram responder. O percentual de 57% das intenções de voto para o candidato dos Garotinho, contra 43% do candidato dos Vianna, é nos votos que serão contabilizados como válidos pelo TSE. Ainda que a instância máxima da Justiça Eleitoral tenha contabilizado os 42,9% dos válidos de Wladimir no primeiro turno de 15 de novembro (quando Caio teve 27,71% dos votos válidos) como “Sub Judice”.  O problema da chapa de Wladimir reside no indeferimento da candidatura do vice, Frederico Paes (MDB), pelo TRE (confira aqui e aqui), por desincompatibilização fora do prazo da direção do Hospital  Plantadores de Cana (HPC).

Cabe ao TSE julgar em última instância o recurso da defesa de Frederico, que teve parecer desfavorável da Procuradoria Geral Eleitoral dia 23 (confira aqui) na ação movida pelo grupo político do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD). Se não for julgado nesta quinta (26) talvez só seja depois do pleito de domingo. E levará à demanda de outra análise de mérito: se o vice for indeferido, isso contamina ou não toda a chapa? Como se tornou um hábito indesejado da história política recente de Campos, a vontade popular expressa nos votos terá que ser validada pela Justiça. Caso as urnas confirmem no domingo a pesquisa Ibope e o que foi projetado aqui, após o primeiro turno, por uma fonte com profundo conhecimento da Prefeitura de Campos e que nutre igual antipatia pelos dois candidatos que a disputam no segundo turno: “No voto, acho difícil Wladimir não levar”. Todavia, os 11% de indecisos na consulta espontânea Ibope indicam que a eleição ainda está em aberto.

 

Urnas a prefeito nas quatro Zonas Eleitorais de Campos

Na classe média, média-alta e alta de Campos, há a percepção de que o sentimento do antigarotismo cresceu neste segundo turno, com mais força do que se mostrou no primeiro. Se esta percepção aferida em grupos de WhatsApp está correta, seu efeito favorável a Caio se circunscreve à 98ª Zona Eleitoral (ZE), na chamada “pedra”, historicamente refratária aos Garotinho. Das quatro ZEs de Campos, é onde o filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT) tem mais chances matemáticas de virar sobre Wladimir, que venceu na 98ª ZE por diferença desprezível em 15 de novembro: 28,35% a 28,32%. Nas outras três ZEs, fora da bolha da “pedra”, Wladimir também venceu no primeiro turno, mas por diferenças muito maiores: 50,37% a 25,39% na 76ª ZE, e 53,98% a 23,37% na 129ª ZE. Embora também substancial, a vantagem do filho do ex-governador Anthony Garotinho (sem partido) foi menor na 75ª ZE: 41,24% a 30,62% de Caio.

 

Como a eleição do 1º turno ficou divida entre Wladimir e Caio entre as quatro Zonas Eleitorais (Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Pesquisas Paraná e seus erros no primeiro turno

Instituto nacional, a Paraná divulgou em 20 de novembro uma pesquisa para o segundo turno favorável a Caio, onde este lideraria a corrida às urnas deste domingo, por 52,6% a 47,4% contra Wladimir. Mas em empate técnico na margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou menos. Aquela consulta ouviu 800 campistas entre 17 e 19 de novembro, foi registrada no TSE sob o protocolo RJ-07084/2020 e teve como contratante o próprio instituto. Mas pesa contra ela, além da liderança de Wladimir no Ibope se dar fora da margem de erro, o fato de uma pesquisa Paraná para o primeiro turno teve suas projeções de votos para Wladimir e Caio desmentidas pelas urnas de 15 de novembro.

 

Liderança de Caio em empate técnico com Wladimir no segundo turno, segundo a pesquisa Paraná divulgada no dia 20 (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

No primeiro turno, a Paraná projetou (relembre aqui) 28,1% de intenções de voto (ou 36,4% dos votos válidos) a Wladimir. E ele teve nas urnas 42,94% dos votos válidos — 6,54 pontos percentuais a mais. Já Caio, recebeu da Paraná no primeiro turno 23,5% das intenções de voto (30,5% dos votos válidos). E ele teve de fato 27,71% dos votos válidos — 2,7 pontos percentuais a menos. A margem de erro daquela Paraná do primeiro turno eram os mesmos 3,5 pontos da sua pesquisa divulgada ontem, para o segundo. Em 15 de novembro, a projeção do instituto ultrapassou esta margem ao errar com Wladimir, para baixo. Com Caio, dentro da margem, errou para cima. Essas contradições entre aquela pesquisa Paraná e as urnas foram detalhadas aqui, quando foi divulgada sua nova pesquisa ao segundo turno.

Sobre os erros do instituto Paraná no primeiro turno da eleição a prefeito de Campos, confira no infográfico abaixo:

 

Contrastes entre a pesquisa Paraná e as urnas do 1º turno: erro fora da margem de erro com Wladimir, para baixo; e erro dentro da margem com Caio, para cima (infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Reações de prefeitáveis às pesquisas Paraná

A pesquisa Paraná do primeiro turno, que também teve como contratante o próprio instituto, foi questionada pelo candidato Dr. Bruno Calil (SD), do grupo político de Rodrigo Bacellar, que ficaria em terceiro lugar nas urnas de 15 de novembro, com 13,17% dos votos válidos:

— A pesquisa (Paraná) é divulgada por um site que possui publicidade da Prefeitura de Niterói, onde o prefeito já declarou apoio a um candidato a prefeito de Campos.

Já sobre a Paraná divulgada no segundo turno, que apontou a liderança de Caio em empate técnico com Wladimir, este fez as mesmas ilações:

— A relação estreita deles (do instituto Paraná) com o prefeito de Niterói, do PDT, já explica tudo.

 

Prefeito de Niterói e principal apoiador de Caio fora de Campos

Prefeito de Niterói e correligionário de Caio, Rodrigo Neves fez contato com a Folha no sábado (22), retornado pela redação do jornal no domingo (22), que lhe propôs uma entrevista sobre o segundo turno da eleição a prefeito de Campos. Considerado o principal apoiador externo de Caio, cuja eleição seria importante para ele se lançar candidato a governador em 2022, Rodrigo Neves aceitou. Mas após a pauta ser enviada na segunda (23), como tinha sido acordado, ele confirmou o recebimento e preferiu não responder. Na pauta de nove perguntas, duas eram dedicadas às pesquisas Paraná à Prefeitura de Campos:

 

Rodrigo Neves (PDT), prefeito de Niterói que elegeu seu sucessor no 1º turno e é considerado o principal apoiador de Caio fora de Campos (Foto: Fábio Guimarães – Agência O Globo)

 

6 – No primeiro turno, com margem de erro de 3,5 pontos, uma pesquisa Paraná projetou Wladimir com 36,4% dos votos válidos, mas ele teve nas urnas 42,9%, 6,54 pontos a mais, erro fora da margem. E deu Caio com 30,5% de votos válidos, mas ele teve nas unas 27,71%, 2,7 pontos a menos, erro dentro da margem. Isso não põe em dúvida a pesquisa do instituto que projetou no segundo turno uma virada de Caio, com 52,6%, contra 47,4% de Wladimir, na incrível proporção de 5 para 1 sobre os votos dados a outros prefeitáveis em 15 de novembro?

7 – Naquela pesquisa Paraná do primeiro turno, o candidato Bruno Calil (SD), terceiro colocado em 15 de novembro, disse: “a pesquisa é divulgada por um site que possui publicidade da prefeitura de Niterói, onde o prefeito já declarou apoio a um candidato a prefeito de Campos”. Sobre a Paraná do segundo turno, Wladimir disse: “A relação estreita deles (do instituto Paraná) com o prefeito de Niterói, do PDT, já explica tudo”. Como reage a essas acusações?

 

Questionamentos à pesquisa Ibope

Sem as respostas do prefeito de Niterói às perguntas da Folha, a Paraná tem mais uma pesquisa registrada para prefeito de Campos, com divulgação prevista para esta quinta (26), dia seguinte à Ibope de hoje. Que sofreu questionamento em sites locais:

— Chama atenção que a empresa contratante da pesquisa, a Rádio Metropolitana do Rio, pagou R$ 57 mil para contratar o Ibope fazer um levantamento de opinião em um município em que a rádio não tem nenhum alcance. Outro fato curioso é que um dos proprietários da rádio é Paulo Berardo Masseti, que disputou a eleição em coligação junto com Clarissa Garotinho (Pros) com o número 77.555. Além disso, no próprio site da rádio www.metropolitana1090.com.br não consta a divulgação da própria pesquisa que a rádio encomendou. A Rádio Metropolitana fica localizada na Estrada Velha, na Pavuna, nº 3517, na cidade do Rio de Janeiro.

Enquanto a nova Paraná não vem, confira aqui a matéria sobre a pesquisa de hoje no site do Ibope.

 

Covid — “Necessidade de retorno imediato a medidas de isolamento”

 

 

“Há a necessidade de retorno imediato às medidas de isolamento social”. Foi o que alertou o médico infectologista Rodrigo Carneiro sobre o avanço da Covid-19 em Campos. Ele endossa o que outro médico infectologista da cidade, Nélio Artiles, alertou desde a última quarta (18): “A volta da fase Verde para a Laranja, com adoção do lockdown parcial, é inevitável, vai acontecer”. Até aqui sem medidas concretas para conter o avanço da pandemia, na semana passada o alerta também foi aceso (confira aqui) na rede privada do Hospital Dr. Beda, na rede conveniada da Santa Casa e até (confira aqui) na rede pública do Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC), montado em 30 de março (confira aqui) em parceria do governo Rafael Diniz com a Beneficência Portuguesa. Hoje, dos 24 leitos de UTI do CCC, 17 estão ocupados — mesmo número de ontem. Já dos 40 leitos clínicos, 30 estão ocupados — ontem eram 28.

 

Médicos Rodrigo Carneiro, Nélio Artiles e Cléber Glória alertam para o crscimento dos casos de Covid em Campos (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Apesar da admissão do poder público municipal de que o aumento nos números da doença, reflexo do avanço da pandemia em todo o país, demandam retroagir a cidade da fase Verde para a Amarela, isso só deve ter reflexo prático (confira aqui) após o segundo turno das eleições a prefeito deste domingo (29). A campanha eleitoral municipal em Campos e no Brasil, com descumprimento das regras de proteção fartamente registrado, é considerado o principal fator para o novo crescimento da Covid. Ainda assim, mesmo se e quando Campos adotar de fato a fase Amarela, a volta ao lockdown parcial considerado necessária pelos infectologistas Nélio Artiles e Rodrigo Carneiro, só se daria se o município voltar à fase Laranja.

— Claro que a velocidade das infecções supera à das notificações. Modelos matemáticos são excelentes para planejamento, porém, em gestão, as mudanças nas ações devem respeitar a realidade dos fatos: aumento exponencial das internações e das complicações por Covid. Nenhuma dúvida quanto à qualidade e seriedade da secretaria de Saúde. Porém, a sensibilidade da ponta de atendimento mostra uma outra realidade — alerta o médico Cléber Glória, diretor-clínico da Santa Casa.

— Ainda não é possível estabelecer categoricamente tratar-se de segunda onda da Covid. O Brasil estabilizou o número de casos e óbitos em um patamar elevado, infelizmente. Agora experimentamos um novo aumento que já partiu desse patamar elevado, o que vai custar um grande número de vidas. Para piorar estamos na época de eleições e a sanha por votos faz com que os candidatos exponham a população, desinformada sobre os riscos, a contaminação pelo SARS-CoV2. E para finalizar a tempestade perfeita, vários locais de votação não estão preparados para receber os eleitores. Se já podemos definir como “segunda onda” ou não, pouco importa. O número de casos e óbitos vai crescer e os candidatos ao pleito municipal pouco ligam para isso, querem os votos para chegar ao Cesec — denunciou o infectologista Rodrigo Carneiro.

 

Atualização às 20h12 para colocar a posição oficial do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec). Enviada após a postagem, a entidade que representa todos os médicos do município “recomenda que o atual nível de flexibilização (Nível 2: Fase Verde) seja prontamente retroagido para o nível anterior (Nível 3: Fase Amarela), com a finalidade de minimizar o fluxo de circulação da população”. E alerta: “A não adoção correta das estratégias preventivas e protetivas pode colocar vidas em risco”.

Confira a íntegra abaixo:

 

 

O Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), considerando o acentuado crescimento do número de internações relacionadas a infecções causadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), e a tendência de elevação da contaminação da Covid- 19, no município, em comparação com semanas anteriores, recomenda que o atual nível de flexibilização (Nível 2: Fase Verde) seja prontamente retroagido para o nível anterior (Nível 3: Fase Amarela), com a finalidade de minimizar o fluxo de circulação da população, o que poderá contribuir diretamente para o achatamento da curva de transmissão de novos casos e, consequentemente, para a redução da pressão sobre os sistemas de saúde do município.

Vale lembrar que os efeitos positivos das medidas essenciais de contenção, uma vez implementadas, levam de uma até duas semanas para influenciar a desaceleração do índice de crescimento de casos confirmados.

Cabe destacar que a inapropriada execução do isolamento social diverge do que, como
especialistas e representantes desta entidade, recomendamos. A não adoção correta das estratégias preventivas e protetivas pode colocar vidas em risco, tanto da população quanto dos profissionais de saúde que, diariamente, seguem na linha de frente da batalha contra o novo coronavírus.

O Simec recomenda ainda que as medidas de contenção da propagação da Covid-19, dedicadas à redução da taxa de contágio, como isolamento social e o uso de máscaras e álcool em gel pela parcela da população que precisa sair às ruas, devem continuar sendo aplicadas.

Atenciosamente,

Dr. Hélio da Nóbrega Novais Presidente do Sindicato dos Médicos de Campos

 

Gilmara Gomes, vice de Caio Vianna, no Folha no Ar desta 4ª

 

 

A partir das 7h15 da manhã desta quarta (25), a convidada do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é Gilmara Gomes (PSL), sargento dos Bombeiros, odontóloga e candidata a vice-prefeita na chapa de Caio Vianna (PDT), que disputa o segundo turno deste domingo, 29 de novembro. Ela falará sobre os problemas superados na sua candidatura (relembre aqui) e do papel da vice na chapa e no eventual governo.

Gilmara também falará da grave crise financeira do município (confira a série da Folha sobre o tema aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui) e sobre a nova Câmara Municipal, eleita em 15 de novembro. Sobre a eleição majoritária que integra, analisará o resultado das urnas do primeiro turno e fará sua projeção ao segundo.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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