Opiniões

Wladimir consegue em Brasília R$ 2 milhões aos hospitais conveniados de Campos

 

Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o deputado Wladimir Garotinho, em 12 de junho (Foto: Divulgação)

 

Boa notícia para a saúde pública de Campos. A verba de R$ 500 mil que o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) havia conseguido, para cada um dos quatro os hospitais conveniados ao munícipio, já estão depositados no Fundo Estadual de Saúde (FHS). O total de R$ 2 milhões deve bater na conta já nesta próxima semana. Servirá para ajudar no custeio da Santa Casa, Álvaro Alvim, Beneficência Portuguesa e Plantadores de Cana. A verba não é de emenda pessoal, mas uma conquista do parlamentar de Campos junto ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM/MS), com quem se reuniu no último dia 12.

Considerados os principais nomes à eleição majoritária de Campos em 2020, a polarização entre Wladimir e o prefeito Rafael Diniz (PPS) vem rendendo frutos à saúde do município. Em 26 de junho, o deputado federal já havia conseguido (aqui) o repasse de R$ 500 mil mensais, da secretaria estadual de Saúde, para a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Álvaro Alvim. O hospital responde por 60% dos atendimentos oncológicos de Campos e região. Por sua vez, em 5 de julho o prefeito entregou (aqui) o Hospital São José. Fundamental à Baixada Campista, foi promessa da ex-prefeita Rosinha Garotinho (hoje, Patri) cumprida por Rafael.

 

Leia a cobertura completa na edição deste sábado (20) na Folha da Manhã

 

Condenado por prostituição infantil no Meninas de Guarus nomeado à Câmara de Campos

 

Thiago Calil das páginas de polícia por prostituição infantil à Câmara Municipal de Campos (Foto: Tércio Teixeira – Folha da Manhã)

 

Condenado na Câmara

Ontem foi publicada em Diário Oficial (DO) a nomeação do novo chefe de gabinete do vereador governista Paulo Arantes (PSDB): Thiago Machado Calil. Condenado por compra de voto no distrito de Vila Nova em 2008, para a então prefeita eleita Rosinha Garotinho (hoje, Patri), na operação Cinquentinha, ele seria depois condenado por crimes ainda mais graves, em caso de evidência ainda maior. No Meninas de Guarus, Thiago foi condenado a 25 anos de cadeia pelos crimes de estupro, associação criminosa, submissão de criança/adolescente à prostituição/exploração sexual, tirar proveito da prostituição alheia e cárcere privado.

 

Fred e Jorginho

Presidente da Câmara Municipal de Campos, o vereador Fred Machado disse à coluna que chamou Paulo Arantes para conversar sobre a nomeação de Thiago Calil, tão logo recebeu seu requerimento. Ele avisou ao colega que aquilo iria gerar reações da sociedade. Mas como a Lei da Ficha Limpa aprovada para servidores do Legislativo só impede a contratação de condenados em decisão colegiada de segunda instância, o que (ainda) não é o caso de Calil, a procuradoria da Casa teria que aceitar sua nomeação. Autor da Lei da Ficha Limpa, o vereador Jorginho Virgílio (PRP) também endossou a explicação do presidente.

 

Paulo Arantes

A coluna também ouviu Paulo Arantes. Além das explicações sobre a legalidade da nomeação, que já tinham sido dadas por Fred e Jorginho, o tucano foi indagado se achava ser moral. Educado, ele respondeu ser natural de Vila Nova e que conhece a família Calil desde criança. Explicou que o convite surgiu quando se encontrou com Thiago na festa do distrito em junho: “Eu tinha a vaga da chefia de gabinete e ele me disse que não estava trabalhando com ninguém. Moral é uma coisa que cada um tem sua forma de pensar. Ele se envolveu nisso (o Meninas de Guarus), junto a várias outras pessoas, por estar no lugar errado, na hora errada”.

 

O que fez Thiago Calil

Paulo Arantes talvez ainda não tenha dimensionado o significado da sua nomeação. Segundo a Justiça, seu novo chefe de gabinete manteve em cárcere privado crianças e adolescentes, algumas entre 8 e 11 anos, para prostituição. Até 15 menores eram privados de liberdade para este fim, em Custodópolis. Eram obrigados por Calil a consumir drogas, que os levava de carro aos locais dos programas sexuais. Os crimes pelos quais foi condenado a 25 anos de prisão atentam contra qualquer senso de moral humana. E, sim, o tornam a pessoa errada no lugar errado. Significam que a Casa do Povo não é o seu lugar. Cabe à sociedade não esquecer.

 

Doação

O Centro de Saúde Benedito Pinto das Chagas, de Quissamã, recebeu ontem a doação de cinco cadeiras de rodas motorizadas destinadas a cinco pessoas com necessidades especiais. Solicitados via processo administrativo e laudos médicos, os equipamentos foram feitos sob medida para cada contemplado e doados pela Prefeitura, por meio da secretaria de Saúde. Participaram da entrega a prefeita Fátima Pacheco (Podemos), a coordenadora da Fisioterapia, Débora Leaubon, fisioterapeutas e familiares dos pacientes.

 

Homenageada

A prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PP), foi condecorada com a honraria “Amigo do Bombeiro”, concedida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, através do Comando de Área CBA IV-Norte/Noroeste. O título, destinado a pessoas com serviços prestados à corporação, foi entregue a Carla na última quarta-feira (17), devido à sua contribuição para melhorar e aprimorar a eficiência do trabalho dos bombeiros na região.

 

Terminal de Macaé

As obras do Terminal Central, em Macaé, entraram em nova fase neste mês. Estão sendo montadas no local as vigas longitudinais, com soldas de emendas. Segundo a Prefeitura, o material dará suporte à estrutura metálica para a nova cobertura que será instalada. Os pilares já foram colocados e, simultaneamente, acontece a produção de diversos materiais.

 

Com Matheus Berriel

 

Publicado hoje (19) na Folha da Manhã

 

Copa do Brasil evidencia que há duas torcidas no RJ: a do Flamengo e a antiFlamengo

 

 

Nunca fui fã de torcer contra time adversário. Mesmo ao Vasco, pelo qual nutria implicância na adolescência, muito em parte à repugnância ao cartola Eurico Miranda, passei a ter simpatia depois que Dener jogou nos anos 1990 pelo time de São Januário.

Isso posto, a bipolaridade das redes sociais parece ter escancarado de vez uma coisa que sempre existiu no futebol fluminense. Ao quem o é de nascimento, para além do clube, parecem existir apenas duas torcidas de futebol no Estado do Rio: a do Flamengo e a antiFlamengo.

Antes de torcer por seu times, botafoguenses, vascaínos e tricolores torcem contra o Flamengo. O motivo é o mais velho da humanidade: ressentimento. Afinal, entre os clubes do Rio, qual é o de maior torcida, títulos estaduais, brasileiros, da Libertadores e Mundial? Qual o que nunca passou pela humilhação de ter caído na segunda divisão nacional?

Óbvio como a única resposta às perguntas, é o motivo do regozijo que a maioria dos torcedores de Botafogo, Vasco e Fluminense demonstram, desde o final da noite de ontem, pela eliminação do Flamengo, diante do Atlético Parananese, nas quartas de final da Copa do Brasil. Merecida, aliás, pois time que perde três pênaltis em jogo eliminatório, foi porque não se mostrou capaz de seguir adiante.

 

“O Jantar” (1820), óleo sobre tela de Jean-Batiste Debret

 

Agora se refastelar com isso, como as ilustrações mostram os escravos da Casa Grande com o que caía da mesa dos senhores de engenho, é digno de pena. À luz da razão, a única empatia possível é pela necessidade emocional de abolição. Se tem serventia prática, é aquela que hoje repeti a um colega de trabalho sobre esse pedagógico voyeurismo futebolítisco:

— Deve ser interessante gozar pela genitália alheia!

 

Fla evolui com técnico português, mas perde três pênaltis e merece declassificação

 

O Flamengo evoluiu taticamente de Abel ao técnico português Jorge Jesus. Os primeiros 20 minutos do time pelas quartas de final da Copa do Brasil, contra o Atlérico Paranaense, foram esfuziantes. Mas o time sentiu a perda do uruguaio Arrascatea, herói dos 6 a 1 sobre o Goiás no Brasileirão.

O gol só veio no 2º tempo, com Gabigol, após bela jogada de Vitinho pela esquerda. Quando tudo parecia encaminhado para pegar o Grêmio de Renato Gaúcho, o empate saiu na única jogada de velocidade que o Atlético PR conseguiu até ali, finalizada por Roni. E o time da Gávea sentiu novamente.

Daí, a decisão foi para os pênaltis. E time que perde três em jogo decisivo não merece avançar. Simples assim.

 

Gustavo Alejandro Oviedo — Bombeiros e piromaníacos no incêndio da Previdência

 

 

A culpa é dos bombeiros

Por Gustavo Alejandro Oviedo

 

Rosinha Garotinho, aquela ex-prefeita que teve na sua gestão o maior desfalque realizado nas contas da Previcampos, se orgulha de que seus filhos votem contra a Reforma da Previdência.

Na quarta-feira 10 de julho, ela escreveu na sua conta de Facebook: “O povo é que será mais uma vez massacrado, empobrecido e passado pra trás. Não quero aqui criar polêmica, pois sei que o tempo vai mostrar a realidade. Mas quero parabenizar aos meus filhos Clarissa e Wladimir que mesmo sabendo que iriam estar em minoria votaram a favor do povo.”

Será que Clarissa e Wladimir, tão preocupados com o povo como são, teriam aprovado o que a Previcampos fez sob a administração municipal de sua mãe — e sob o conselho do pai? Repasses injustificados à Prefeitura para cobrir o seu rombo, e aplicações temerárias em fundos de investimento de araque?

Em 26 de dezembro de 2016, a apenas quatro dias de finalizar o mandato da prefeita, uma decisão liminar do juiz Heitor Campinho determinou a interrupção dos repasses que o instituto previdenciário vinha fazendo à Prefeitura, a pedido do Ministério Público. Na sentença, o magistrado aponta que “o repasse de valores ao município sem a devida comprovação das restituições e indenizações pode representar um abalo considerável na saúde financeira da Previcampos”.

A atual gestão de Rafael Diniz já teve de realizar o caminho oposto: repassou mensalmente R$ 14 milhões a Previcampos para que o instituto possa honrar o pagamento de pensões e aposentadorias. Hoje o repasse é de ao redor de R$ 2 milhões mensais. Se não o fizesse, o pagamento desses benefícios seria comprometido. Cabe perguntar: qual das duas administrações tirou o dinheiro “do povo”?

Pensando bem, há coerência na atitude do clã: o imediatismo de tentar ficar como os heróis do presente, embora isso signifique penúria no futuro — para os outros. Rosinha parabeniza seus filhos deputados por dizer “não” a um ajuste no sistema que é inevitável para evitar o colapso total. Ela gostou apenas de como os meninos ficaram bonitos na foto, sem reparar no fundo da imagem.

Pode-se gostar ou não, mas há de se reconhecer que a atitude da atual gestão de fechar as contas com a receita “real”, sem recorrer ao dinheiro dos aposentados, nem antecipando receitas de royalties futuros, é bem menos prejudicial para a cidade, em termos de consequências a médio e longo prazo.

É claro que isso não é simpático aos olhos de muitos. O contingenciamento anunciado na última sexta-feira (12) por parte da Prefeitura também não é uma medida popular. Mas parte da ideia de que o ajuste a ser feito, em função da queda da receita, deve ser suportado pela administração, e não pela população. Significa, também, que o problema financeiro de hoje deve ser resolvido de imediato, sem chutar a bomba acessa para a seguinte gestão.

“Botamos fogo na casa e culpamos os bombeiros”. Essa é a filosofia e a estratégia do populismo. Cabe ao cidadão escolher se fica do lado do socorrista ou do piromaníaco.

 

Publicado hoje (14) na Folha da Manhã

 

João Gilberto — Brasil perdeu mestre da contenção no samba, ídolo dos nossos ídolos

 

João Gilberto (1931/2019)

 

O ídolo dos nossos ídolos

Por Aluysio Abreu Barbosa

 

Mas este texto não era para falar de João Gilberto? E você vem com Eric Clapton, seu aculturado anglófilo? Calma, explico. Como meu pai tinha me passado, desde que sou capaz de lembrar, muito da sua vasta cultura musical em MPB, jazz, tango, bolero e ópera italiana, sempre desejei sair do polo passivo e estabelecer diálogo de influências. Como ele não gostava de rock, nem guitarra elétrica, tive muita dificuldade para convencê-lo que o gênio de Clapton, como aprendi sobre Gilberto, excedia o instrumento e o estilo.

Vai, então, que era 1992 e a MTV grava e lança o Unplegged de Eric Clapton. Foi um estrondoso sucesso de público e crítica, com mais de 26 milhões de discos vendidos em todo o mundo e três prêmios Grammy.

Os motivos? Primeiro, pela irresistível curiosidade de conferir o deus da guitarra tocando violão. Segundo, porque foi nele que o inglês branco finalmente superou o constrangimento para se assumir como um dos maiores nomes na história do blues, música de lamento dos negros dos EUA. Terceiro, porque o disco foi puxado pela história trágica da lacrimogênea canção “Tears in Heaven”, que compôs para seu filho Conor, morto aos 4 anos após cair por acidente da janela do 53º andar de um prédio em Nova York.

Mas, logo que comprei e ouvi pela primeira vez o disco, estranhei que sua primeira música, “Signe”, composição de Clapton e executada sem voz, apenas instrumental, fosse levada por ele no violão numa característica batida de bossa nova. Bem verdade, a cintura dura se revela na percussão, como sempre acontece quando um não brasileiro se arrisca no batuque do samba. Mas aquela viola não faria feio na roda de bamba de nenhum morro carioca.

Como escutava o disco o tempo todo, estava com ele num dia de sol daquele início dos anos 1990, em que fui visitar meus pais em Atafona. Eles estavam hospedados na casa de Cicinha e Edvar Chagas, hoje falecido como meu pai. Mas lembro da curiosidade de Aluysio e Diva, que estavam na piscina da casa, quando botei no aparelho de som aquela primeira faixa do Unplegged de Clapton. Antes, lancei o desafio: “Quero ver se vocês adivinham quem toca o violão nessa música”.

 

 

Durante os 2:07 minutos da faixa, meus pais gastaram munição nos palpites: “João Gilberto?”, “Não!”; “Baden Powell?”, “Não!”; “Carlinhos Lyra?”, “Não!”; “Roberto Menescal?”, “Está frio!”; “Já sei: Raphael Rabello!”, “Na-na-ni-na-não!”. Quando a música acabou e eu disse que era Eric Clapton, eles fizeram caras mudas de espanto. E nos pequenos olhos verdes do meu pai, vi refletidos seus dois braços dados a torcer. Sem verbo, como era coisa dele.

Só uns 10 anos depois, lendo uma entrevista de Clapton, fui descobrir a origem daquela composição bossanovista pelo gênio do blues e do rock. Após assistir a um show de João Gilberto em Londres, ele ficou tão impressionado com a revolucionária batida de violão do brasileiro, que não suportou ser apenas polo passivo. Foi impelido a dialogar com aquilo, como eu com meu pai. E o resultado foi “Signe”, que escolheu para abrir seu disco até hoje mais exitoso.

Após a morte de João Gilberto, no último dia 6, quase tudo foi escrito sobre o criador da batida da bossa nova no violão. Junto com o piano de Tom Jobim e a poesia de Vinicius de Moraes, ele integrou a santíssima trindade do movimento musical brasileiro que ganhou o mundo entre o final dos anos 1950 e a década seguinte. A novidade foi pegar a melodia e o ritmo do samba, riquíssimos, e associá-los à harmonia mais sofisticada do jazz. Foi o mesmo que o argentino Astor Piazzolla faria com o tango para criar o Nuevo Tango.

Se o violão de João foi criação própria e personalíssima, seu canto contido, na ourivesaria de cada sílaba, ecoando o mínimo toque entre língua, dentes, lábios e palato, é influência direta de Chet Baker. Outro gênio da música, o trompetista e cantor dos EUA foi um dos maiores nomes do cool jazz.

 

 

Quem se impressionou de cara com a antológica gravação de “Chega de Saudade” pelo brasileiro, em 1958, deve ouvir a gravação de Chet de “My Funny Valentine”, em 1953. O eco da voz deste sobre aquele, cinco anos depois, grita em cada sussurro.

 

 

Ernest Hemingway, na prosa
João Cabral de Melo Neto, na poesia

Com seu violão e canto, João Gilberto foi um mestre da contenção no samba, como Chet Baker no jazz e Eric Clapton, no blues. É uma arte mais sutil e rara que a de expansão. E tem expoentes além da música: Ernest Hemingway e Graciliano Ramos na prosa, João Cabral de Melo Neto na poesia, Robert De Niro na interpretação, Zinédine Zidane no futebol. Em diferentes áreas de expressão humana, suas artes têm a circunscrição da essência. Existem para provar que menos é mais.

Sobre todos esses nomes, a característica que talvez distinga João Gilberto é essa tremenda influência que ele teve sobre outros gênios da sua área. Não só os brasileiros vivos e cônscios em 1958, capaz de fazer com que todos se lembrem onde estavam quando ouviram “Chega de Saudade” pela primeira vez, como sobre alguém distante em espaço, cultura e estilo como Eric Clapton.

Foi pelo eco da batida do violão de João que consegui traduzir um meu ídolo a outro, ao vento nordeste de Atafona. E esse talvez seja o melhor resumo do gênio da raça que o Brasil perdeu: ele foi o ídolo dos nossos ídolos.

 

Publicado hoje (14) na Folha da Manhã

 

Após votar contra Reforma da Previdência, Wladimir defende professores no destaque

 

 

Após votar contra (aqui) o texto-base da Reforma da Previdência, aprovado na quarta (10) na Câmara Federal, por 379 votos  131, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) corre atrás do prejuízo na votação dos destaques do projeto do governo Jair Bolsonaro (PSL). Na apreciação de possíveis mudanças à Reforma nesta sexta-feira (12), o parlamentar de Campos votou “sim” ao destaque que beneficiava os professores. A alteração, contida em emenda do PDT, reduz a idade para aposentadoria dos docentes da educação básica. Vários outros destaques, que são sugestões de alteração ao texto original da proposta, foram analisados desde a quarta-feira (10).

Wladimir explicou que a aprovação de destaques é fundamental para melhorar o texto-base da Reforma da Previdência, que teve voto contrário do deputado. “Eu fui um dos dissidentes do partido na votação do texto-base, de forma muito respeitosa. Um dos motivos foi exatamente essa transição proposta aos professores que no meu modo de entender estava muito dura”, explicou ele, que votou favorável a alguns destaques ao texto-base e contrário a outros.

Para Wladimir, a aprovação da mudança para os professores ameniza a situação esse profissional tão importante para o Brasil. “Então, para corrigir esse equívoco e honrar os heróis professores desse país, eu vou encaminhar ‘não’ é o texto e ‘sim’ ao destaque do PDT. E mesmo assim tenho que reconhecer que transição e ficou muito aquém do que os professores merecem”, disse em seu encaminhamento no Plenário da Câmara.

Destaques

Desde a última quarta-feira, vários destaques ao texto-base da Reforma da Previdência estão em análise pelos deputados federais. Wladimir Garotinho, como ele mesmo tinha registrado anteriormente, votou pelo fortalecimento dos trabalhadores mais vulneráveis e que precisam de proteção social. “Minha posição em relação à Reforma da Previdência seguiu minhas convicções e, principalmente, meus compromissos em buscar ações que levem o país ao desenvolvimento econômico, sem abandonar a proteção dos mais vulneráveis”, comentou.

Dentre os destaques apoiados pelo deputado Wladimir estão os que garantem renda da viúva ou viúvo de, pelo menos, um salário mínimo; proteção à maternidade, especialmente à gestante; a diminuição para a mulher da aposentadoria integral de 40 anos para 35 anos. Além disso, uma das emendas aprovadas permite para os homens diminuição de 20 para 15 anos o tempo mínimo de contribuição. O deputado de Campos votou contra o destaque que alterava o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Outra emenda aprovada, com apoio de Wladimir, diminuiu a idade exigida para aposentadoria de policiais federais, policiais civis do Distrito Federal e agentes penitenciários e socioeducativos federais, se eles cumprirem a regra de pedágio de 100% do tempo de contribuição que faltar para se aposentar. Caso cumpram esse pedágio, a idade será de 52 anos para mulher e de 53 anos para homem. Se não cumprirem o pedágio, a idade exigida continua a ser de 55 anos para ambos os sexos.

O deputado destacou também que é preciso fugir da polarização PT x Bolsonaro e votar de maneira coerente. “As coisas andam tão loucas nesse país que muitas pessoas têm dificuldade em entender que vários parlamentares não seguem os extremos e votam de maneira independente”, comentou. “Ser a favor ou contra o Brasil é totalmente diferente de seguir pessoas ou discursos fáceis. É importante o equilíbrio”, afirmou.

Com informações da assessoria do deputado

 

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