Opiniões

Debate sobre Segurança Pública no Museu de Campos neste dia 28

 

Desde 2016, o Brasil superou a marca de 60 mil homicídios/ano. O índice esteve entre as principais pautas da eleição presidencial de 2018, vencida por quem prometeu endurecer contra o crime e facilitar a aquisição de armas de fogo pelo cidadão comum. As promessas ganharam cara — e críticas — em 4 de fevereiro, quando o ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro apresentou o pacote antiviolência do governo Jair Bolsonaro (PSL), que deve ser analisado, discutido e votado ainda este ano no Congresso Nacional.

Campos não é exceção na onda de violência que assola o país. Antes de se completarem os três primeiros meses do ano, foram registrados até o presente momento 33 homicídios no município de 503,4 mil habitantes. Em 2018, foram 233 assassinatos; 171, em 2017; e 273, em 2016. Na semana passada, levantamento realizado pela organização Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal do México, em cidades com mais de 300 mil habitantes, colocou Campos (aqui) como a 35ª mais violenta do mundo em 2018. Foi a única do Estado do Rio a integrar a lista, cujas demais cidades brasileiras listadas são todas das regiões Nordeste e Norte.

O contexto nacional e local da segurança pública é tão preocupante, quanto complexo. Ciente disso, o Museu Histórico de Campos sediará o debate “Segurança Pública e Democracia: Pensando as Cidades do Século XXI”. Será realizado às 19h do dia 28 de março, aniversário da cidade. Os quatro debatedores serão Felipe Drumond, professor de Direito Penal; Roberto Uchoa, policial federal, mestrando em Sociologia Política e especialista em Segurança Pública pela UFF; Sandro Araujo, policial federal, escritor e vereador pelo PPS em Niterói; e a professora Luciane Soares, coordenador do Núcleo Cidade Cultura Conflito (NUC) da Uenf. Foi dela a iniciativa do debate, que me convidou à imensa responsabilidade de mediá-lo.

O evento tem entrada aberta a todos, assim como a participação, em perguntas aos debatedores. Abaixo, a expectativa dos quatro, assim como da diretora do Museu de Campos, Graziela Escocard Ribeiro:

 

Luciane Soares — Tenho trabalhado com pesquisa sobre as instituições policiais desde 2001. E creio que o desafio que temos, em 2019, é pensar de que forma é possível, nas cidades do século XXI, prover segurança pública com respeito aos direitos humanos. Ao mesmo tempo, casos como a recente tragédia em Suzano, nos mostram que o investimento em inteligência policial e investigação são decisivos para a ordem pública. É preciso discutir os modelos de segurança pública e as formas de policiamento. E isto deve ser feito com a ampliação das arenas de debate, com a participação da sociedade civil.

 

Felipe Drumond — Considerando-se o recente decreto presidencial que fixou critérios objetivos para facilitar a posse de armas de fogo, será feita uma abordagem crítica sobre propostas que relacionam a ampliação do acesso às armas com um instrumento para a construção de política de segurança pública mais eficiente na busca por redução dos índices de criminalidade. Assim, serão feitas advertências sobre os riscos e resultados adversos que podem decorrer da adoção de um fundamento para a ampliação do acesso às armas baseado na premissa de que uma sociedade mais armada contribui para o combate à criminalidade.

 

Roberto Uchoa — Uma oportunidade de discutir a segurança pública que queremos para nosso município e região. Com uma atuação maior do município nessa área, podemos mudar a situação e voltar a crer em um futuro mais seguro. Importante abordar a municipalização da segurança pública, a questão do baixo efetivo para policiamento ostensivo e as melhorais possíveis. Isso, sem deixar de citar os problemas nas investigações.

 

Sandro Araujo — Espero que este debate seja esclarecedor para todos que lá estiverem, no que diz respeito aos conceitos mais modernos de segurança pública e proteção social. Chegamos ao momento no qual é imprescindível mostrar verdades sem retoques a quem costuma ser iludido por quem detém os meios de comunicação. Importante falar utilizando como parâmetro o mosaico urbano, porque o último elo da segurança pública é a polícia. E falar de como ela é incompetente, em sua estrutura atual, para a elucidação dos delitos. Enquanto o mundo inteiro caminha para uma direção, nós caminhamos para outra, completamente diversa.

 

Graziela Escocard — Receber esse evento no Museu só enaltece a posição que este aparelho cultural ocupa para a cidade. O Museu tornou-se o local de debate acerca de diversos temas necessários de discussão. Acredito que o debate será de relevância para análise de como a segurança pública tem sido conduzida pelas cidades na atualidade. A segurança pública não pode ser tratada como repressiva. Envolve diversos atores e instâncias que precisam atuar em consonância na prevenção e na reparação.

 

Ponte entre Rafael e Witzel e a demanda diária do ponto biométrico

 

 

Ponte entre Rafael e Witzel

Como o blog Opiniões noticiou (aqui) na noite de ontem, logo após o fato, Marcão Gomes e Abdu Neme (ambos do PR) se reuniram no Rio com o vice-governador Claudio Castro (PSC) e o secretário estadual de Saúde Edmar Santos. Na pauta, parcerias para Campos com o governo estadual Wilson Witzel (PSC) nas áreas de Saúde e Desenvolvimento Humano e Social. A última pasta no governo Rafael Diniz (PPS) está com Marcão desde 15 de fevereiro. Já Abdu assume a secretaria e a Fundação Municipal de Saúde nesta quinta (21). As nomeações dos dois foram antecipadas (aqui e aqui) pela Folha.

 

Elemento Brazão

Quem também participou da reunião de ontem no Rio foi o empresário e deputado estadual Pedro Brazão. Do mesmo PR de Abdu e Marcão, ele é irmão do ex-deputado Domingos Brazão (MDB), conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), após chegar a ser preso na operação Quinto do Ouro, em 2017. Mais recentemente, em 21 de fevereiro deste ano, Domingos teve um mandado de busca e apreensão na sua residência, durante as investigações da Polícia Federal sobre o assassinato da ex-vereadora carioca Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes.

 

Trovadas na Lapa

Abdu é aliado antigo de Domingos Brazão, como já foi de Garotinho. O vereador foi responsável por boas votações do ex-deputado estadual em Campos. A entrada de Abdu e Marcão na Prefeitura visa dar mais pragmatismo ao governo Rafael, que disputa a reeleição de 2020. A reunião de ontem deve gerar parcerias importantes ao município. E não foram ainda detalhadas para esperar a reação dos Garotinho, que também tentam ser parceiros de Witzel. As trovoadas por conta (aqui) da aproximação do grupo do prefeito com os garotistas Paulo Hirano (PR) e Edson Batista (PTB) podem voltar a roncar.

 

Charge do José Renato publicada hoje (20) na Folha

 

Ponto biométrico

Promessa de Rafael, refeita em entrevista publicada na Folha em 30 de dezembro, o ponto biométrico para os servidores municipais está muito perto de ser instalado. E provas da sua necessidade são dadas diariamente, em prejuízo da população, sobretudo a que mais depende dos serviços públicos. Como a manchete de capa desta edição noticia, na tarde de ontem, dos cinco médicos escalados para o plantão na nova pediatria do Hospital Geral de Guarus (HGG), apenas um apareceu para trabalhar.

 

Cinco pagos, um presente

Sobre a ausência no atendimento médico às crianças da população mais carente do município, a Prefeitura informou que os salários dos profissionais da Saúde estão em dia, assim das outras categorias. E que um procedimento administrativo será aberto. O rosto do drama diário foi ontem descrito por Misael de Souza, de 29 anos. Morador de Custodópolis, ele foi ao HGG buscar atendimento ao seu filho de adois meses, que evacuava sangue: “São cinco plantonistas escalados, mas só um presente. O hospital deve verificar a conduta desses profissionais”.

 

Em campo

Depois do brutal massacre de Suzano, o Exército vai ajudar o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil a aprimorar seus mecanismos de investigação de crimes cometidos com a ajuda da internet. Na próxima semana, haverá uma reunião entre estes órgãos para discutir ferramentas e ações conjuntas que possam prevenir ataques terroristas orquestrados com uso da web — e mais especificamente da Deep Web, a Internet que não é indexada por mecanismos tradicionais de busca como o Google.

 

Sem preparo

O Exército admite que a Polícia e o MP não contam com ferramentas para investigar este tipo de crime. O Setor de Inteligência, seguido pela Polícia Federal, seriam as autoridades com mais know-how e recursos para investigar e prevenir essas práticas criminosas. A propósito, o procurador Paulo Marcos Lima demonstrou pessimismo quanto a ocorrência de novos ataques no país. “A tendência natural é que ocorram mais casos em virtude de problemas homofóbicos, racistas ou religiosos. Uma ameaça coordenada por radicais brasileiros com auxílio de estrangeiros não é descartada. Não somos esta ilha do samba e do carnaval”.

 

Com Paulo Renato Porto

 

Publicado hoje (20) na Folha da Manhã

 

Marcão e Abdu com vice-governador e secretário de Saúde do RJ

 

Hoje à noite, no Rio, o vice-governador Claudio Castro, o secretário estadual de Saúde Emar Santos, Marcão e Abdu Neme (Foto: Divulgação)

 

Reforços que o governo Rafael Diniz (PPS) ganhou da Câmara Municipal, Marcão Gomes e Abdu Neme (ambos do PR) estiveram hoje no Rio em busca de parcerias com o governo estadual Wilson Witzel (PSC). Os dois políticos de Campos se reuniram com o vice-governador Cláudio Castro (PSC) e com o secretário estadual de Saúde Edmar Santos. As conversas foram nas áreas de Saúde e Desenvolvimento Humano e Social.

Marcão assumiu a secretaria municipal de Desenvolvimento Humano e Social em 15 de fevereiro, como a coluna Ponto Final adiantou aqui, cinco dias antes. Abdu terá sua nomeação para a secretaria e a Fundação Municipal de Saúde na próxima quinta (21), como ontem este blog anunciou aqui. Sua escolha como novo secretário de Saúde já tinha sido antecipada desde o dia 13, aqui, no blog Ponto de Vista, do Chistiano Abreu Barbosa.

 

Leia a cobertura completa na edição desta quarta (20) da Folha da Manhã

 

Adbu e Marco Soares no governo Rafael. Hirano e Edson conversam

 

(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

No último dia 13, o Christiano Abreu Barbosa anunciou (aqui) antes de todos, em seu blog Ponto de Vista: “Abdu Neme (PR) será o novo secretário de Saúde da Prefeitura de Campos”. O médico e vereador sairá da Câmara Municipal não só para assumir a secretaria, como também a Fundação Municipal de Saúde. Sua nomeação será publicada nesta quinta (21).

Abdu já foi muito ligado politicamente a Anthony Garotinho (sem partido). Foi ele o médico que assistou pessoalmente o ex-governador em sua greve de fome em 2006, quando Garotinho ainda sonhava em ser presidente da República. Mas o vereador não será o único ex-garotista a migrar ao governo Rafael Diniz (PPS).

Outro que será nomeado nos próximos dias é o empresário Marco Soares. Após já ter sido secretário municipal de Defesa Civil no governo municipal de Rosinha Garotinho, ele agora irá para a subsecretaria de Governo de Rafael.

Apesar das especulações que rodaram hoje as redes sociais, os médicos Paulo Hirano (PR) e Edson Batista (PTB) não vão integrar, pelo menos agora, o governo Rafael. Hirano foi o combativo líder do governo Rosinha na Câmara de Campos, quando a Casa era presidida por um Edson conhecido por sua fidelidade a Garotinho.

Edson teve uma conversa recente com Marcão Gomes (PR), secretário municipal de Desenvolvimento Humano e Social. Já Hirano falou com Abdu. O resultado foi aproximação política. Edson e Hirano não aterrissarão agora no governo. Mas os ventos de 2019 apontam mudanças meteorológicas para 2020. No horizonte garotista, já são ouvidas trovoadas.

 

Leia a cobertura completa na edição desta terça (19) na Folha da Manhã

 

 

CNT/MDA: início do governo Bolsonaro abaixo de FHC, Lula e Dilma

 

Com Bolsonaro, seus filhos e ministros mais destrambelhados (aqui) envolvidos em sucessivas denúncias e polêmicas, com pouco mais de 50 dias após a posse, a popularidade do novo governo já atinge níveis preocupantes.

Ponto de equilíbrio da gestão, os militares parecem cientes da situação. Tutelam abertamente os delírios olavistas do governo. E têm em Mourão um vice empenhado em ser o “bom”, onde Jair, Carlos, Flávio, Eduardo, Ernesto e Vélez são vistos como o “mau”. Não por outro motivo, o vice é chamado pelos diplomatas estrangeiros (aqui) de “o adulto na sala”.

Divugada hoje, a última pesquisa CNT/Sensus foi feita entre 21 e 23 de fevereiro, com 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 unidades da Federação. Nela, Bolsonaro teve 38,9% de ótimo e bom na avaliação popular do brasileiro.

 

(Infográfico: Poder 360)

 

Apesar de ainda manter uma legião de adoradores acríticos, o capitão hoje tem aprovação quase 20 pontos percentuais menor do que os 57% de FHC em fevereiro de 1995; ou que os 56,6% de Lula em janeiro de 2003. Em seu início de governo, Bolsonaro ficou mais de 10 pontos atrás até de Dilma, que registrou 49,1% de ótimo e bom em agosto de 2011.

 

(Infográfico: Poder 360)

 

Virtude inegável do governo Bolsonaro foi na comunicação à população da necessidade da Reforma da Previdência. Nisso, se mostrou bem mais exitoso do que seus quatro antecessores: além de FH, Lula e Dilma, Temer. Ainda assim, segundo a CNT/Sensus, a proposta de reforma de Paulo Guedes tem 43,4% de aprovação, contra 45,6% de reprovação.

Para quem achava que as fortes emoções do país tinham acabado com a ascensão de Bolsonaro ao poder, os próximos meses prometem.

 

Olavo e seus ministros são mais perigosos ao governo que ao Brasil

 

 

Já escrevi (aqui) que o grupo mais perigoso do bolsonarismo são os olavetes. Aqueles a quem o filósofo (e ex-astrólogo) Olavo de Carvalho revelou o caminho, a verdade e a vida. Foram indicações pessoais suas o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; e o da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez.

Pois hoje, a reunião dos 11 países do Grupo de Lima, em Bogotá (COL), rejeitou a ideia dos EUA de uma intervenção militar na Venezuela. Mas condenou o governo de Nicolás Maduro, a quem pretende julgar na Corte Penal Internacional, em Haia (HOL). Presente, Ernesto Araújo foi tutelado diretamente pelo vice-presidente, general Hamilton Mourão, que fez o uso da palavra em nome do Brasil.

Também hoje, Ricardo Vélez enviou um e-mail oficial do MEC às escolas do país. Solicitou que ele seja lido, incluindo o slogan de campanha de Bolsonaro — “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos” —, diante dos alunos perfilados e cantando o hino nacional. Pediu ainda que os estudantes, menores de idade com exposição vedada pelo ECA, fossem filmados e os vídeos enviados ao governo federal.

Antes de negar publicamente o heliocentrismo, Olavão já tinha recebido o crédito por ter aberto o caminho que levaria Bolsonaro — e seus três filhos — ao centro da República. Se ele não tiver um freio dos militares que já criticou abertamente, pode ser o que levará o capitão e sua prole a um destino trágico. Os olavetes, ironicamente, parecem um perigo maior ao governo do que ao Brasil.

 

Na questão complexa da Venezuela, certeza só sobre quem apoia Maduro

 

Retrato da Venezuela de hoje

 

Desde sempre, intervenções estrangeiras sobre nações independentes geram antipatia. E, quase sempre, costumam não acabar bem.

As legiões da Antiga Roma levavam aos dominados a sua urbis, com estradas, telhas de cerâmica e aquedutos, que elevavam muito a qualidade de vida dos vencidos em guerra. Ainda assim, para saber o que eles pensavam dos seus conquistadoress, não é nem preciso recorrer a um livro de História. Basta ler o Novo Testamento da Bíblia.

Apoiar o envio de ajuda humanitária comandada pelos EUA ao povo da Venezuela, não significa ter simpatia por figuras como Donald Trump. Tampouco Jair Bolsonaro ou Iván Duque Márquez, respectivamente presidentes do Brasil e Colômbia. Nem ignorar o dolo político do envio de alimentos e remédios.

Daí a apoiar o regime tirânco de Nicolás Maduro, como fizeram hoje oficialmente o PT e o Psol, transcende qualquer aspecto político ou ideológico. É questão de caráter! Mais precisamente, da sua ausência!

Maduro só está no poder pelo apoio dos militares do seu país, que ainda conserva. Ao custo de soldos majorados com dinheiro público, em um país cuja esmagadora maioria da população civil não tem o que comer. Nem acesso a insumos básicos, como remédios, artigos de higiene e limpeza.

 

Maduro se refastela com carne e charutros no restaurante de Salt Bae, em Istambul, na Turquia, enquanto 60% da população da Venezuela passa fome

 

Assistir a Maduro se esbaldando com carne e charutos num restaurante badalado de Istambul, na Turquia, como se deixou fotografar e filmar sem nenhum constrangimento, em setembro de 2018, é um acinte. Não revela apenas a latrina em que o bolivarismo desaguou na América do Sul, com apoio irrestrito dos governos Lula e Dilma. Aquele foi o retrato mais arquétipo de um senhor feudal, que farta sua avantajada pança no estrangeiro e ri, enquanto o povo do seu país passa fome.

Para o brasileiro que não conhece Roraima, estado brasileiro que faz fronteira com a Venezuela, é fácil ignorar a complexidade da questão. Além de desconhecer que a vegetação da região é de cerrado, não de selva amazônica, pode ser desagradável descobrir que os 576,5 mil roraimenses dependem do país vizinho para terem energia elétrica.

Se a Rússia não intervir, é muito difícil que Maduro não caia de podre, com EUA, OEA e Europa condenando o governo venezuelano. Depois de levar dois caças bombardeios russos TU-160, com capacidade de levar armas atômicas, para a Venezuela, em dezembro de 2018, Vladimir Putin evidenciou o que pode fazer: imprimir caráter mundial (e nuclear) ao problema.

 

Em 11 de dezembro de 2018, a Rússia enviou dois bombardeiros TU-160 (Blackjack), um bombardeiro AN-124 (Condor) e um cargueiro IL-62 ao aeroporto de Maiquetía, próximo a Caracas (Foto: Digital Globe – Reuters)

 

China e Turquia também apoiam o regime Maduro. Mas são potências militares apenas em seus respectivos quintais regionais. Só três países no mundo têm Marinha e Aviação de Guerra capazes de levar seu poderio bélico a qualquer canto do globo: EUA, Rússia e Grã-Bretanha.

Putin é tão amoral quanto Maduro. Ou Trump seria, se não existissem instituições nos EUA como o Congresso, a Suprema Corte e a imprensa. Mas o presidente vitalício da Rússia é pragmático. Não perdeu o contato com a realidade como seu aliado venezuelano, que disse viajado ao futuro e visto que está tudo bem. E que recebeu a visita do seu antecessor, o falecido Hugo Chávez, na forma de um… passarinho.

Apoiar um canalha delirante e despótico como esse, é abraçar o risco de a ele se nivelar. Cientista político uruguaio radicado em Campos, onde é professor da Uenf, Hugo Borsani fez uma visita ao seu país, tomado por parte dos 2,3 milhões de refugiados venezuelanos, como todos os demais países da América do Sul. E (aqui) testemunhou:

— É só ir a um bar, tomar um uber ou um taxi, ir numa drogaria, uma cafeteria, uma padaria, uma loja de artigos para o lar ou qualquer outro lugar para poder ter uma visão de 1a. mão da farsa e brutalidade do q é e do q foi o tristemente famoso socialismo do século XXI da dupla Chavez-Maduro.

 

Fechar Menu