Pausa até dia 18, salvo para divulgar pesquisa eleitoral de Campos

 

 

Por motivos de ordem pessoal, farei uma pausa na atividade jornalística em rádio, jornal, TV, site, blog e redes sociais. Até, se Deus quiser, o próximo dia 18. Daqui até lá, só haverá exceção, com retomada episódica do trabalho, em caso de pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre Campos. Abraço fraterno a todos os leitores, ouvintes e telespectadores.

 

Professor da UFF-Campos organiza e lança novo livro

 

Novo livro organizado pelo sociólogo Fabrício Maciel, professor da UFF-Campos

Sociólogo e professor da UFF-Campos, Fabrício Maciel organizou um novo livro, “Re-trabalhando as classes do diálogo Norte-Sul”, pela editora Unesp, que já pode ser adquirido aqui. Nele, para tentar entender o mundo capitalista no pós-pandemia da Covid-19, estão reunidos textos de outros sociólogos. Como os brasileiros Ricardo Antunes e Ruy Braga, os alemães Hartmut Rosa e Klaus Dörre e os britânicos Michael Burawoy e a economista política Ursula Huws, entre outros.

“Nos últimos 50 anos, o mundo assistiu a uma crescente desregulação das economias e ao recuo das políticas sociais, ao mesmo tempo que se ampliaram as desigualdades. Recentemente, conflitos mundiais de grande porte e a pandemia de Covid alertam aos excessos da globalização, à urgência ambiental, ao desgaste das democracias e ao crescimento do populismo de extrema direita. Diante disso, este livro representa uma contribuição ao debate sobre o capitalismo contemporâneo, suas grandes desigualdades sociais e os desafios que se impõem ao século XXI”, define Fabrício o livro que organizou.

 

Missa de 7º dia de Pepenha às 19h desta 6ª, no Sagrado Coração de Jesus

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Às 19h desta sexta (5), será celebrada a missa do 7º dia de falecimento de Maria da Penha dos Santos Abreu, na Igreja da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, na rua Riachuelo, nº 280. Minha querida avó materna (confira aqui), ela faleceu aos 102 anos, na última sexta, 29 de março.

A missa será celebrada pelo padre Murialdo. Os filhos, netos, bisnetos e tetranetos de Pepenha — comerciante, produtora rural e uma católica apostólica romana fervorosa em vida — convidam a todos para orar juntos em intenção da sua alma.

 

Garotinho fecha nesta sexta a semana do Folha no Ar

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-governador do RJ e ex-prefeito de Campos, Anthony Garotinho (Republicanos) é o convidado para fechar a semana do Folha no Ar nesta sexta (5), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará o saldo da Operação Chequinho, pela qual chegou a ser preso, e pendências ainda abertas com a Justiça para concorrer eleitoralmente em 6 de outubro.

Garotinho também falará das suas rusgas públicas (confira aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) com seu filho, o prefeito Wladimir Garotinho (PP), pelo controle do PL em Campos, e da sua posterior pré-candidatura a vereador pelo Republicanos na cidade do Rio de Janeiro. Por fim, tentará projetar as eleições a prefeito e vereador, daqui a exatos 6 meses e 2 dias, em Campos e no Rio.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.

 

Felipe Fernandes — “Matador de Aluguel” revive filme de brucutu

 

 

Felipe Fernandes, filmmaker publicitário e crítico de cinema

Filme de brucutu no Século XXI

Por Felipe Fernandes

 

O mestre Alfred Hitchcock em uma certa oportunidade destacou que quando buscava obras literárias para adaptar para o cinema, geralmente procurava por obras que tivessem uma natureza imagética, mas também que pudessem ganhar um diferencial ao ser adaptado para outro tipo de arte. Em alguns casos, até melhorando obras que ele entendia ter potencial, mas que na opinião dele eram falhas enquanto narrativa.

Quando eu penso na realização de um remake, eu penso de forma muito parecida. Porque fazer um remake de um clássico reverenciado como Psicose? Não faz sentido. Mas realizar um remake de um filme menos lembrado ou até mesmo problemático, me parece uma aposta mais arriscada financeiramente, mas do ponto de vista artístico, muito mais interessante.

Essa foi a sensação que tive ao saber do lançamento de “Matador de aluguel”. Um remake de um longa do final da década de 80 que trazia Patrick Swayze como um segurança de bar. A julgar pela sinopse, um típico filme daquela época. A nova versão traz Jake Gyllenhaal no mesmo personagem, mas em uma versão moderna como um ex-lutador de MMA, que precisa lidar com um trauma do passado e ganha um propósito como segurança do bar de uma pequena cidade costeira da Flórida.

Abrindo com uma sequência em uma espécie de clube de luta clandestina, já somos apresentados ao protagonista como uma espécie de lenda, antes mesmo dele desferir um único soco. Esse é um elemento importante na composição do personagem, que justifica sua fama posteriormente. Desde essa primeira cena o longa vai desconstruindo qualquer senso de realidade, resgatando muito dos exageros do cinema de ação da década de 80.

O filme traz uma história típica dos westerns que ressoa nesse universo violento e masculino do longa. Um forasteiro solitário e misterioso, de passado violento, que chega em uma pequena cidade dominada por gente poderosa e vai lidar com essa situação, enquanto aos poucos vai se tornando parte daquela comunidade. O próprio filme brinca com essa ideia, em alguns dos momentos de metalinguagem que fazem parte do humor do longa.

Nesse sentido, o filme é anacrônico. É um filme de brucutu da década de 80, com algumas atualizações narrativas, feito com a estética de luta de hoje, que traz cenas mais coreografadas e intensas, com uma dose equilibrada de violência. Essas cenas são o ponto alto do filme, mesmo que não sejam inovadoras e surpreendentes, tornam os personagens daquele universo figuras realmente perigosas.

Jake Gyllenhaal mais uma vez prova sua versatilidade e surge muito forte, convencendo como lutador e agregando um carisma ao personagem que faz diferença. O ator traz um ar cansado que funciona, apesar do roteiro insistir em criar um suspense sobre um trauma vivido por ele no passado, que não agrega muito ao personagem.

Ao abandonar qualquer senso de realidade, apostando nos exageros e no carisma de Gyllenhaal, o filme cresce. Tem um humor surpreendente, que funciona melhor quando lida de forma consciente com os absurdos desse tipo de filme e o timing cômico de Gyllenhaal, contrastando com a figura cansada e séria do protagonista, torna tudo mais divertido.

Assim como todo western, surge um adversário à altura, em que basicamente eles vão duelar (aqui na base do soco) por aquele território. O adversário é interpretado pelo lutador de MMA Conor McGregor, que basicamente interpreta o mesmo personagem que fez sua fama no octógono. São dois personagens que são dois extremos em termos de personalidade, mas de uma certa forma, eles se identificam.

Com esse título nacional sem sentido, “Matador de aluguel” é um filme que exige que o espectador embarque em sua proposta. Traz uma dinâmica de western para fazer uma homenagem/paródia do cinema de ação oitentista, com um humor consciente que rivaliza com a ação. É o cinema de brucutu no século XXI.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Assista ao trailer do filme:

 

 

Após aliança com Caio, Wladimir abraça Arnaldo Vianna

 

Arnaldo Vianna e Wladimir Garotinho

“Um café da tarde de quem quer olhar pra frente e fazer Campos continuar a evoluir. Mesmo em meio aos embates do passado, eu e Dr. Arnaldo Viana sempre mantivemos respeito e afeto. O momento é de paz e união”. Foi o que o prefeito Wladimir Garotinho (PP) escreveu esta tarde em seu perfil no Instagram (confira aqui), para ilustrar uma foto sua abraçado com o ex-prefeito Arnaldo Vianna.

O encontro foi claramente consequência da aliança (confira aqui) de Wladimir com Caio, filho de Arnaldo e fonte considerável dos seus votos. Não há pesquisa recente para aferir, mas não é arriscado dizer que, como prefeito e médico, Arnaldo é uma figura querida da maioria da população de Campos.

Ao se encontrar e abraçar o ex-aliado convertido em desafeto figadal do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), Wladimir pode marcar mais uma diferença em relação ao seu pai positiva aos olhos do eleitor. A ver.

 

Nome para vice de Madeleine e amigo do vice de Wladimir

 

Marquinho Bacellar, Oziel Batista Crespo Filho, Igor Pereira e Gilberto Pereira

O martelo ainda não está batido. Mas a possibilidade do ceramista Oziel Batista Crespo Filho ser candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pela delegada de Polícia Civil Madeleine Dykeman (União), como foi adiantado aqui no sábado (30), é bem sólida. Para tanto, ele se filiaria ao PSD. Cujo prefeito carioca, Eduardo Paes, fechou aliança (confira aqui) com o presidente campista da Alerj, Rodrigo Bacellar (União).

Ex-presidente do Sindicato dos Ceramistas de Campos, Oziel poderia levar o apoio da categoria e da 75ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos — da Penha ao Farol, passando por toda a Baixada Campista, e maior do município, com 114.444 eleitores — à principal pré-candidatura dos Bacellar contra a reeleição do prefeito Wladimir Garotinho (PP). A ideia foi de outro político com reduto na 75ª ZE, o vereador e pré-candidato à reeleição Igor Pereira (SD).

Para discutir a ida de Oziel à chapa de Madeleine, ele se reuniu há cerca de duas semanas com Igor, o pai deste, o empreiteiro Gilberto Pereira, e o presidente da Câmara Municipal de Campos e também pré-candidato à reeleição como vereador, Marquinho Bacellar (SD). O maior porém de Oziel na oposição a Wladimir é o vice-prefeito deste, o engenheiro agrônomo e presidente da Coagro Frederico Paes (MDB), de quem o ceramista é amigo. A ver.

 

Mulher preta do jornalismo à política no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Jornalista e pré-candidata a vereadora Cláudia Eleonora (União) é a convidada do Folha no Ar nesta quinta (4), ao vivo, a partir das 7h da manhã. Ela falará da sua passagem do jornalismo profissional, muitas vezes com a política como pauta, à política partidária.

Cláudia também falará do papel da mulher preta na democracia representativa em Campos, com uma Câmara Municipal composta só de 25 homens, e no Brasil. Por fim, tentará projetar as eleições a prefeito e vereador de Campos em 6 de outubro, daqui a exatos 6 meses e 3 dias.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.