Opiniões

De Lula a Weintraub, o que deu errado desde o diploma do primário

 

 

“Não troco meu diploma de primário pelo de universitário de Weintraub”. Foi o que disse hoje (confira aqui) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em entrevista ao site Fórum, sobre o ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro (PSL).

Não sei onde foi parar meu diploma primário da Escola Santo Antônio, da saudosa professora Vilma Tâmega, onde hoje fica o Hortifruti da Formosa. Mas não o trocaria pelo de phdeus de quem também hoje foi capaz de assinar uma saudação “com entusiasma”.

Seria trágico, se não fosse cômico, já que o assunto do testu era a… checagem de erros.

Observado que “entusiasmo” é substantivo masculino, não adjetivo que se altere em concordância de gênero, além da distância física que separa “o” de “a” no teclado,  confira abaixo o print:

 

 

Três dias gramando como cabrito na horta (confira aqui) para sair com uma besteira dessa? Vai escrever mal assim no cafundowski!!!…

 

 

Em Quissamã, Ompetro se põe em plantão até julgamento da partilha dos royalties

 

Reunião da Ompetro hoje à tarde, em Quissamã (Foto: Supcom)

 

 

Por Suzy Monteiro (Supcom)

 

A Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) ficará em plantão permanente até 20 de novembro, data marcada para o julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF), da liminar concedida pela ministra Cármen Lúcia na Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4917, que suspendeu dispositivos da Lei 12.734/2012 que preveem novas regras de distribuição dos royalties do petróleo. A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira (20), durante reunião da entidade, em Quissamã. Esta é mais uma das ações que já vem sendo desenvolvidas pela Ompetro, em prol da manutenção das atuais regras dos royalties do petróleo para os municípios produtores.

Estiveram presentes os prefeitos de Campos, Rafael Diniz, que também é presidente da Ompetro, de Quissamã, Fátima Pacheco, de São João da Barra, Carla Machado, de Cabo Frio, Adriano Moreno, de Casimiro de Abreu, Paulo Dames, de Búzios, Henrique Gomes, o vice-prefeito de Quissamã, Marcelo Batista, o presidente da Câmara de Arraial do Cabo, Thiago Félix, procurador de Carapebus, Ivan Lécio, assessor da secretaria de Fazenda de Niterói, Fábio Sabença, além dos representantes de Rio das Ostras, Luis Henrique Borges e Mário Baião.

De acordo com os participantes, é consenso que a mudança nas regras atuais significará o caos financeiro e administrativo para Estado e municípios. Os 10 municípios representados na reunião definiram, também, uma audiência com o governador do Rio, Wilson Witzel e com senadores da bancada fluminense.

Presidente da Ompetro, Rafael Diniz informou que a Organização está representada na Ação que tramita no Supremo por ser Amicus curiae — entidade com profundo interesse jurídico na questão.

— A Ompetro já tem defesa constituída e irá apresentar sua tese. Levaremos nossa posição ao governador Witzel para alinharmos com a que está sendo trabalhada pelo Estado e a nossa bancada no Congresso Nacional — explica Diniz.

A anfitriã do encontro, prefeita Fátima Pacheco lembrou que a Ompetro tem sido incansável nesta luta, se reunindo com representantes da Agência Nacional de Petróleo (ANP), bancada fluminense e sendo recebida, inclusive, pelo presidente da Câmara, deputado federal Rodrigo Maia.

 

Sérgio Arruda — Pleito a reitor da Uenf na visão do presidente da Comissão Eleitoral

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

 

Sérgio Arruda, professor de Letras e Literatura da Uenf e presidente da Comissão Eleitoral da universidade

A Comissão e a eleição

Por Sérgio Arruda

 

Sobrevivemos, eu e minha equipe de  colegas, a uma semana das mais exaustivas que já  tivemos durante toda a nossa e existência laboral na Uenf. Era uma semana que, aliás, se repetia já que a eleição se decidiu em dois turnos. Nunca antes na história da nossa universidade, ocorreu de um pleito de tal dimensão se estender por um segundo turno, e ainda mais depois do drama de um empate para a vaga de segundo lugar no primeiro turno.

À equipe de 11 integrantes de Comissão foi confiada a tarefa de preparar uma mega-operação eleitoral para garantir o voto dentro da urna de cerca de 8,2 mil pessoas, dos quais 293 professores, 574 técnicos administrativos e 7.379 estudantes, mais da metade dos quais matriculados nos três cursos à distância oferecidos em 11 municípios-polos do estado.

A Uenf é uma universidade pequena quando comparada a todas as demais universidades públicas do país. Mas ela se tornou gigantesca quando uma operação desta grandeza teve que chegar a todos os polos em dois sábados em que os turnos se realizaram, localizados em  cidades que vão de Paracambi e Petrópolis, até São Francisco e Bom Jesus do Itabapoana, passando também por Macaé onde se instalam, além de um polo EaD, um outro campus universitário com duas graduações e pós-graduações. Na sequência, a votação nos dois campi, sendo o maior o que se localiza aqui em Campos, marcou de forma mais efetiva a visibilidade do processo e despertou o interesse da imprensa local.

Tudo começou há quatro meses, quando fomos designados pelo Conselho Universitário como integrantes de uma Comissão com a tarefa de botar uma eleição pra andar. E foi o que fizemos até a madrugada da última quarta-feira (18), quando toda a força tarefa culminou suas intensas atividades com o anúncio do resultado final.

A mega-operação acionou nos dois turnos mais de uma centena de pessoas entre  comissionados, voluntários, mesários, motoristas, coordenadores dos polos, fiscais de chapa, além de servidores em geral que, direta ou indiretamente, foram acionados para garantir a mobilidade de todos.

A presença às urnas foi efetivamente baixa. Apenas 24,47% dos eleitores aptos compareceram e depositaram seu voto, basicamente uma eleição por amostragem. Por outro lado, votou quem quis. E o percentual de votos brancos e nulos foi insignificante: 1,69% apenas. O segmento que mais  compareceu foi o dos professores, ou seja, 254 dos 293 aptos votaram, o que representa 86,69% deles. No segmento dos técnicos administrativos, o percentual caiu para 76,49% e despencou para 17,95% entre os alunos. Ou seja, de cada 10 alunos, menos de dois participaram do processo.

Na Universidade do Terceiro Milênio, como é chamada a Uenf desde os seus projetos iniciais por Darcy Ribeiro, talvez esteja faltando um modelo mais prático de eleição que possa favorecer o comparecimento em massa do eleitor pelas vias da cultura e aparelhamento da cibernética com seus softwares inteligentes e seguros. De qualquer forma, o modelo arcaico usado nesta teve lá os seus encantos nostálgicos.

A Comissão, que viveu o estresse natural de viver a responsabilidade de um pleito tão importante, permaneceu unida, apesar de algumas poucas divergências na interpretação de alguns incidentes. A Resolução definida pela Comissão, documento que definiu apenas as regras essencialmente técnicas, às vezes, pareceu insuficiente para resolver algumas desavenças que surgiram, principalmente nos dias de votação, quando tivemos de controlar o andamento e o favorecimento equânime dos direitos dos eleitores e candidatos.

No mais, ser chamado a participar de uma Comissão não chega a ser um sonho de consumo acadêmico para nenhum de nós, pelo menos pra mim como docente, porque nos toma muito tempo e dedicação. Contudo, nesta, apesar do cansaço, estamos satisfeitos pelo dever cumprido. E legaremos a nossa experiência adquirida para as futuras comissões.

 

Eleito reitor, Raúl prega “bola para frente” diante da ameaça das fake news à Uenf

 

 

Raúl e Rosana, eleitos reitor e vice-reitora da Uenf (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

 

Raúl: bola para frente na Uenf

“Cada um fez a sua escolha, uma vez concluído o pleito, bola para frente e vamos todos defender a Uenf”. Foi o que o professor Raúl Palacio, cubano naturalizado brasileiro e reitor eleito da mais importante universidade de Campos e região, respondeu ontem em entrevista exclusiva (aqui) ao blog do servidor federal e ex-uenfeano Edmundo Siqueira, hospedado no Folha1. A proposta de união em defesa da Uenf parece ser o melhor caminho, após uma eleição muito polarizada no segundo turno, cujo resultado foi divulgado na madrugada de quarta: Raúl com 51,25% dos votos, contra 48,02% do seu adversário, o professor Carlão Rezende.

 

Carlão e Enrique

Carlão também foi procurado pela reportagem da Folha para analisar o resultado final da eleição, que perdeu por pequena margem, apesar da vantagem de 27 votos entre os professores. E apenas respondeu: “Obrigado, mas para mim este assunto foi encerrado ontem (terça). Agradeço muitíssimo vosso interesse”. Terceiro candidato no primeiro turno, que só perdeu a vaga para Carlão no critério desempate da idade, o professor Enrique Medina-Acosta também foi procurado ontem para se manifestar sobre o resultado final. Após se declarar neutro no segundo turno, ele ontem visualizou, mas não respondeu à mensagem.

 

Caneladas e na bola

Antes mesmo da sua fundação em 1993, a Uenf teve na Folha da Manhã uma trincheira de defesa. O grupo de comunicação que o jornal batiza deu ampla cobertura à eleição de reitor. Tanto nestas páginas, quanto na Folha FM 98,3, rádio mais ouvida de Campos, e no Folha1, site mais acessado do interior fluminense. Com espaço igual a todos os lados, referenciou uma disputa maculada por ataques de baixo nível com fake news (aqui) em mídia virtual. Que ontem se mantiveram com a ameaça pública: “A Uenf terá anos turbulentos pela frente”. No campo democrático, a universidade respondeu na bola. E tem na torcida uma cidade e uma região.

 

Repescagem

O início da 2ª etapa do festival de música “Canta Campos”, que aconteceria sábado, foi adiado para o processo de repescagem no início de outubro. Participarão da reclassificação, 20 candidatos, e quatro serão aprovados. Realizado pela Prefeitura de Campos, por meio da superintendência de Entretenimento e Lazer, o evento tem objetivo de revelar talentos da cidade. A primeira etapa do festival classificou 36 cantores amadores e totalizará 40 após a repescagem. O vencedor ganhará a gravação de um CD profissional com 10 faixas e contratos para se apresentar na Festa do Santíssimo Salvador e no palco oficial do Farol, em 2020.

 

SJB

A Câmara de São João da Barra aprovou, na sessão de ontem o projeto de lei nº 033/2019, que dispõe sobre a consagração do município de São João da Barra à Nossa Senhora Aparecida, nos moldes da tradição cultural; ficando autorizada a exposição de símbolos desta devoção em prédios públicos e áreas urbanas. São João da Barra é a última cidade a receber as águas do rio Paraíba do Sul — onde a imagem foi encontrada — e a consagração é uma tradição que vem sendo preservada no Brasil e, segundo o presidente do Legislativo, Aluizio Siqueira (PP), realizada nas demais cidades que margeiam o Paraíba.

 

Sigilo

O ministro da Justiça, Sergio Moro, ampliou o sigilo de parte dos gastos da Polícia Federal. Portaria publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira atualizou uma norma em vigor desde 2011. Essa norma estabelece o que seriam “peculiaridades” do Departamento de Polícia Federal para uso do chamado “suprimento de fundos”, uma forma excepcional de realizar alguns gastos públicos com características especiais. Uma das formas de realizar esse gasto é o chamado cartão de pagamento, uma atualização do que ficou conhecido como cartão corporativo, rotineiramente usado pela Polícia Federal.

 

Milionários

Uma aposta feita em Brasília ganhou o prêmio de R$ 120 milhões da Mega-Sena. Foi um bolão com 49 cotas. E os apostadores do bolão logo foram identificados: são funcionários da liderança do PT na Câmara dos Deputados. Cada um vai receber R$ 2,4 milhões. De acordo com a Caixa, 406 apostas levaram R$ 19,4 mil ao acertarem a quina. Também foram registradas 24.366 apostas ganhadoras da quadra, que foram premiadas com R$ 461,96. As dezenas sorteadas, ontem, no concurso 2.189 foram: 04, 11, 16, 22, 29 e 33.

 

Com Arnaldo Neto

 

Publicado hoje (19) na Folha da Manhã

 

Wladimir marca audiência com Marco Aurélio na luta contra partilha dos royalties

 

Deputado Wladimir e ministro do STF Marco Aurélio (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

O deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) teve hoje confirmada uma audiência com o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), às 18h20 da próxima terça (24), para tratar do julgamento da partilha dos royalties marcado para 20 de novembro. O parlamentar de Campos fez a solicitação em conjunto com o deputado Sargento Gurgel (PSL) e convidou toda a bancada fluminense para participar, inclusive o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM). Quem também confirmou presença na audiência no STF é o vice-governador do Rio, Cláudio Castro (PSC).

 

Gabinete do ministro Marco Aurélio confirmou audiência no dia 24 (Reprodução)

 

Wladimir confirmou por envio de documento o que a coluna Ponto Final já tinha adiantado (confira aqui) desde sábado (14): Luís Roberto Barroso, também ministro do STF, se declarou suspeito para julgar o caso. Como a Folha havia explicado antes do anúncio oficial de Barroso, ele era procurador do Estado do Rio e assinou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 4.917. Foi sobre ela que a ministra Carmen Lúcia deu em 2013 uma liminar favorável a estados e municípios produtores de petróleo, que segurou a partilha aprovada pelo Congresso Nacional e cujo julgamento final no plenário do STF será daqui a 63 dias.

 

Ministro Luís Roberto Barroso se declarou suspeito para julgar partilha dos royalties no STF (Reprodução)

 

Este blog anunciou o julgamento (lembre aqui) tão logo ele foi marcado no último dia 10 de abril, pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli. De fato, foi pela notícia divulgada pela Folha que a própria Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) foi informada do fato. Mais de cinco meses depois, só no dia 11 deste mês o jornal O Globo finalmente deu uma matéria de peso sobre o que pode significar a bancarrota do estado do Rio e seus municípios produtores de petróleo. Se passar a partilha dos royalties, o jornal carioca calculou o total da perda na receita de Campos: 35%. Seus vizinhos, São João da Barra perderia 39%; Quissamã, 35%, e Macaé, 24%.

 

Leia a reportagem completa na edição desta quinta (19) da Folha da Manhã

 

Produzir e se propor a checar fake news é cabrito tomando conta de horta

 

 

O termo fake news foi criado no jornalismo, não na academia, durante a eleição presidencial dos EUA de 2016, vencida pelo republicano Donald Trump. Foi para designar as notícias falsas contra sua adversária democrata Hillary Cinton, criadas por hackers do Leste Europeu e veiculadas em escala geométrica nas redes sociais. As denúncias de influência do presidente russo, Vladimir Putin, com esses hackers para favorecer Trump nas eleições à Casa Branca, gerou investigação no Congresso dos EUA. O assunto é também tema do best seller “Como as Democracias Morrem” (2018), dos conceituados professores de Harvard Steven Levitsky e Daniel Ziblat.

 

 

Além disso, o papel da empresa Cambridge Analytica na manipulação eleitoral a partir do algoritmo das redes socias, tanto na eleição do Brexit, que gerou o atual impasse entre Grã-Bretanha e Comunidade Europeia, quanto na eleição de Trump e várias outras pelo mundo, inclusive a de Jair Bolsonaro (PSL) no Brasil, é eviscerada no documentário “Privacidade Hackeada” (2019). Dirigido por Karim Amer e Jehane Noujaim, e contando com as delações de ex-funcionários da própria Cambridge Analytica, além de cenas do depoimento do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, no Congresso dos EUA, o filme alcançou grande sucesso e repercussão desde que foi lançado recentemente na Netflix.

 

 

O fato é que, depois de eleito, Trump se apropriou do termo fake news. E passou a utilizá-lo aleatoriamente para atacar a imprensa do seu país. Sempre que não gosta da notícia ou da opinião de um órgão de imprensa profissional, independente da verdade, o presidente dos EUA simplesmente decreta: fake news! Também acusados de usar e abusar das fake news na campanha presidencial brasileira de 2018, é mais ou menos como os Bolsonaro e seus militantes acríticos continuam a fazer diariamente nas redes sociais brasileiras.

 

 

A checagem das notícias falsas deveria ser feita por cada usuário das redes sociais, antes de disseminá-las. Deveria! Mas ao jornalismo que se pretende profissional é uma obrigação. Chamar isso de jornalismo investigativo é tão redundante quanto seria falar de palhaço engraçado. Mas a coisa fica ainda mais circense quando um determinado veículo, que se anuncia como de “jornalismo profissional”, é notoriamente conhecido em Campos e região pela produção indiscrimada de fake news.

 

 

Pode ser para defender a soldo um prefeito da região atacando outros (como aqui). Pode ser na tentativa abjeta de usar um feminicídio para atacar políticos que se negam a pagar “proteção” (como aqui), em atuação “jornalística” que em nada fica a dever às milícias. Pode ser para atacar de maneira torpe um vereador de São João da Barra (como aqui), por motivos que só interessam à sua intimidade familiar. Pode ser para atacar um candidato a reitor da Uenf, assim como uma liderança estudantil que critica esses ataques para deles se tornar alvo (como aqui), tulmutuando o processo democrático da universidade sonhada por Darcy Ribeiro.

E, depois disso, usar óleo de peroba como creme facial para cobrar de uma instituição do respeito e porte da Uenf a “depuração” que não faz nas fake news que produz sobre a universidade.

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

Sem meias palavras, foi como reagiu nas redes sociais (aqui) ao caso mais recente o sociólogo e professor da Uenf Roberto Dutra:

 

 

Ministro da Propaganda da Alemanha nazista de Adolf Hitler, Joseph Goebbels se notabilizou pela sentença: “Uma mentira contada mil vezes vira verdade”. Antecipou em 70 anos os tempos da pós-verdade em que hoje vivemos. Mas até neles há que se ter algum senso de ridículo. Produzir fake news de péssimo nível sobre políticos que não pingam no caixa, depois querer impor essa prática nefasta à mais importante universidade de Campos e região, para então se anunciar como checador de fake news seria trágico, se não fosse cômico.

Enquanto um jornalista do porte do saudoso Alberto Dines deve estar se revirando no túmulo com quem lhe foi (im)posto(r) como análogo, o que fica de sério dessa pretensão de onbusdman é melhor resumido no velho dito popular: “É cabrito tomando conta de horta”.

 

Eleição a reitor da Uenf — Ataques geram reação de líderes estudantis e professores

 

O Flamengo 1 a 0 Santos do sábado (14), com direito a golaço de Gabigol e a liderança isolada do seu time no Brasileirão, consumiu a atenção do final de semana para quem sonha acordado com as glórias do passado de Zico e companhia. Mas em assunto bem mais sério a Campos e região, no sábado também foi soado o apito inicial do segundo turno da eleição a reitor da Uenf, nos 11 polos Cederj. Que atinge o seu ápice nesta terça (17), nos campi Campos e Macaé.

Foi também no sábado que o estudante da Uenf, presidente do Diretório Central do Estudantes (DCE) da universidade e membro da nova direção do PT em Campos, Gilberto Gomes, publicou aqui, no Facebook, uma nota pública. Com o assertivo subtítulo “Sobre oportunismo, mau-caratismo e o quanto incomoda um estudante com voz”, foi resposta aos ataques que sofreu após ter publicado aqui, neste blog, um artigo no qual defendia a candidatura a reitor do professor Raúl Palacio de ataques anteriores. Que, pelo baixo nível, causaram mal-estar na comunidade uenfeana.

Ainda assim, em seu primeiro texto, Gilberto deu o devido teflon à candidatura do professor Carlão Rezende, que disputa a reitoria no segundo turno da eleição com Raúl: “Carlão é um profissional exemplar e referência nas mais diversas áreas. Tem competência e totais condições de dirigir a Uenf”. Mas ressalvou: “Não necessita deste tipo de apelo tendencioso para alavancar sua candidatura”.

Na última quinta (12), o sociólogo e professor da Uenf Roberto Dutra também havia externado aqui, neste Opiniões, a opinião sobre a eleição a reitor, na qual tomou partido de Raúl. Foi publicado no blog e na Folha da Manhã junto do artigo do engenheiro agrônomo e também professor da Uenf José Carlos Mendonça, que defendeu aqui o voto em Carlão. Ambos tiveram a elegância de assumir suas posições com elogios aos candidatos opositores.

Hoje (16), após os ataques reiterados aos líderes estudantis da universidade, Roberto Dutra voltou a se manifestar aqui, em sua linha do tempo do Facebook:

 

 

Para quem quiser tomar pé do trabalho de cobertura das eleições do Grupo Folha, com igual espaço a todos os lados envolvidos desde o primeiro turno, feito no jornal Folha da Manhã, na rádio Folha FM 98,3, no site Folha1 e em seus blogs, um bom resumo foi feito ontem (15) aqui, pelo ex-uenfeano Edmundo Siqueira. Abaixo, em resposta aos ataques de “forma vil” que sofreu, o texto publicado por Gilberto no sábado:

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

 

Gilberto Gomes, presidente do DCE da Uenf e membro na direção recém-eleita do PT de Campos

Nota pública

Sobre oportunismo, mau-caratismo e o quanto incomoda um estudante com voz

Por Gilberto Gomes

 

Hoje (sábado) tive um texto publicado no jornal Folha da Manhã, no blog Opiniões, do Aluysio Abreu, no qual aponto questões que, em minha opinião, tem marcado de forma negativa as eleições da Uenf. Em especial, o uso de inverdades para atacar os professores Raúl e Rosana.

Recentemente um outro texto havia sido publicado em um portal que é amplamente reconhecido pela prática de fake news (links que comprovam este fato estão aqui, aqui e aqui nos comentários). Este texto atacava os professores Raul e Rosana de forma covarde, questionando até sua produção acadêmica, e foi amplamente compartillhado nas redes sociais por uma figura que irá aparecer ao longo desta nota.

Parece que meu apelo por eleições marcadas pelo bom debate, aos invés dos boatos, incomodou aqueles que não estão acostumados com um simples estudante com voz nos meios tradicionais de comunicação.

Incomodou em especial um professor da Uenf, o qual me recuso a citar o nome, que tem perdido cada vez mais a capacidade de debates honestos. Para descredibilizar meus argumentos, este professor precisou expor condições pessoais, como minha vida acadêmica e até meu trabalho.

Mas a pesquisa deste professor poderia ter seguido métodos mais eficientes. Faltou dizer, por exemplo, que o estudante que ele alega ter abandonado um curso presencial para buscar um EAD o fez porque não possui condições de trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Não soube informar, por exemplo, que esse estudante precisa pegar 3 conduções para chegar e 3 para voltar da universidade, mora em um distrito distante do Centro da cidade, é filho de um professor de escola pública e de uma dona de casa e que, infelizmente, necessitou optar por um curso a distância para poder manter seus compromissos, condição adotada por muitos estudantes da classe trabalhadora que não podem se manter num curso integral.

Meu texto também apontou para o fato de que um dos integrantes da chapa 11 foi o autor das novas normas de graduação, extremamente abusivas com o estudante e que, independente da reitoria eleita, devem ser revistas o quanto antes. Este professor mentiu ao afirmar que os estudantes poderiam ter uma ativa participação da discussão destas normas, uma vez que nunca fomos convidados para tal e a representação estudantil neste colegiado apenas ocupa uma cota sem muito poder de vetar quaisquer textos.

O professor também mente ao dizer que o auxílio-moradia teria sido aprovado na gestão do professor Silvério. O auxílio moradia aprovado em 2015 no Consuni jamais foi levado para discussão com o governo. Quando me refiro a aprovação, em meu texto, falo da aprovação que realmente importa, em 2016, na Alerj, para composição do orçamento da universidade através da LOA 2017. Estar aprovado anteriormente no Consuni não significava nada, uma vez que qualquer bolsa só pode ser implementada se estiver aprovada no orçamento, como ocorreu somente na gestão do professor Passoni, e que somente não foi implementada até agora devido o não cumprimento do orçamento da universidade por parte do governo estadual.

Se tivesse pesquisado mais a fundo também saberia que em meu “currículo” no movimento estudantil (uma vez que tenta me apontar a todo momento como um profissional) também estão conquistas como a luta pelo restaurante universitário e o histórico reajuste das bolsas. Saberia das noites sem dormir, das extensas viagens ao Rio (muitas delas em sua companhia), das horas e mais horas de reuniões para que cada conquista fosse viabilizada.

Este professor tenta estabelecer uma linha de argumentação que, devido eu compor uma representação estudantil, deveria ater minhas opiniões como teriam feitos representações docentes, outra inverdade, uma vez que diversos professores da atual direção da associação docente estão diretamente envolvidos na eleição. A nossa diferença, professor, é que eu não criminalizo esta prática. Acredito que, quanto mais pessoas representamos, mais devemos nos posicionar, uma vez que a pior liderança é aquela que fica em cima do muro.

Mas o que está ruim, pode piorar. O mesmo professor que me condena por ser uma liderança e ter me posicionado de forma ávida nestas eleições, me procurou no ano de 2015 para responder em seu blog outro docente, que me condenava pela mesma prática, por ter me posicionado na última eleição para reitor. A diferença é que, naquele ano, o professor blogueiro e eu ocupávamos a mesma fileira e defendíamos o mesmo candidato a reitor.

Em 2015, o professor considerou um completo absurdo os ataques que recebi, quando fui chamado de “pelego”, e assim escreveu no mesmo blog que me atacou hoje: “[…] decidi postar a resposta do Gilberto Gomes por dois motivos: 1) que o tipo de adjetivação que lhe foi imposta por simplesmente ter tomado a decisão de apoiar a chapa 10 não é compatível com a democracia, especialmente num espaço universitário, e 2) por saber de sua firmeza de propósito em defender os interesses dos estudantes da Uenf que têm sido tão prejudicados pelo alinhamento da reitoria da Uenf com os seguidos (des) governos que vem tentando destruir a nossa universidade”. (link para texto completo nos comentários).

Atualmente, o docente que me atacou em 2015, e o professor que me atacou hoje, defendem o mesmo candidato nas eleições para reitoria.

Para não se perder por completo numa linha oportunista e mau-caráter, o professor também tentou me adjetivar, tal qual o outro docente. Tentou me conceder a alcunha de “pau pra toda abra”, devido minha atuação em diversas frentes de trabalho. Neste trecho, talvez a única verdade, uma vez que sempre considerei minha versatilidade uma qualidade de fato imprescindível.

Obrigado, professor.

É com muita satisfação que percebo o quanto um estudante com voz e espaço para debate pode incomodar os “phdeuses”, que acreditam que um currículo lattes extenso é suficiente para subjugar e silenciar o próximo.

Finalizo esta nota informando que todas medidas judiciais cabíveis estão sendo tomadas devido à exposição de meu nome e de condições pessoais.

Como afirmei em 2015, repito:

Os cães ladram, mas a caravana passa.

 

Com direito à íntegra dos vídeos, confira as entrevistas dadas aqui, pelo candidato Raúl Palacio, e aqui, pelo candidato Carlão Rezende, ao programa Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, na disputa do segundo turno da eleição a reitor da Uenf.

 

Líder isolado do Brasileirão, Flamengo de Gabigol e Jesus flerta com a glória de Zico

 

Entre o Rei Zico e o artilheiro Gabigol, a massa rubro-negro torce para ver, como nos versos de Cazuza, “o futuro repetir o passado” (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

O golaço ontem de Gabigol deu ao Flamengo a vitória sobre o Santos. E a liderança isolada do Brasileirão, com 42 pontos, seguido por Palmeiras (39) e o próprio Santos (37). Sob a batuta do técnico português Jorge Jesus, que caiu nas graças da torcida rubro-negra como “Mister”, o futebol que o time da Gávea vem exibindo realmente lembra aquele praticado pela geração de ouro de Zico e companhia, que ganhou tudo no início dos anos 1980.

Grêmio, depois Boca ou River, estão entre o Flamengo e o Valhala com o Liverpool (Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Sobretudo porque, se conseguir passar pela pedreira do Grêmio nas semifinais da Libertadores, em 2 e 23 de outubro, e depois bater na final de 23 de novembro o vencedor entre os tradicionais copeiros argentinos Boca Juniors e River Plate, quem estará esperando na disputa do Mundial de Clubes é o Liverpool. Que já fez a sua parte ao levantar a Champions da Europa.

Ocorre que o Liverpool, onde hoje brilha o cracaço egípcio Mohamed Salah, é o mesmo time inglês que o Flamengo de Zico bateu por 3 a 0 em 1981, em outra final de Mundial. É a tessitura do destino que ameaça reconduzir o clube mais popular do Brasil  à sua maior glória em quase 124 anos de história.

Apesar do torcedor sonhar acordado com o Liverpool, jogadores e técnico sempre reafirmam que o Flamengo ainda não ganhou nada. E é a mais pura verdade. Sem títulos, tudo que o time de Jesus vem fazendo será reduzido a momentos fugazes de um belo futebol. Se ganhar o Brasileiro, entrará para a história. Agora, se sobreviver ao Grêmio e, depois, ao Boca ou River na Libertadores, para fazer outra final do Mundial contra o Liverpool, 38 anos depois, aí seria o Valhala — onde homens se tornam deuses.

Pés no chão dos mortais, cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Tanto mais a quem tem o Galinho de Quintino como Rei. A “história do que poderia ter sido”, na definição do poeta português Fernando Pessoa, é a história do próprio futebol.

Se o clube da Gávea nada ganhar, a segunda maior torcida do Brasil, a antiflamenguista, certamente reeditará a provocação do “cherinho”. Mas que, até aqui, o “Sobrenatural de Almeida” do tricolor Nelson Rodrigues parece estar sorrindo ao Flamengo de Gabigol, Arrascaeta, Bruno Henrique, Gerson, Filipe Luís, Éverton Ribeiro e “Mister” Jorge Jesus, não dá para negar.

Nos três vídeos abaixo, a benção do Rei a Gabigol, o golaço deste contra o Santos e outros 10 de artesania semelhante, que habitam um passado mítico:

 

 

 

 

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