Opiniões

Pedofilia de Campos em Brasília

Deputado Arnaldo Vianna levará a denúncia de uma rede de pedofilia em Campos à Câmara Federal e à CPI do Senado (foto de Silésio Corrêa)
Deputado Arnaldo Vianna levará a denúncia de uma rede de pedofilia em Campos à Câmara Federal e à CPI do Senado (foto de Silésio Corrêa)

 

Além do MP, que deve formalizar até o dia 19 sua denúncia, como o blog divulgou com exclusividade (aqui), está confirmado também que a rede de pedofilia em Campos vai parar também no Congresso Nacional, em Brasília. Ontem, por telefone, o deputado federal Arnaldo Vianna (PDT) confirmou ao jornalista e blogueiro Alexandre Bastos que denunciará o caso em discurso na tribuna da Câmara, como informou, em primeira mão, o também jornalista Roberto Barbosa, em seu blog (aqui). Ele disse ainda que levará a questão também ao presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB/SP), assim como a CPI da Pedofilia no Senado.

Pela gravidade do caso, que envolve além de prostituição e exploração de menores, também imposição do consumo de drogas e até suspeita de duplo homicídio, o caso merece mesmo ter toda a repercussão possível.

Pedofilia — Denúncia do MP até 19 de dezembro

Capa da Folha do último dia 7 de junho, que noticiava com exclusividade a operação da Polícia contra a rede de prostituição de menores em Campos

 

Depois da matéria assinada pela Whytney Magalhães e por Esdras, na revista deste, a Somos Assim, em sua edição do último domingo, fica bem evidenciada como a denúncia de uma rede de pedofilia em Campos começou a ser divulgada. A foto da prisão de Leison Rocha da Silva, o “Alex”,  ilustrando a matéria, como o crédito da revista salienta, é da Folha da Manhã. Aliás, a prisão de Alex, acusado de chefiar a quadrilha, assim como a ação da Polícia Civil no Glamour Hotel e Pousada, no Pq. Santa Rosa, que serviria como casa de prostituição de menores, foi noticiada com exclusividade pela Folha, desde o último 7 de junho, um dia após a operação.

Certo que, de lá para cá, a gravidade e a polêmica que pesam sobre o assunto foram aditivados por uma série de boatos. E eles não cessarão, já que o promotor do caso, Leandro Manhães, por motivos óbvios, vai manter o caso sob segredo de justiça. Embora outras pessoas, inclusive da imprensa, possuam acesso ao que foi investigado até agora, ninguém também deve soltar maiores detalhes, já que a divulgação de um suspeito mais tarde julgado inocente poderia acarretar um processo milionário por indenização contra quem noticiou, vide o caso da Escola de Base de São Paulo (aqui).

Único nome por enquanto ligado ao caso, o presidente da Câmara e pré-candidato a deputado estadual, Nelson Nahim (PMDB), só alcançou essa condição após ele mesmo convocar uma coletiva, na última quinta, dia 26, para se defender de uma acusação de envolvimento que ainda não sofrera. Em ligação, o jornalista Esdras confirmou ao blog que, na semana passada, fez várias ligações ao vereador, tentanto falar sobre o caso, mas sem sucesso. Se essas ligações da revista motivaram ou não a coletiva de Nahim, só ele pode saber.

Todavia, como o próprio Esdras ressalva na matéria, há que se ter muito cuidado, não só por conta da possibilidade de processos, mas por serem fortes e múltiplos os rumores de que a apuração do caso teria descambado para a extorsão dos supostos envolvidos e, pior, a invenções de envolvimento para tentativas de intimidação e/ou pagamento de suborno. É aquela velha tática de propaganda fascista-comunista, que os iguala aos canalhas sem nenhuma ideologia: junta-se 10 mentiras a uma verdade e esta passa a endossar aquelas outras.

Ciente disso, o promotor Leandro, com quem o blog também falou hoje, por telefone, ainda realiza mais investigações. Com o que já tem até o momento, ele enxerga evidências para ofertar denúncia, mas vai se aprofundar para fazê-lo até o próximo dia 19, antes do recesso do Judiciário. Com o fim deste, caberá ao juiz sorteado, caso acate a denúncia, a manutenção ou não do sigilo, que deve ser recomendado pelo MP.

Alheia aos boatos, a Folha estará atenta ao desenrolar dos  fatos que foi a primeira a noticiar.

 

Página interna da edição de 7 de junho, com a cobertura completa do caso
Página interna da edição de 7 de junho, com a cobertura completa do caso

Sushi — Conexão indigesta

Lurian Cordeiro da Silva (filha de Lula), o presidente e seu primeiro-genro, Marcelo Sato Rosa
Lurian Cordeiro da Silva (filha de Lula), o presidente e seu primeiro-genro, Marcelo Sato Rosa

 

Enquanto as atenções se voltam ao escândalo de corrupção do governador de Brasília, José Roberto Arruda, na mesada estadual paga aos deputados estaduais do Distrito Federal, naquilo que vem sendo chamado de “Mensalão do DEM”, bom não esquecer a origem da expressão. Até porque, ao contrário do ex-“primeiro-ministro” José Dirceu no PT, seu xará, no DEM, deve ser expulso do partido.

Também porque os “burros instruídos” de lá — assim como, aparentemente, os japoneses do presidente Lula — são melhores que os daqui, segue outra do ex-prefeito carioca Cesar Maia (DEM), postada hoje, em seu ex-blog…

 

SATO -O PRIMEIRO GENRO- EM TRÊS TEMPOS!

1. (Veja, 28/11/09) Agora, um genro do presidente aparece como protagonista de atos ilegais em uma investigação da Polícia Federal. O genro é Marcelo Sato. Sato foi flagrado pelos policiais negociando o recebimento de 10000 reais de um empresário ligado a uma quadrilha investigada por lavagem de dinheiro, operações cambiais clandestinas, ocultação de bens e tráfico de influência. É grave o caso de Marcelo Sato, oficialmente empregado como assessor parlamentar. (…) O genro do presidente, segundo a PF, funcionava como lobista do grupo. Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça mostram que Marcelo Sato mantinha relações estreitas com o empresário João Quimio Nojiri, preso em junho de 2008. Nojiri era quem determinava quais missões o genro deveria cumprir dentro do governo.

2. (Ex-Blog, 20/04/2006) Jornal A Notícia – Santa Catarina 11 de dezembro de 2003. Prefeito Décio Lima assina hoje, no Ministério dos Transportes, convênio para a liberação de R$ 23 milhões para as obras de acesso à BR-470. Na audiência que conseguiu anuência do governo Federal, a presença de Marcelo Sato, genro número um do presidente Lula. \\\\ 17 de Julho de 2003. O prefeito Décio Lima passou os últimos três dias em Brasília. Ficou hospedado na Granja do Torto, na companhia do chefe de gabinete da deputada Ana Paula Lima, Marcelo Sato, que vem a ser o primeiro-genro do presidente da República. Na véspera, recebeu para um jantar, em uma das residências presidenciais, três ministros e alguns parlamentares. A deputada estadual Ana Paula Lima, de quem Sato é chefe de gabinete, é casada com o ex-prefeito de Blumenau Décio Lima. Quando deixou a prefeitura em 2004, Lima foi nomeado por Lula superintendente do Porto de Itajaí, reformado pelo governo federal.

3. (Ex-Blog, 20/04/2006) Claudio Humberto. Okamoto: ‘conexão sushi’. Confirma-se a suspeita do prefeito do Rio, Cesar Maia, que revelou serem de agências bancárias em Blumenau (SC) algumas contas supridas pelo pagador oficial Paulo Okamoto. O beneficiário de Okamoto no banco Santander Banespa é Marcelo Sato Rosa, dono da conta 01-051149-7 e genro de Lula. E suposto elo de uma Conexão Sushi. E agora só falta uma coisa: a CPI abrir o sigilo de Okamoto e ver quantas vezes ele enviou dinheiro para as contas do Sato em Blumenau.

4. (Ex-Blog, 19/04/2006) Um repórter deixou gravador ligado, e quando ouviu era o laranja do Lula, Okamoto ditanto o número das contas que usava para dar “presentes” à família. São as seguintes as contas correntes. 1) Banespa cc 01051149-7, agência 0147. 2) BESC cc 121.827-0, agência 003. 3) Banco do Brasil cc (com ruído) 7255-9, agência 0427-8. A gravação está nítida com alguns ruídos. Amigo do presidente Lula há três décadas, Okamotto admite que pagou despesas do presidente e família da filha. Paulo Okamotto admite ter pago R$ 29.400 de despesas do presidente Lula e até contas da família, em torno de R$ 26 mil. A VEJA -edição de 8 de março de 2006- Já havia informado sobre a “doação”.

5. De Eça de Queiroz (para Lula?): “Este governo não cairá porque não é um edifício, sairá com benzina porque é uma nódoa.” em O Conde de Abranhos. 

Comentário anônimo — Ônus no voto e no bolso

Quem já aprendeu, da maneira mais humilhante, que comentário anônimo em blog nunca elegeu ninguém a nada, é melhor tratar de se conscientizar, enquanto ainda dá, que também pode ser obrigado a pagar pelos danos morais daquilo que divulga com a anunência da suposta moderação.

Em seu blog, “Ponto de vista”, Christiano Abreu Barbosa fez o lembrete devido (aqui)…

Ainda sobre o Monitor…

À falta de novidade, que só poderia vir com a reabertura do Monitor Campista, não pretendia mais tocar no assunto. Todavia, injusto ter transcrito (aqui) o post do blog “Sujeito”, do repórter-fotográfico Ricardo Avelino, tratando da suspensão ou encerramento das atividades do secular jornal, sem fazer o mesmo com as considerações igualmente esclarecedoras e sensatas, feitas numa série de artigos pelo jornalista Guilherme Belido, sem seu site “Opinião” (aqui).

Ele escreveu três textos sobre o caso e promete o final ainda para hoje. Enquanto a conclusão não vem, reproduzo abaixo seu terceiro artigo…

 

O Monitor (III)

    Então, para “aclarar”, registre-se o seguinte: o texto inicial não entra no mérito do pretendido salvamento do Monitor – muito bem vindo – e sim dos possíveis motivos de sua queda. Tampouco discute se deve ser salvo; ou como, quando e por quem.

     Contudo, penso uma “engenharia” capaz de trazer de volta o jornal, transformando o ora fechamento em suspensão, seria excepcional.

    Também reafirmo (está lá no primeiro artigo, de maneira claríssima) que seu encerramento constitui fato histórico lamentável para Campos. Tudo sob o manto da opinião, cuja essência é invariavelmente subjetiva.

    Ressalvas já maçantes de tão repetidas, acho justo que também sublinhe o que acredito ser a inexorável realidade dos fatos, –alguns dos quais passo a enumerar.

    1) O jornal fechou e Campos fica sem importante fatia de sua história

    2) Afora o lado histórico, a perda se limita à seara sentimental, face à circunstância de que Monitor não tinha expressão como veículo de Imprensa.

    3) Com mil e poucos exemplares de tiragem, exibia tímida circulação. E via de regra, o pouco que ia para as bancas, voltava.

    4) Impresso no Rio, sofria prejuízos em sua regularidade, muitas vezes chegando aqui depois do meio dia; ou nem chegando.

    5) Das quase 200 bancas existentes na cidade, a maioria não apanhava o jornal. Isso porque o jornaleiro não queria ter o trabalho de levar… para depois trazer de volta os mesmos 5 (cinco) exemplares.

    6) Quando não há vocação para venda avulsa, o veículo compensa formando um vasto quadro de assinantes, – o que também não conseguiu. Assinante é leitor fidelizado e não há de se falar em fidelidade sem a garantia, ao menos, de que o exemplar chegue.

    7) Triste verdade, ainda hoje a população, como um todo, nem sabe que o jornal fechou. E não sabe porque não lia nem via o velho órgão.

    8) Neste particular, o Monitor se afigura, por exemplo, à Rede Brasil: tendo enorme importância, não é vista senão por meia dúzia. Se sair do ar, “ninguém“ toma conhecimento. Mas se a Globo ficar sem sinal por cinco minutos, o Brasil inteiro vai comentar.

    9) O Monitor Campista – enfim, desculpem – apresentava inequívoca e histórica inclinação para “repartição pública”, – “definição” que dispensa comentário.

    10) Os Diários Associados fecharam “O Jornal”, “O Cruzeiro” e a “Tupi”, que foram grandes veículos de dimensão nacional e projeção internacional. Logo, não estão nem aí para tradição. Afinal, tradição não paga as contas.

OBS: Com enfoque distinto dos três primeiros, o artigo O Monitor (IV) vai ser publicado nesta sexta, encerrando a série de textos sobre o assunto.

Eraldo Dutra — Exemplo para o PT de Campos

A vitória acachapante do professor Eduardo Peixoto, na eleição à presidência do diretório municipal do PT, lavou a alma de muita gente. Foi o caso, por exemplo, do Eraldo Dutra, petista desde 1982, que teve a coragem de colocar no seu devido lugar quem pretende condenar o partido à mesma autofagia na qual está confinada a sua própria (ir)relevância.

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