Opiniões

Pedofilia — Denúncia do MP até 19 de dezembro

Capa da Folha do último dia 7 de junho, que noticiava com exclusividade a operação da Polícia contra a rede de prostituição de menores em Campos

Depois da matéria assinada pela Whytney Magalhães e por Esdras, na revista deste, a Somos Assim, em sua edição do último domingo, fica bem evidenciada como a denúncia de uma rede de pedofilia em Campos começou a ser divulgada. A foto da prisão de Leison Rocha da Silva, o “Alex”,  ilustrando a matéria, como o crédito da revista salienta, é da Folha da Manhã. Aliás, a prisão de Alex, acusado de chefiar a quadrilha, assim como a ação da Polícia Civil no Glamour Hotel e Pousada, no Pq. Santa Rosa, que serviria como casa de prostituição de menores, foi noticiada com exclusividade pela Folha, desde o último 7 de junho, um dia após a operação.

Certo que, de lá para cá, a gravidade e a polêmica que pesam sobre o assunto foram aditivados por uma série de boatos. E eles não cessarão, já que o promotor do caso, Leandro Manhães, por motivos óbvios, vai manter o caso sob segredo de justiça. Embora outras pessoas, inclusive da imprensa, possuam acesso ao que foi investigado até agora, ninguém também deve soltar maiores detalhes, já que a divulgação de um suspeito mais tarde julgado inocente poderia acarretar um processo milionário por indenização contra quem noticiou, vide o caso da Escola de Base de São Paulo (aqui).

Único nome por enquanto ligado ao caso, o presidente da Câmara e pré-candidato a deputado estadual, Nelson Nahim (PMDB), só alcançou essa condição após ele mesmo convocar uma coletiva, na última quinta, dia 26, para se defender de uma acusação de envolvimento que ainda não sofrera. Em ligação, o jornalista Esdras confirmou ao blog que, na semana passada, fez várias ligações ao vereador, tentanto falar sobre o caso, mas sem sucesso. Se essas ligações da revista motivaram ou não a coletiva de Nahim, só ele pode saber.

Todavia, como o próprio Esdras ressalva na matéria, há que se ter muito cuidado, não só por conta da possibilidade de processos, mas por serem fortes e múltiplos os rumores de que a apuração do caso teria descambado para a extorsão dos supostos envolvidos e, pior, a invenções de envolvimento para tentativas de intimidação e/ou pagamento de suborno. É aquela velha tática de propaganda fascista-comunista, que os iguala aos canalhas sem nenhuma ideologia: junta-se 10 mentiras a uma verdade e esta passa a endossar aquelas outras.

Ciente disso, o promotor Leandro, com quem o blog também falou hoje, por telefone, ainda realiza mais investigações. Com o que já tem até o momento, ele enxerga evidências para ofertar denúncia, mas vai se aprofundar para fazê-lo até o próximo dia 19, antes do recesso do Judiciário. Com o fim deste, caberá ao juiz sorteado, caso acate a denúncia, a manutenção ou não do sigilo, que deve ser recomendado pelo MP.

Alheia aos boatos, a Folha estará atenta ao desenrolar dos  fatos que foi a primeira a noticiar.

Página interna da edição de 7 de junho, com a cobertura completa do caso
Página interna da edição de 7 de junho, com a cobertura completa do caso

Este post tem 2 comentários

  1. É certo de que a mídia tem o dever de trazer à tona os fatos desse verdadeiro mar de lama, mas o bom senso deve prevalecer. Afinal, essa história não envolve apenas uma quadrilha… a Justiça terá muito trabalho para desatar esse nó górdio, que amarra no mesmo molhe culpados e inocentes. A Folha puxou o primeiro laço divulgando a prisão do articulador de uma das quadrilha, a da pedofilia, e a equipe da Somos, em uma ato de coragem, mesmo contra várias ameaças, desatou a sordidez e a covardia do modus operandi dos meliantes, dificultando assima sua impunidade. Resta agora à toda à mídia de Campos o dever de ajudar a desatar o resto.

    Equipe Somos

  2. Caro Esdras,

    Parabéns, pois, às equipes da Folha e da Somos, que à parte os boatos, sempre estiveram à frente da divulgação dos fatos.

    Abraço e grato pela colaboração!

    Aluysio

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