Opiniões

Presente de Natal: Duplicação da BR 101 em 2010

Se a duplicação da BR 101 tivesse sido imposta pelo governo federal a partir da assinatura do contrato de privatização, desde 2008, mortes como a da vereador petista Renato Barbosa, em 23 de setembro deste ano, poderiam ter sido evitadas (foto de Leonardo Berenger)
Se a duplicação da BR 101 tivesse sido imposta pelo governo federal a partir da assinatura do contrato de privatização, desde 2008, mortes como a da vereador petista Renato Barbosa, em 23 de setembro deste ano, poderiam ter sido evitadas (foto de Leonardo Berenger)

 

Se o adiantamento de 2023 para 2015, para o início da duplicação da BR 101, no trecho Campos/Rio, a pedido do governador Sérgio Cabral (PMDB), noticiada em nota de hoje na coluna do Anselmo Gois, em O Globo, já era uma boa notícia, a repórter da Folha, Simone Fraga, conseguiu uma ainda melhor do Rodrigo Meira, assessor de imprensa da Autopista Fluminense, empresa concessionária do trecho. A tão esperada duplicação do trecho, que impediria a perda de tantas vidas tragicamente interrompidas na estrada conhecida como Rodovia da Morte, não começará em 2015, mas já no ano que vem, em 2010.

Ainda sem mês definido para o início da reforma, o adiantamento será feito sem alteração no valor do contrato com o governo federal. Com previsão de conclusão em seis anos, as obras se darão, simultaneamente, em todos os 175 kms do trecho entre Rio Bonito e Campos, não de trecho a trecho. O único adiamento será em relação à reforma da estrada do Contorno, que deveria começar em 2013 e, por enquanto, fica sem previsão.

Certo que se o governo petista de Lula tivesse demonstrado em 2008, quando o contrato de privatização foi firmado com a Autopista, o mesmo empenho demonstrado agora por seu aliado Cabral, a duplicação da BR 101 já poderia ter se inciado e muitas vidas teriam sido salvas. Todavia, antes mais cedo do que mais tarde.

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