Opiniões

Eleição suplementar — Lições de Nahim à oposição

Após endossar ontem a oposição de Campos, Picciani (à esq.) acompanhou hoje, no Rio, Sérgio Cabral e Dilma Rousseff, dos quais partirá importante apoio à eleição suplementar a prefeito (foto de Roberto Stuckert Filho)
Após endossar ontem a oposição de Campos, Picciani (à esq.) acompanhou hoje, no Rio, Sérgio Cabral e Dilma Rousseff, dos quais partirá importante apoio à eleição suplementar a prefeito (foto de Roberto Stuckert Filho)

 

Com as declarações dadas ontem ao blogueiro pelo postulante do PMDB ao Senado, Jorge Picciani, fica evidenciado que candidato de oposição (aos Garotinho) que conseguir chegar ao segundo turno da eleição suplementar à Prefeitura de Campos, contra o nome escolhido pelo PR, passará a contar com os fortes apoios dos governos federal e estadual (que, tudo indica, estarão com Dilma Rousseff e Sérgio Cabral), além de todos os concorrentes que ficarem no primeiro turno — salvo alguma eventual candidatura de apoio lançada por Garotinho, como foi Paulo Feijó, então pelo PSDB, em 2008.

Dentro desse contexto, passa a ter chances reais de vitória qualquer nome que chegar ao segundo turno representando a oposição aos Garotinho. Dos que foram colocados até agora, inegável que o deputado federal Arnaldo Vianna (PDT) é ainda o de maior cacife eleitoral. Todavia, como não se sabe se ele terá condições jurídicas sequer de concorrer à reeleição na Câmara, ou de assumir o mandato se conquistá-lo no voto, também não é necessário ser nenhum grande analista para constatar que os outros nomes cotados são mais ou menos parelhos: Odisséia Carvalho pelo PT, Odete Rocha pelo PCdoB, Andral Tavares Filho pelo PV e Sérgio Diniz pelo PPS.  

Embora venha se articulando bem com seu PCB, a ponto de ter sido a primeira a anunciar (aqui) a previsão da nova eleição pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Namatela Jorge, para 21 de novembro, Graciete Santana ainda parece eleitoralmente um pouco abaixo dos demais. Em contrapartida, Marcos Bacellar, sobretudo se conseguir se eleger à Alerj (possibilidade aparentemente mais sólida que as de Odete e Andral, ao vácuo de um puxador de votos como é Marcos Abraão para o PTdoB), poderia entrar com certa vantagem na briga, mas seu partido, hoje na base de apoio ao PR, pode complicar um pouco as coisas, além do fato dele não ser um nome da preferência dos demais na oposição.

Outro em iguais condições é o também vereador Abdu Neme, que vive a aparente contradição de ser pré-candidato a prefeito na eleição suplementar prevista, enquanto admite negociar o convite de Nelson Nahim para ser vice deste, muito embora seu PSB esteja entre os 16 partidos que Picciani quer ver unidos contra o candidato dos Garotinho no segundo turno.    

Possibilidades de aliança com o PR à parte, o fato é que quem da oposição conseguir antecipar no primeiro turno as alianças que todos consideram certas no segundo, solidifica suas chances de chegar lá. Não é dentro de outro raciocínio que Odisséia e Andral, mesmo na contramão das alianças de PT e PV nas esferas estadual e federal, têm flertado numa possibilidade de composição ainda no turno inicial. Neste mesmo sentido, Odete Rocha também já sondou o presidente interino da Câmara, Rogério Matoso, outro nome cotado no PPS (ao lado de Diniz), que procura mostrar cautela, mas não se fecha a conversas ou possibilidades.

Embora todos, com mais ou menos ênfase, ressaltem publicamente que esperam a nova eleição à Prefeitura de Campos ser marcada, nenhum deles, nem no PR, aposta que ela de fato não sairá, provavelmente ainda em 2010, como quer o TRE. Quem conseguir somar mais pernas à marcha do projeto político desde já, ficará um passo à frente de ganhar a corrida eleitoral.

Como Nahim tem dado aulas, não só dentro do seu próprio grupo político, como a todos que pretendem se opor a ele, o segredo é saber agregar, não dividir.

Este post tem 2 comentários

  1. É impressionante a postura dos aproveitadores de ocasião.
    Aproxima-se as eleições de outubro de 2010 de Presidente a Deputado estadual e gente sem expressão política, gente marcada como omissos ou comprometidos com escândalos e vexames que denegriram a história política de Campos, arvoram-se como “Salvadores da Pátria”. Que vergonha.
    Por pior que achem que a Prefeita Rosinha Garotinho, eleita pelo voto popular, foi ela a escolhida e indicada para acabar com os vexames vividos por nós.
    A dignidade aconselha que o povo acostumado a vender o seu voto e a aceitar promessas que jamais serão cumpridas, aprendam uma lição: CAMPOS MERECE MAIS DO QUE OS QUE FORAM DERROTADOS POR ROSINHA GAROTINHO E O POVO DECENTE DESTA TERRA.

  2. Vamos ver primeiro quem são os bons de votos nessa eleição e a decisão da Justiça em relação a Rosinha,marcar novo pleito? Querer não é PODER em política! Tem gente que não sabe nem mandar em casa que quer prefeitura,mas não é assim não!!!

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