Opiniões

Como a eleição presidencial pode afetar a suplementar

Garotinho e Dilma, no último dia 5 de abril, em Brasília, em ato do PR em apoio à candidata petista, quando ela lembrou carinhosamente do passado brizolista comum com o ex-governador (foto da assessoria do deputado Geraldo Pudim)
Garotinho e Dilma, no último dia 5 de abril, em Brasília, em ato do PR em apoio à candidata petista, quando ela lembrou carinhosamente do passado brizolista comum com o ex-governador (foto da assessoria do deputado Geraldo Pudim)

O que as diferenças entre as pesquisas da Datafolha (que indicam o segundo turno na eleição presidencial) e do Ibope/CNI (apontando a vitória de Dilma Rousseff ainda no primeiro turno) podem ter a ver com as declarações feitas ontem, pelo presidente do TRE, Nametala Jorge, ao presidente da Câmara de Campos, Rogério Matoso (PPS), garantindo que a eleição suplementar para prefeito acontecerá no início de 2011, de maneira direta, e sem necerrariamente esperar o julgamento do mérito do recurso de Rosinha, no TSE, como o jornalista e blogueiro Luiz Costa adiantou aqui, em primeira mão?

Se Dilma realmente levar em turno único, a coisa tende a influenciar menos em Campos. Mas, no caso do segundo turno, desatento é quem ainda não percebeu que o PR tem possibilidades reais de fazer até 50 deputados federais em todo o Brasil, incluindo o mais votado de São Paulo, Tiririca, e do Rio, Anthony Garotinho. Com este como líder de uma bancada que poderia representar até 10% da Câmara Federal, num partido da base de apoio a Dilma, improvável que essa força não seja usada não só na indicação de pelo menos um ministério no novo governo petista, como no fechamento de um acordo em Brasília que só não afetaria as decisões eleitorais em Campos para quem acredita, por exemplo, que a absolvição do casal Garotinho pelo TRE, em 2005, a partir do voto de minerva do seu presidente de então, não teve nada a ver com a escolha do irmão deste ao TJ, pouco tempo depois, pela governadora Rosinha.

Até que os eleitores expressem sua vontade soberana nas urnas de 3 de outubro, qualquer possível consequência dos seus resultados não deve ultrapassar o campo da especulação, sobretudo quando se invereda na dúvida quanto a devida separação entre os poderes da nossa República. Mas até para se evitar surpresas, bom não se perder de vista aquilo que, à parte o desejo pessoal, pode vir a ser…

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