Opiniões

Andral: “O fisiologismo político existe e é generalizado em Campos!”

“Acho que essa posição do bispo é uma das coisas mais interessantes que aconteceu na política de Campos. Aplaudo a coragem dele, seu senso de civismo. E isso revigora a atividade política, sobretudo daqueles que pensam em caminhar diferente. Eu fico entusiasmado e acho que essa deve ser a mesma reação das pessoas de bem desta cidade”. Foi assim que o advogado e presidente municipal do PV, Andral Tavares Filho, reagiu à proposta do novo bispo católico, Dom Roberto Ferrería Paz, que em matéria publicada na edição impressa da Folha do último domingo, pregou uma posição mais ativa da Igreja Católica, em relação às eleições de 2012, diante do fisiologismo que entende como generalizado na política do município.

Se Dom Roberto (aqui) e o cientista político Hugo Borsani (aqui) enxergam indícios desse fisiologismo político em Campos, Andral tem absoluta certeza:

— Não tenho nenhuma dúvida: existe e é generalizado. E é por isso que a gente está nesta luta. Para combater essa prática na política do nosso município, é preciso fazê-lo de dentro. A gente olha isso se repetir, eleição após eleição, e fica até apavorado. É isso que tira a  vontade das pessoas dignas de entrarem na política. É desanimador, é frustrante.

Este post tem 9 comentários

  1. Seria muito bom, se os atos e atitudes políticas, sempre demonstrassem transparência, ética e preocupação verdadeira com os anseios, vontades e prejuízos para o povo. Porém, infelizmente em sua maioria não passam de puro fisiologismo, ou seja, voltadas sempre buscando o bem próprio de seu (s) autor (es). Assusta-me sempre que deparo com noticias de criações de Comissões Parlamentares de Inquérito, pois as mesmas sempre vêem acompanhadas, ou melhor, são geradas através de insatisfações pessoais, devido a acordos rompidos entre as partes.

    Para ficar um pouco mais claro, são comuns (mas não deveria ser) os acordos de distribuições de cargos e outros favorecimentos, entre os poderes Executivos e Legislativos, seja em que esfera for o executivo, tenta obter a maioria (ou total) do efetivo do legislativo, para poder assim ter seus atos, decretos e feitos aprovados. O legislativo por sua vez, redistribui os favores obtidos (OBRAS, VAGAS, CARGOS Etc.) entre seus apoiadores de campanha, lideranças e outros colaboradores. E aí, toda vez que no transcorrer dos mandatos, o primeiro (EXECUTIVO) deixa de cumprir o acordo ou parte dele. O segundo (LEGISLATIVO) tomado (quase sempre) por revolta, busca então entre seus pares motivos para a implementação de medidas ameaçadoras e muitas das vezes até chantageadoras contra o outro, implantando as chamadas comissões de apurações de supostos envolvimentos ilícitos do executivo em contratos entre este e fornecedores, prestadores de serviços e outros…

  2. Desta forma, pensam os “digníssimos defensores da ética, moral e bons costumes” que o suposto “infrator”, ao sentir ameaçado o seu mandato. Correndo o risco do impedimento e cassação, volta atrás e a festa continua, com todos vivendo e convivendo felizes e contemplados. Enquanto que o povo, o único que deveria por fato e direito, ser o maior beneficiado em suas necessidades, por aqueles que eles levaram ao poder na esperança de melhorias e benfeitorias em seu país, seu estado ou município, assiste de suas ruas esburacadas, precárias do mínimo essencial, saneamento, água, asfalto e coleta de lixo. Ir junto com a lama e esgotos a céu aberto em direção aos rios poluídos, levando junto em sua enxurrada, a precariedade da saúde, do transporte, da habitação da educação e tantos outros itens necessários a uma vida decente e civilizada.

    Já passa do tempo de se ver abolida e execrada totalmente essa política da troca de favores, do toma lá dá cá, do me ajuda que eu te ajudo, do eu quero é saber de mim e o povo que se exploda. Já passa do tempo do povo reagir contra os que os trata como reles massa de manobra, que só os procura em épocas eletivas. Já passa do tempo de renovarem-se não só os políticos, mas a política no seu todo, tentando assim buscar os que realmente possam estar interessado em servir e cumprir seu mandato em prol do progresso, do bem estar da população, agindo com decência, moral e porque não dizer, com vergonha na cara. Já passa do tempo de se ter uma justiça verdadeiramente incumbida de punir os aproveitadores de cargos e mandatos, que incorrerem (comprovadamente) principalmente nos crimes de prevaricação generalizada…

  3. Enfim já passa do tempo de se ver em vez de subornados. Os detentores de cargos e mandatos públicos, subordinados aos seus juramentos de cumprir e defender com honra, transparência e veracidade. Em seus atos, gestos e palavras o bem do povo para o povo, abortando de vez a podridão do fisiologismo. Ressuscitando a ideologia da prática do bem para o bem, e assim poderem agir e andar de cabeças erguidas e dormirem tranqüilos com a certeza do dever cumprido e perderem o medo de alguém fechar a porta e prenderem seus longos rabos.

    Acredito que podemos começar a mudar esse fisiologismo em 2012…QUE VENHA 2012 !!

  4. Fisiologismo? O que existe em Campos é a corrupção mais tosca de todas.

  5. Concordo com o Andral: existe, é generalizado e grande parte da população já “aceita” como se fosse normal. As pessoas de bem e bem intencionadas deveriam querer participar para tentar mudar isso, mas acabam achando que o poder do dinheiro vai continuar falando alto e somente quem tem condição de comprar sua eleição é que vai continuar ou entrar no poder.

  6. Concordo plenamento com Andral, e digo mais, que este cancer contaminou os municipios vizinhos, e, de certa forma generalizou através da reeleição dos prefeitos. Campos na condição de cidade PÓLO da o TOM às cidades periféricas. “O CIDADÃO DE BEM DEVE COMBATER FERRENHAMENTE A PRÁTICA DA TAL MODALIDADE FATÍDICA DE “CORRENTE DE VOTOS” e TAMBÉM COMBATER A PRÁTICA DO TAL CINQUENTINHA” que foram tão badaladas em nosso município, porém, pouco apreciadas e condenadas pelos nossos legisladores.

  7. inacreditável como alguns tem sentimento de esperança de uma politica melhor em Campos e nos politicos brasileiros.
    ô povo pra gostar de sofrer!

  8. Combater o fisiologismo em Campos é uma grande necessidade,porém,é preciso lembrar a Dom Roberto que pra combater essa prática vai doer na própia carne.

  9. Existem em Campos e no resto do pais muitas pessoas com vocações politicas, sem fisiologismo, mais não tem como chegar as bases.

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