Opiniões

Fecharam a torneira

Mais ou menos em outubro do ano passado, em meio a reclamações de todo tipo por atrasos do governo Rosinha Garotinho no pagamento a fornecedores, empresas prestadoras de serviço e convênios, um observador gaiato, mas de arguta percepção às coisas da planície, cunhou uma frase que se popularizou na definição da situação de aparente penúria de então: “Não é que fecharam a torneira, quebraram a caixa d’água!”.

Pois pouco mais de um ano depois, a situação parece exatamente a mesma. Regido pelos dias de campanha, o ritmo acelerado das várias frentes de obra abertas em toda cidade aparentemente engatou o ponto morto, logo após Rosinha ter garantido a fatura eleitoral, ainda no primeiro turno de 7 de outubro, muito embora as incertezas jurídicas deixem a sua própria posse do novo mandato como questão ainda em aberto.

Na esperança de ainda receber, nenhum representante de empresa prestadora de serviço ou fornecedora fala abertamente por enquanto, em que pese quase todos confessarem informalmente o cadeado passado de súbito nos cofres públicos do município. Ainda faltando dois meses para fechar 2012, as previsões pessimistas vão além, projetando mais penúria por todo o 2013 vindouro, um ano antes do marido da prefeita e eminência parda do seu governo, o deputado federal Anthony Garotinho (PR), bancar sua campanha eleitoral ao governo do Estado.

Na dúvida sobre os possíveis motivos para essa aparente escassez de recursos, inconcebível num município de orçamento bilionário como Campos, se fosse o caso de se retomar a frase gaiata que definiu situação muito parecida, pouco mais de um ano atrás, a resposta tenderia a ser respondida com outras perguntas: A) Fecharam a torneira? B) Quebraram a caixa d’água? ou C) Há vazamento?


Publicado na edição de hoje da coluna Ponto Final, da Folha da Manhã.

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