Opiniões

Sem seu craque, Alemanha goleia Portugal na melhor estreia de um favorito à Copa

Abraçado com sua equipe após balançar as redes portuguesas, Müller foi o nome do jogo (foto de Odd Andersen - AFP)
Abraçado com sua equipe após balançar as redes portuguesas, Müller foi o nome do jogo (foto de Odd Andersen – AFP)

 

Bem, Cristiano Ronaldo jogou, mas Schweinsteiger, não. E não fez a menos diferença para que o segundo observasse do banco sua Alemanha golear Portugal por 4 a 0. O motivo? Simples: Portugal tem um time nada mais que mediano, que depende do taleto de um craque. E o melhor do mundo em 2013, como já ocorreu com todos os melhores do mundo anteriores, hoje não brilhou.

Já a Alemanha tem um time acima da média, fruto de uma geração muito talentosa, cujos líderes em Campos, como Schweinsteiger, vem sendo preparados desde a Copa de 2006, sediada naquele país. Talvez o único senão dessa seleção seja seus inexplicáveis titubeios nos momentos cruciais, como demonstrou nas Copas do Mundo em 2006 e 2010, além da Eurocopas de 2008 e 2012, em contraste à principal característica do ethos germânico desde a Antiguidade, em quaisquer atividades humanas: sua determinação.

Contra uma seleção de Portugal estupidamente desfalcada pela expulsão do brasileiro naturalizado Pepe, quem vacilou hoje não foi a Alemanha. Com boas atuações de Özil, Gotze, Khedira, Hummels e Kroos, o destaque acabou sendo o atacante Tomas Müller. Além de não se intimidar fisicamente com as habituais panes mentais de Pepe, expulso após dar-lhe uma cabeçada, Müller se movimentou o tempo inteiro na função de falso centroavante, saindo de campo como autêntico goleador. Balançou as redes portuguesas três vezes e empatou com o francês Karim Benzema (relembre aqui) como artilheiro, até aqui, da Copa do Mundo. Candidato a superar o recorde de Ronaldo como maior goleador de todos as Copas, o veterano Klose se limitou, como Schweinsteiger, a observar e aplaudir do banco sua equipe confirmar em campo a condição de forte candidata ao título.

Das quatro seleções apontadas como favoritas pela maioria da crônica esportiva, antes da Copa começar, essa primeira atuação da Alemanha foi bem mais convincente do que a do Brasil (3 a 1 sobre a Croácia), da Argentina (2 a 1 contra a Bósnia) e, certamente, do que a da Espanha — esta, ainda mais humilhada pelos 5 a 1 impostos pela Holanda, do que foi hoje o time de Cristiano Ronaldo. E, não custa lembrar, poupado mesmo que já tivesse condição de jogar (confira aqui), Schweinsteiger ainda não estreou.

 

Deixe uma resposta

Fechar Menu