Opiniões

Na inexistência física das crases, o que era ruim, pode ter ficado pior na Prefeitura

Eu penso que

 

TEM MAIS CULPADO NESSA HISTÓRIA

Por Ricardo André Vasconcelos, em 27-11-2014 – 21h33

 

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A despeito da “inexistência física das crases”, a nota oficial divulgada pela Prefeitura de Campos na última terça-feira sobre o chamado “rombo” nas contas públicas, joga luz num descontrole contábil que parece vir de bem mais longe. O texto raso da nota joga a culpa nos governos anteriores (Arnaldo, Campista e Mocaiber), mas não explica que, quando assumiu o governo em janeiro de 2009, a equipe da secretaria de Fazenda da prefeita Rosinha já teria encontrado cerca de R$ 56 milhões numa conta do extinto BANERJ sem “evidência de existência física desses valores nos cofres do governo municipal”. É o que consta no relatório e uma auditoria determinada por decreto da própria prefeita e que agora é objeto de investigação policial.

De acordo com o relatório, em março de 2009 (e portanto, por sua equipe), “vários lançamentos foram realizados no Siafem-2008 que ainda não havia sido encerrados. Os valores contabilizados, no total de R$ 64.404.511,63, referentes à diferenças apuradas pela comparação dos saldos dos extratos bancários com saldos do balancete contábil de dezembro de 2008, elevaram o saldo da conta “Bancos em Análise” para R$ 120.448.877,45.

Ou seja, o que era ruim, pode ter ficado pior!

 

 

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