Opiniões

“Modelo venezuelano” dos Garotinho a Campos também parece com o de países africanos

Aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, o economista Ranulfo Vidigal dá sequência aos instigantes (e preocupantes) paralelos entre a Campos dos Garotinho e a Venezuela de Hugo Chávez e Nicólas Maduro, feitas pelo Wilson Diniz, também economista e analita econômico do jornal carioca O Dia. Mais uma vez, este “Opiniões” pede a devida licença para reproduzir:

 

Chávez Garotinho

 

Modelo venezuelano dos Garotinhos (III)

• Continuando a analisar o modelo venezuelano dos Garotinhos, recorro a Maquiavel para entender o atual momento que o ex-governador do Rio, Garotinho está passando exercendo o cargo de subalterno da prefeita da cidade de Campos. A sua trajetória vivendo em inferno zodiacal depois que foi candidato a Presidente da República parece personagem cinematográfico de Bernardo Bertolucci, O Último Imperador, que após a Revolução Chinesa de 1949, foi condenado a trabalhos forçados para o resto da vida.

• Perdendo prestígio em sua carreira, depois que resolveu fazer greve de fome como se fosse um líder humanitário perseguido por sistemas autoritários, entrou em desgraça política e hoje paga o preço da sua insensatez como político oligarca da Região Norte Fluminense. Sua queda depois da derrota para governador em 2014 é semelhante à decadência de ‘Greta Garbo’, artista que trabalhava na Praça Mauá e foi parar em Irajá, bairro do subúrbio do Rio.

• Recorro ao filosofo Maquiavel, quando afirmou: “Creio que este seria o verdadeiro modo de chegar ao Paraíso: aprender o caminho do inferno, para evita-lo”. No caso do modelo venezuelano dos Garotinhos, eles não conhecem o pensamento do filosofo medieval. Caminham agora na estrada do inferno, e hoje estão na porta do inferno político a espera para ser recepcionado por representante do povo nas eleições de 2016, para julgá-los nas urnas pelo abandono que cometeram em não priorizar a Educação do Ensino Básico para as crianças e para os professores de Campos.

• Olhando com detalhes os indicadores da Educação, os números são alarmantes. Em 2012, a Rede de Ensino Básico tinha 55.222 alunos, os gastos por aluno superavam o do Chile e o proposto pelo MEC, mas os números não fotografam a realidade da qualidade do ensino que é ofertado as crianças carente da cidade.

• Comparado com Macaé, que sofre os efeitos da ‘maldição do petróleo’, Doença holandesa, os gastos dos Garotinhos são inferiores da cidade vizinha que tem arrecadação menor do que a do município campista. Macaé gastou no mesmo período, R$ 8.339 reais por aluno, enquanto a quantia de Campos foi de R$ 5.281 reais e indicador do Ideb, projetado para 2021, é 5.2 comparáveis a cidades dos grotões do Nordeste.

• O modelo venezuelano implantado pelos Garotinhos contraria todos os manuais de organismo internacionais como as metas estabelecidas no Fórum Mundial de Educação, realizado em Dacar, onde 164 líderes de países elaboraram as metas da educação mundial para crianças a partir de três anos de idade, jovens e adultos em 2015.

• Olhando o quadro do modelo campista dos Garotinhos, os indicadores também se assemelham aos de países africanos.

 

Este post tem um comentário

  1. É por isso que Campos está esse inferno!!!

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