Opiniões

Artigo do domingo — “Eu acredito é na rapaziada”

mudança

 

 

Por Gustavo Matheus(*)

 

Corroborando com a pesquisa realizada, na última semana, pelo Instituto Pappel, que cravou uma intensa queda de popularidade da prefeita Rosinha Garotinho, a Pro4 traz números e estatísticas que traduzem acuradamente o sentimento da grande maioria dos campistas. 65,5% dos 426 entrevistados afirmam que não votam no candidato do grupo rosáceo, que segue desbotando e perdendo o rosa. Seria, após 26 anos de domínio, o fim da era Garotinho? Seria, então, o início de algo novo ou mais um revezamento entre coronéis divididos por fronteiras de vaidades, zonas eleitorais e interesses patrimonialistas?

Sabe-se que a família Garotinho não poderá, em 2016, realizar o revezamento entre os seus integrantes, portadores do mesmo sobrenome fictício, o que, por incrível que pareça, pode ser algo positivo para eles. Talvez a estratégia seja justamente esta, afastar o peso que traz o casal e este péssimo segundo mandato. Para o governo, agora é hora de trabalhar o sucessor da prefeita, que chega com a difícil missão não só de vencer a eleição, mas também, caso vença, de aturar o criador, governando um Executivo com pouquíssimos recursos para de fato executar algo de relevância. Como se sabe, a Prefeitura está quebrada.

E o novo, a mudança? Estar na oposição não significa ser oposição e, muito menos, representar uma merecida renovação. Até porque, a rejeição não é só ao nome, mas ao modelo político executado. Por isso, não adianta retirar a caneta do coronel Garotinho e passa-la adiante para quem já a teve em mãos e fez mau uso da mesma. Também não resolverão nossas dificuldades os coronéis da baixada, interior ou pedra (Centro). É preciso mudar de verdade, ou então este grupo político que aí está voltará ainda mais forte, como vimos no passado. O que prolonga a vida pública dos Garotinhos são os governos de orientações similares, mas com práticas piores, que sucedem os deles. Merecemos sangue novo, sem os vícios políticos que a dita “experiência” traz. Os jovens precisam se aproximar e “botar a cara no sol”. As pessoas não podem se permitir serem pautadas pela política, ao contrário, elas devem pautar seus interesses e demandas e ditar a política. Se os anciões do poder não lhes abrem as portas, metam os pés. Eles estão ocupando um espaço que lhes pertencem.

A população não aguenta mais esta política “band aid”, que não resolve os problemas.  A má gerência deste orçamento que, mesmo bilionário, segue causando dor de cabeça aos munícipes. Os campistas também não aguentam mais a subversiva prioridade deste governo, que prefere gastar quase 200 milhões em sambódromo, cidade da criança – quase uma “Terra do Nunca” – e reformas chulas da beira-valão, em detrimento a investimentos sólidos na Educação, Saúde, Transporte e muito mais. Este grupo político vai chegando ao fim de seu segundo mandato com um dos maiores orçamentos do país e ainda assim não conseguiu ser referência em nada, pelo contrário. Vivo me perguntando, qual é o legado deste governo? Seriam as péssimas colocações no Ideb (Índice de desenvolvimento da Educação Básica) e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)?

O momento é único e precisa ser fruído com competência e união. São muitas possibilidades, mas, citando Gonzaguinha, “eu acredito é na rapaziada”.

 

(*) Presidente do diretório municipal do PV em Campos

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

Este post tem 8 comentários

  1. Quem não é NADA.NADA dará.

  2. Eles não são educados ,cultos ,bons,simples, generosos ,desinteressados,bons administradores,então ,podemos esperar o quê?
    “Bananeira não dá caju,nem cavaco voa longe do pau”

  3. E ehhhh. Tudo novo no curto prazo. Mas só se a população assim entender.

  4. ACABOU ESSE REINADO DA FAMILIA NINGUEM DELES TRBALHAO

  5. Na minha humilde opinião, acredito que este grupo político, terá muita dificuldade de reverter o acentuado declínio. Ao se confirmar esta tendência, penso que, o resultado negativo da última eleição para governador, deverá se repetir na próxima eleição para prefeito. Ou seja, ficando de fora num eventual segundo turno. Muitos davam como certo a presença do ex governador, no segundo turno. Fato que não ocorreu.

  6. Na minha opinião o atual vereador, Rafael Diniz se souber fazer as devidas composições políticas, terá grandes possibilidades de consagrar nas urnas. Legitimado por este anseio de mudança de paradigma da gestão pública. Nosso problema pós royalties, nunca foi falta de recursos. Mas, sobretudo, ausência estratégica, orçamento participativo, transparência e competência na utilização destes recursos.

  7. O povo de Campos esta com a faca e queijo nas maos,entao povo vamos excurraça los daqui de uma vez por todas, vamos fazer Campos florir mas com outra cor,novo perfume.Povo Campista nada de Mauro,Fabio,Geraldo,Chicao e etc…. Verifique bem,se forem aliados do coronel foooooooooooooooraaaaaaaaaaa !
    CAMPOS MERECE SER FELIZ,CAMPOS VAI VOLTAR A SORRIR HONESTAMENTE!!!

  8. Isto vai depender! São “variáveis” que terão quer ser consideradas, por isto, é tão cedo quanto imprudente poder fazer juízo de valor neste momento.

    Por exemplo, temos que ver o desfecho do caso das “cinquentinhas” com os “sairus” sendo “pescados”, mas já há até “habeas corpus” antes mesmo da prisão. Se bem sucedida a investigação da Justiça, então, o resultado desembocará nos “Últimos dias de…Pompéia”.
    Se mais uma vez a Justiça, depois destes longos sete anos, afrouxar (como tem acontecido) aí fica novamente aberto o canal pra “duzentinho” ou sabe-se lá mais o quê, nem que seja na forma “legal” das promessas de “cheque-cidadão”.

    A verdade, porém, é que até as eleições de 2016, a Prefeitura estará tão quebrada, que nem vendendo todo o patrimônio saldará a sua dívida. É o resultado da má administração dos recursos.

    Finalmente, com os candidatos prováveis, nenhum deles alcança o objetivo, e aí está a segunda parte do perigo, pois quando o “Secretário Ex-ex e sua sócia” perceberem que não terão “substitutos” para posterior manipulação, aí mesmo que até o cofre afunda no assoalho, não fica nada, a não ser dívidas gigantescas, o município vai ter de se declarar inadimplente, falido.

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