Opiniões

“Não vejo nenhum segmento em Campos satisfeito com o governo Rosinha”

Vereador da bancada “independente”, Alexandre Tadeu, o “Tô Contigo”, já era popular pelo bordão que criou como apresentador da TV Record, antes mesmo de ser político. Endossada em pesquisas, é por essa popularidade que ele pretende ser candidato à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), cuja bancada já integrou, para hoje constatar: “Eu olho e não vejo nenhum segmento em Campos satisfeito com o governo”.

 

 

(foto de Hellen Souza - Folha da Manhã)
(foto de Hellen Souza – Folha da Manhã)

 

 

Independente de quê? – Ser independente é você avaliar o projeto. Se for do interesse da população, você vota a favor, se não for, vota contra. O foco é o interesse da população. Trabalhar com a verdade e a independência é o caminho mais tranqüilo a se seguir.

Oposição – Acho que a oposição de Campos opta sempre em partir para o conflito. É uma maneira dela fazer política. Eu prefiro me preparar para o diálogo. Se ele não surtir efeito, a gente parte para o voto. Ser independente é isso.

Governo Rosinha – Já está ultrapassado, o modelo está ultrapassado. Se refletirmos sobre os serviços prestados à população, a insatisfação é geral. Nem quem trabalha com o governo está satisfeito. Pergunte aos empresários. Eu olho e não vejo nenhum segmento em Campos satisfeito com o governo Rosinha. O servidor não está, o trabalhador não está, a classe média não está, o empresariado não está. Isso é a maior prova de que o modelo está ultrapassado. O governo precisa se abrir, estar mais junto da população, ouvi-la antes de tomar suas decisões. Hoje as decisões são tomadas e aplicadas. Você só vê o reflexo. E ele não é nada bom.

Dois candidatos governistas – Mauro (Silva, PSDB, vereador) e Chicão (Oliveira, PR, vice-prefeito) serão os candidatos. Mais do que dois, para eles, na minha avaliação, seria prejuízo. Mauro é amigo da família e a acompanha há muitos anos. Chicão tem entrada na área médica e junto à classe média, média alta, o que é importante. Mauro, embora não seja tão popular, vai ter o carinho da família (risos). Mas essas duas candidaturas, com vices populares, seriam fortíssimas.

Pulverização da oposição – Acho favorável. Se a oposição se resumir em duas candidaturas, por exemplo, o governo só terá esses dois para se preocupar. Com seis candidatos de oposição, o trabalho seria muito maior.

Fogueira das vaidades – A oposição e os “independentes” têm que ter muito cuidado para isso não atrapalhar a eleição. Até porque dificilmente teremos outro momento tão favorável para trocar o governo. Não podemos cair nesse erro.

Vir de vice – Nenhuma possibilidade! Há 14 meses, desde que começaram as pesquisas, eu apareço em primeiro lugar sem Arnaldo. É sinal que uma parcela considerável da população acredita no trabalho que eu faria como prefeito. Não é questão de vaidade, mas merecimento. Se eu tivesse em terceiro nas pesquisas, aceitaria ser vice de quem está em segundo. Mas não posso estar em primeiro e ser vice de quem está em terceiro. Acho que seria incoerente diante da população. Muito se fala em mudança, mas a verdadeira mudança está na minha candidatura.

Bancada de Rosinha – Enquanto pude trabalhar, permaneci nela. Mas a partir do momento em que aquilo que eu pedia para a população já não era aceito, que tinha que ser como o governo queria e ponto, não tive mais como permanecer. Fui eleito para trabalhar pela população, não para um governo. A gota d’água foi a votação da “venda do futuro”. Apesar de ser um projeto do senador (Marcelo) Crivella (PRB), votei contra por saber que a realidade da cidade era outra.

Igreja Universal – Tenho muito respeito pela Igreja Universal, seu trabalho social e religioso. Mas não sou evangélico, sou católico.

Retorno ao garotismo – Não tem como. O trabalho que eu desenvolvo como vereador e apresentador de TV é contrário aos interesses do governo. Em minhas duas funções, eu aponto as deficiências e reivindico as soluções, muitas vezes do poder público. Voltar a me aliar a eles seria uma incoerência muito grande. Se político é isso, eu não sou político. Estou a serviço do povo, até quando ele quiser.

 

 

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Publicado hoje (08/03) na Folha da Manhã

 

Este post tem 8 comentários

  1. Nao é so com os rosáceos que não estamos satisfeitos, mas também com as autoridades publicas que nao fazem nada pra isso mudar.
    Na esfera federal o Moro mudou a historia de um país… e em Campos?? O poder publico vai continuar de braços cruzados?? Omisso??

  2. Desordem Pública
    Situação do trânsito, principalmente no período noturno, no entorno da universidade Cândido Mendes permanece “casa de mãe Joana”.
    Desordem Pública II
    Rua Visconde de Alvarenga, ao lado do SENAC, permanece interditada para obra eterna, fazendo com que motorista mal educados utilizem a Rua Edgar Machado na contramão expondo demais pessoas ao perigo. Situação esta que perdura já a meses e não se vê uma única viatura para fiscalização.

    Parque Corrientes com buracos nas vias na proporção de um buraco para cada morador.

    sds,

  3. Mas quando teve votação na câmara municipal sobre o código tributaris o vereador Tadeu faltou essa sessão tão importante para população, porque será? Votou a favor do aumento do IPTU. Isso é querer bem para Cidade? O povo que fique atento na próxima eleição, para não passar o mesmo que passamos hoje.

  4. Mas quando teve votação na câmara municipal sobre o código tributario o vereador Tadeu faltou essa sessão tão importante para população, porque será? Votou a favor do aumento do IPTU. Isso é querer bem para Cidade? O povo que fique atento na próxima eleição, para não passar o mesmo que passamos hoje.

  5. “Ser independente é você avaliar o projeto”.
    Me engana que eu ‘GHOSSSSSHTHO’!

  6. Falso como uma nota de 3 reais. Votou a favor do aumento do IPTU.
    Não está contigo, nem com ninguém!

  7. E você contribuiu com o quê?

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