Opiniões

Artistas de Campos e coletivo cultural Casinha ocupam Teatro de Bolso

Teatro de Bolso de Campos (foto: coletivo Casinha)
Teatro de Bolso de Campos (foto: coletivo Casinha)

 

Cerca de 30 artistas de Campos, com apoio do coletivo cultural Casinha (conheça-o aqui) ocuparam na tarde de hoje o Teatro de Bolso Procópio Ferreira, fechado há três anos para reforma no sistema de refrigeração, mas com os trabalhos parados e sem previsão de entrega. Preparados para ficar, os artistas reivindicam que lhes seja repassada pelo município a administração do teatro, assim como sua imediata liberação do teatro para ensaio e encenações.

Quem está no local tentando negociar com os artistas é o novo comandante da Guarda Civil Municipal, Marcos Soares. Era aguardada a presença da presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro, que teria sido avisada da ocupação pelo diretor do Teatro de Bolso, Adeilson Trindade. Na ausência de Patrícia, Marcos propôs a formação de um comissão para negociar, o que foi negado em votação pelos artistas, cuja proposta de organização é coletivista, sem liderança formal.

 

Teatro de Bolso já foi ocupado por Garotinho

Em 1982, durante o último governo municipal Zezé Barbosa (1982/88) e ainda sob a Ditadura Militar no Brasil (1964/85), o então vice-presidente da Associação Regional de Teatro Amador (Arta), Anthony Garotinho, também comandou uma ocupação do Teatro de Bolso. Historicamente, aquele ato do ex-governador foi considerado seu pontapé inicial na vida pública. O objetivo também era entregar o espaço aos artistas da cidade.

Segundo informou o professor João Vicente Alvarenga, autor do livro “Três Atos da História do Teatro em Campos” (1993), Zezé aceitou a  mediação do poeta e jornalista Prata Tavares (1925/94), então diretor do departamento municipal de Cultura, e permitiu que a classe artística assumisse o Teatro de Bolso. O controle teria voltado ao município dois anos depois, em 1984, quando o espaço precisou passar por uma reforma.

 

Sem Patrícia Cordeiro, FCJOL gera nota 

Sem a presença de Patrícia Cordeio, a ocupação do Teatro de Bolso pelos artistas gerou uma nota da FCJOL. Nela, a demora na reforma é atribuída à “crise econômica que atinge o país”. Mais uma vez sem prazo definido, foi feita a promessa de reabrir o espaço nas “próximas semanas”.

Confira abaixo:

 

O Teatro de Bolso Procópio Ferreira será reaberto nas próximas semanas. O espaço passou por readequação para acessibilidade e conta com plataforma vertical e banheiros adaptados para pessoas portadoras de necessidades especiais. Segundo a diretora do Teatro Trianon, Adriana Carneiro, o Teatro de Bolso passará por reparos no sistema de refrigeração:

— O cronograma de obras foi redimensionado devido à crise econômica que atinge o país. Na parte superior do prédio acontecem as aulas do Curso Livre de Teatro e workshops. O palco voltará a receber espetáculos em breve — disse Adriana.

Com a reabertura do Teatro de Bolso, as produções locais terão mais um espaço para apresentação, além do Teatro Municipal Trianon e do auditório do Museu Histórico de Campos.

As pratas da casa não ficaram sem espaço, pois utilizaram as dependências do Teatro Municipal Trianon, como o Curso Livre de Teatro, Cia Persona, Centro Cultura Musical de Campos e outras instituições culturais e grupos.

 

 

Confira abaixo o vídeo da ocupação do Teatro de Bolso pelos artistas, aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, e na sua reprodução abaixo:

 

 

 

Com informações da repórter Paula Vigneron

 

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