Opiniões

Artistas de Campos — Um passo atrás para dar dois à frente

Ponto final

 

 

Passo atrás?

“Um passo atrás para dar dois à frente”. Pelo conceito de Vladimir Ilitch Lênin (1870/1924), líder maior da Revolução Russa de 1917, deve ser entendida a decisão dos artistas de Campos em desocupar o Teatro de Bolso Procópio Ferreira, após 27 dias. Como conta (aqui) a matéria na capa da Folha Dois desta edição, o acordo foi firmado na manhã de ontem (6), numa reunião no Trianon, com a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Patrícia Cordeiro.

 

As coisas como são

Bem verdade que os artistas só conseguiram agendar a reunião após a intervenção do vereador e pré-candidato governista a prefeito Mauro Silva (PSDB). Como não é mentira que Patrícia não tem intenção ou substância para romper com a política dos shows de pouca qualidade e altos cachês, na prioridade “cultural” dos oito anos de gestão da prefeita Rosinha Garotinho (PR). Por tragicômico que possa parecer, ter Patrícia ali, para manter as coisas como estão, é uma das poucas coisas que restou a Rosinha dentro do governo Rosinha.

 

Erros

Prefeito de fato, o secretário de Governo Anthony Garotinho (PR), quando esteve por três vezes (aqui, aqui e aqui) na ocupação do TB, que ele mesmo ocupou em 1982 para se lançar na política, não causou boa impressão — sobretudo ao tentar aplicar sobre os artistas a manjada tática de “dividir para conquistar”. Bem verdade que os artistas também erraram ao pretenderem definir o debate numa pauta de 11 itens (aqui), protocolada na Prefeitura, cujo foco fugiu do TB. Mas, no fim, alguém pode culpar quem se encheu de ouvir Garotinho, sem ser pago para lhe servir de claque?

 

Salva de palmas

Menos nomes do que fatos, o importante é que a promessa de reabrir o Teatro de Bolso seja cumprida. Não apenas aos que participaram dessa sua última ocupação, ou aos amigos do rei que conquistou sua coroa a partir da ocupação de 34 anos atrás. Segundo o responsável da Planetec Terraplenagem e Pavimentação, que assumiu ontem (6) a tarefa de instalar o novo ar-condicionado do TB, o prazo do trabalho é de 60 dias. Por ora, com um olho do calendário e outro no palco, as mãos ficam livres à salva de palmas devida aos artistas de Campos.

 

 

Publicado na coluna “Ponto final”, na edição de hoje (07) da Folha

 

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