Opiniões

Por que Chicão e Mauro sempre foram os candidatos rosáceos

Ponto final

 

 

Sem novidade

Para quem lê diariamente esta coluna e este jornal, não há novidade: Dr. Chicão Oliveira (PR) será o candidato a prefeito, tendo Mauro Silva (PSDB) como vice, na chapa governista à sucessão de Rosinha Garotinho (PR). Quanto a Chicão, desde que a Folha encomendou e divulgou a última pesquisa eleitoral de Campos registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), feita pelo instituto Pro4 entre 8 e 10 de junho, foi revelado o que só os rosáceos sabiam, através de pesquisas internas e não registradas: o vice-prefeito é o único capaz de se igualar (aqui), dentro da margem de erro, aos pré-candidatos da oposição líderes na intenção de votos.

 

Nada mudou

Na primeira divulgação da pesquisa Pro4, em 11 de junho, o blog “Opiniões”, hospedado na Folha Online, anunciou (aqui) o que estamparia sua capa no domingo do dia seguinte: “Caio, Tadeu, Rafael e Chicão em empate técnico pela Prefeitura”. Se Tadeu (PRB) foi retirado (aqui) do páreo, num movimento por cima do PR, só outra pesquisa será capaz de avaliar como o eleitor encarou o fato de Arnaldo Vianna (PEN) ter apoiado (aqui, aqui e aqui) Geraldo Pudim (PMDB) a prefeito, deixando o próprio filho, Caio (PDT), órfão. O que não mudou antes ou agora, é o que a manchete da Folha noticiou (aqui) desde 19 de junho: “Chicão bem na frente para ser o candidato dos Garotinho”.

 

Martelo batido desde junho

Sem coincidência, na noite de 27 de junho, um dia depois da Folha divulgar (aqui) a última parte da pesquisa Pro4, tratando justamente das dificuldades que qualquer candidato rosáceo terá para se eleger prefeito, uma reunião governista varou a madrugada seguinte. Revelado (aqui) nesta coluna, o encontro foi assim narrado, em 29 de junho: “o martelo aparentemente foi batido: vice-prefeito de Campos nos últimos sete anos e meio, Dr. Chicão Oliveira (PR) deve ser mesmo o candidato governista à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR)”.

 

Reação com aspas

Bem verdade que um movimento interno de reação contra Chicão chegou a acontecer, vindo a público (aqui) em 6 de julho, também pelo “Ponto Final”. Liderado pelo presidente da Câmara Municipal, Edson Batista (PTB), primeiro prefeitável governista a (aqui) pular fora, a iniciativa veio na forma de uma lista assinada pelos edis governistas, no sentido de “exigir” que o candidato a prefeito fosse um vereador do PR. E quem não crê nas necessidades das aspas na “exigência”, só pode ser por desconhecer quem determina as ações de Edson Batista.

 

Para os edis verem

Na verdade, o candidato rosáceo nunca deixou de ser Chicão. A simulação da reação em nome dos vereadores governistas só existiu para dar a estes a ilusão de que importam algo além do controle da próxima Câmara, sobretudo se a oposição virar governo. E o fato do candidato nunca ter deixado de ser Chicão só prova o quanto sua popularidade (aqui) importa numa eleição a prefeito que promete ser a mais disputada de Campos, desde 2004.

 

TV e teatro

Quanto ao vereador tucano Mauro Silva, quando ele chegou a ser considerado (aqui e aqui) peça fora do jogo do Executivo, aqui se afirmou o contrário, na mesma coluna de 6 de julho, com a devida ressalva: “é real a possibilidade dos tucanos ficarem com a vice na chapa governista, por motivos de tempo de propaganda pouco desprezíveis e também externados no ‘Ponto Final’ de ontem”. É que, desde dia anterior (05), esta coluna já tinha antecipado (aqui) que o tempo de propaganda generoso do PSDB definiria a vaga de vice em favor de Mauro, numa suposta disputa com Edson (PTB) — preso ao teatro que mandaram encenar.

 

Sem coincidências

Descortinada a realidade, pelo menos para quem não a espiou antes pelas frestas ofertadas nesta coluna, o fato é que o governo fez uma boa escolha, talvez a melhor entre as alternativas de que dispunha. Bem verdade que foi empurrado a ela pela necessidade, não vontade. Ademais, o fato de ser a primeira vez, em 27 anos, que o grupo dominante da cidade se faz representar por uma chapa sem nenhum nome ligado à periferia, indica outra coisa: nas 98ª e 99ª Zonas Eleitorais (ZEs), na chamada “pedra”, o governo está ainda mais fraco do que sempre foi. Talvez não por coincidência, são onde a Folha e seu “Ponto Final” são mais lidos.

 

Publicado hoje (28) na Folha da Manhã

 

Este post tem um comentário

  1. REALMENTE , SE JÁ ESTAVA PENSADA, MAS, FOI O “PULO DO GATO..”

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