Opiniões

Justiça esclarece que Prefeitura não paga Cheque Cidadão porque não quer

As investigações do Ministério Público Eleitoral (MPE) de Campos revelaram que, na contabilidade dos 30 mil inscritos no Cheque Cidadão, haviam até junho 12 mil por reais demandas sociais.

Inscritos só de junho a setembro, sem a observância de critérios denunciada pelas próprias assistentes sociais da Prefeitura, na simples troca pelo voto que o MPE chamou de “escandaloso esquema”,  os outros 18 mil Cheques Cidadão tiveram a suspensão pedida por seis dos sete promotores eleitorais de Campos, em tutela de urgência acatada, em 22 de setembro, pelo juízo da 99ª Zona Eleitoral (ZE).

Em retaliação à decisão judicial, que não conseguiu reverter em instâncias superiores, o governo Rosinha Garotinho (PR) simplesmente decidiu suspender por conta própria todos os pagamentos do Cheque Cidadão, incluindo dos 12 mil verdadeiros merecedores do benefício social, cuja suspensão dos pagamentos nunca foram pedidos pelo MPE ou concedidos pela Justiça.

Contrária à verdade, a tática é tentar atribuir a suspensão de todos os 30 mil Cheques Cidadão à oposição, mais especificamente ao seu candidato à frente nas pesquisas: Rafael Diniz (PPS). E para tentar prejudicá-lo nas urnas do domingo, quem governa Campos suspendeu por contra própria o pagamento do benefício também das 12 mil famílias inscritas por suas reais demandas sociais, não de voto para um grupo político.

Querer culpar a oposição pela suspensão seletiva de um programa social contaminado eleitoralmente, fruto de um pedido gerado por promotores eleitorais e acatado pela Justiça Eleitoral, é mentira. Acreditar nela é investir fé na cor de abóbora da parede branca. Sobretudo, claro, quando o “daltonismo” oferta retorno pecuniário.

A verdade é que a decisão de não pagar o Cheques Cidadão à população de Campos que dele realmente necessita é única e exclusiva do governo Rosinha Garotinho (PR).

No sentido de deixar isso bem claro, o juiz da 99ª ZE, Dr. Eron Simas dos Santos, cuja decisão suspendeu apenas os 18 mil Cheques Cidadão que seriam trocados por voto, nunca os 12 mil de quem deles realmente necessita e ainda espera, enviou ofício que o blog republica abaixo:

 

Eron

 

Após colheita de provas, Justiça de Campos liberta secretária de Rosinha

Boca zíper

 

 

Após a colheita de provas, o juízo da 100ª Zona Eleitoral de Campos expediu agora há pouco, com a aprovação do Ministério Público Eleitoral (MPE), os alvarás de soltura da secretária de Desenvolvimento Humano e Social de Campos, Ana Alice Ribeiro, e da coordenadora do Cheque Cidadão, Gisele Koch. Ambas foram presas (aqui) na última sexta-feira (23) durante a operação “Vale Voto”, da Polícia Federal (PF), que investiga a troca do Cheque Cidadão por voto, naquilo que o MPE denunciou (aqui) como um “escandaloso esquema” praticado na eleição municipal pelo governo Rosinha Garotinho (PR).

Após terem pedidos de habas corpus negados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e arquivado antes da análise (aqui) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a liberdade concedida hoje é, no entanto, condicional: Ana Alice e Gisele não podem participar de manifestações eleitorais, nem voltar às suas repartições públicas. Agora a dúvida que fica para todos os eleitores, com motivo de apreensão sobretudo entre os rosáceos, é uma só: será que, após de uma semana de encarceramento, as duas falaram tudo que sabem?

 

Debate da InterTV — Campos, seis homens e um destino: você, na urna

Ponto final

 

 

Rafael, Caio e Chicão

Realizado entre a noite de ontem e a madrugada de hoje, logo após a novela “Velho Chico”, se o debate da InterTV Planície fosse definir a eleição de daqui a dois dias, ela talvez não desse a nenhum dos seis candidatos a prefeito de Campos a liderança destacada que todas as pesquisas revelam estar polarizada entre Rafael Diniz (PPS) e Dr. Chicão (PR). O primeiro foi bem, é verdade, ficando na impressão geral ao lado de outro jovem: Caio Vianna (PDT). E se Chicão teve evolução desde o debate da Record, ainda mostrou dificuldades de oratória, realçadas pelos ataques vindos de todo lado, como próprio o governista chegou a se queixar.

 

Pudim, Nildo e Rogério

Quem também teve bom desempenho, mostrando sua evolução na articulação a partir das experiências como deputado estadual e federal, foi Geraldo Pudim (PMDB). Outro experiente parlamentar, mas na Câmara Municipal, Nildo Cardoso (DEM) atou seguro no seu estilo de liderança da Baixada, já bem conhecido do campista. Por sua vez, Rogério Matoso (PPL) foi, sem dúvida, o mais contundente, sobretudo nas críticas ao secretário de Governo Anthony Garotinho (PR) e seu candidato Chicão, lembrado pelo jovem ex-vereador da prisão da irmã, a ex-deputada Alcione Athayde, por denúncia de desvio no governo estadual Rosinha Garotinho.

 

Pegadinha

Um pouco antes, quem também armou uma armadilha para Chicão, que viralizou nas redes sociais, foi Nildo.  O experiente vereador perguntou o que o governista faria, se eleito prefeito, sobre uma lei complementar específica, a 140. Chicão não entendeu, caindo na mesma pegadinha da Cide, armada por Garotinho para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), num debate presidenciável de 2002. O rosáceo não soube responder, como o líder petista, mas não repetiu a advertência feita por quem seria depois dali eleito presidente: “Quem planta vento, Garotinho, colhe tempestade!”.

 

“Cavalo de Troia”

Quem também foi apertado foi Caio. Acusado lá atrás de ser um “Cavalo de Troia” do garotismo nessa eleição de 2016, Pudim lançou essa suspeita sobre o pedetista. Após assumir seu compromisso em estar no palanque de qualquer candidato da oposição num eventual segundo turno, Pudim perguntou diretamente a Caio se ele faria o mesmo. Embora, antes e depois tenha reafirmado no debate sua oposição aos Garotinho, o filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PMDB) preferiu ironizar o baixo percentual de intenções de voto de Pudim. E se esquivou de responder à dúvida que seguirá com o eleitor às urnas de 2 de outubro.

 

Chicão x Rafael

Evidenciada nas pesquisas, a polarização entre Rafael e Chicão marcou também o debate. Foram no total seis os cruzamentos diretos entre ambos, de perguntas e respostas, réplicas e tréplicas. E a novidade é que, desta vez, o governista também buscou o confronto. Ainda que tenha sido nele superado na fluidez do verbo, Chicão mostrou o tom mais agressivo que parece ter sido forçado a usar para enfrentar o que revelam os números das pesquisas. Chegou, inclusive, a atribuir a Rafael a ação de seis dos sete promotores eleitorais de Campos que suspendeu 18 mil Cheques Cidadão, denunciados por uso eleitoral ilegal.

 

Apostas

Chicão teve problemas claros com o tempo previamente acordado das falas. Chegou a ser o único dos seis a ser cortado antes de chegar a repetir ao eleitor, na vitrine da Globo, o seu número 22 nas considerações finais. Mas teve tempo de procurar mostrar sua crença numa vitória ainda no primeiro turno. Rafael confia na empolgação por vezes demasiada da sua oratória para vencer em quantos turnos forem necessários. Em sua inflexão bem treinada, Caio aposta num turno final só da oposição. Enquanto Pudim, Nildo e Rogério reafirmaram seu compromisso com a alternância de poder.

 

Desafio ao coronel

Exibido após a novela marcada pelo coronel Saruê, vilão centralizador, despótico e sem nenhum limite moral à manutenção do poder, o debate teve um sétimo personagem, mencionado sobretudo nas falas da oposição. E ninguém foi mais direto do que Matoso ao confrontá-lo: “Desafio o coronel Garotinho para um debate em sua rádio, mas olho a olho, como homem”. Como na ficção da dramaturgia de Bendito Ruy Barbosa, difícil acreditar na coragem do personagem da vida real.

 

Publicado hoje (30) na Folha da Manhã

 

Feita em tempo real, confira aqui a impecável cobertura do debate no “Ponto de vista” do Christiano Abreu Barbosa

 

 

Paula Vigneron — Memórias

Atafona, 2 de março de 2015 (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)
Atafona, 2 de março de 2015 (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

 

 

Mataram minhas lembranças.

Drenaram-nas de mim a pouco custo. Barato. Por quase nada. Arrancaram sonhos, ilusões, tempestades que me eram caras. Levaram os prantos, os risos e os cantos. De todos os cantos. Sorrindo, invadiram espaços, tetos, sobrados. Sombras. Lendas e histórias. As vozes, silêncios. As vezes. Trás, frente. Das costas, os idos. Os regressos. Fatos e dados. Comeram narrativas jamais criadas. Casos não contados. Vidas não vividas. Recordações de um passado ainda desconhecido e pronto a ser desbravado.

Mataram minhas lembranças.

Tiraram de minha boca o gosto de um doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância. Era parte de mim. Metade. Uma das mais importantes construções do meu ser. Derrubaram os tijolos que me ergueram. As paredes formadas por tatos e retratos de alguém que já não sei. Quem? Ninguém. Entre outros tantos que, de mim, fizeram abrigo. Destruíram os desejos, anseios. Até os medos. Os pavores da menina que temia as noites escuras. Que não suportava os dias de sol. Que admirava o cinza do céu nublado. Gargalharam a cada face transfigurada. Desfigurada. Remodelada. De cada risada deixada na estrada. Vícios perdidos em esquinas tortas. Vias mortas. Amores, ardores.

Mataram minhas lembranças.

Apossaram-se de nomes e sobrenomes. Sem autorização. Em atos vis, mortais, infames. Imorais. Regaram mato em vez de flores. Todos secaram. Ansiaram por dominar. Ambicionaram. Sem resgates. Tomaram como suas cada parte de minha estrada. Tombaram muros, pedras, casas. Mitos. Fito-os, agora, com ares longínquos. Estranhos a mim.

Estranhos.

Mataram minhas lembranças.

E eu? O que fiz?

E eu, que sou o que fizeram de mim?

E eu?

 

TSE arquiva pedido de habeas corpus de secretária de Rosinha presa pela PF

TSE habeas corpus

 

 

Diferente do anunciado no início da manhã pelo grupo de comunicação do secretário de Governo Anthony Garotinho (PR), o ministro Luiz Fux, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), arquivou hoje mesmo o pedido de habeas corpus da secretária de Desenvolvimento Humano e Social de Campos, Ana Alice Ribeiro. Ela foi presa (aqui) na última sexta-feira (23) durante a operação “Vale Voto”, da Polícia Federal (PF), que investiga a troca do Cheque Cidadão por voto, naquilo que o Ministério Público Eleitoral (MPE) denunciou e classificou (aqui) como “escandaloso esquema”.

Juridicamente, um pedido habeas corpus só é arquivado de maneira tão célere, como foi o caso, quando se trata de defeito formal, ou supressão de instância. Na verdade, em relação à secretária da prefeita Rosinha Garotinho (PR), o TSE sequer conheceu o habeas corpus, por entender que não é neste momento a instância para julgá-lo.

Além de Ana Alice, também foi presa Gisele Koch, coordenadora do programa Cheque Cidadão. Aqui, o jornalista Arnaldo Neto foi o primeiro a consertar a “barriga” — notícia inverídica no jargão jornalístico — da divulgação da concessão habeas corpus, na verdade arquivado.

 

Contra as ameaças eleitoral e da lei, estratégia rosácea é tudo ou nada

Ponto final

 

 

Suposto acordo

Tenham ou não feito o acordo por baixo dos panos que tanto se especulou nesta semana, o colamento das candidaturas de Dr. Chicão (PR) e Caio Vianna (PDT) passou a ser encarado como fato por muita gente. Se existe, pelo menos politicamente, pode ser péssimo para Caio, que se arrisca a macular ainda no berço uma carreira política promissora. Mas, na outra ponta do suposto acordo, seria encarado como última tentativa de quem ainda ambiciona eleger Chicão prefeito de Campos no primeiro turno.

 

A estratégia

A estratégia é relativamente simples: desidratar uma candidatura em terceiro lugar, patinando há meses numa dezena pontos percentuais de intenções de voto, distante dos dois nomes que polarizaram a eleição (Rafael Diniz e Chicão), mas à frente das outras três que parecem não ter decolado (Nildo Cardoso, Geraldo Pudim e Rogério Matoso). Sem outra candidatura relevante nas urnas de daqui a três dias, a partir de um esvaziamento de Caio, as duas que lideram aumentariam consequentemente as chances de definir a fatura no primeiro turno.

 

O risco

O problema reside no fato de que, utilizada para tentar dar a vitória antecipada a Chicão, sem necessidade do turno extra de 30 de outubro, a manobra pode se converter num tiro pela culatra, num triunfo consagrador de Rafael. Mas o temor do segundo turno entre os garotistas é tanto que já se admite: se Chicão não colocar 20 mil votos em 2 de outubro à frente de Rafael, as urnas suplementares de 28 dias depois seriam formalidade para passar o poder, após 28 anos, ao jovem neto de quem Anthony Garotinho destronou num hoje distante 1989.

 

Modus operandi

Para quem conhece o modus operandi do secretário municipal de Governo e principal cabo eleitoral de Chicão, não é novidade o emprego dessa tática extrema e arriscada quando acuado. Foi assim, por exemplo, na sua até hoje satirizada greve de fome de 11 dias. Era maio de 2006, quando Garotinho resolveu imitar Mahatma Ghandi (1869/1948) — com o perdão a todos os deuses hinduístas — para protestar contra o noticiário de doações irregulares da sua pré-campanha presidencial pelo PMDB. Ele não foi até o fim na greve de fome, como pediram os gaiatos, e sua candidatura a presidente jamais decolou.

 

Ameaça e “ameaça”

Agora, somada à ameaça eleitoral de Rafael, cuja candidatura se tornou uma onda espraiada muito além da “pedra”, os rosáceos enfrentam a “ameaça” do cumprimento da lei pela Justiça Eleitoral, Ministério Público Eleitoral (MPE) e Polícia Federal (PF) de uma cidade e um país que, depois da Lava Jato, não admitem mais determinados tipos de prática. Assim, o “escandaloso esquema” da troca de Cheque Cidadão por voto, denunciado pelo MPE com tutela de urgência acolhida e mantida pela Justiça, se estendeu também ao inquérito da PF — cujo delegado elogiado por Garotinho pela operação “Machadada”, na eleição municipal sanjoanense de 2012, aparentemente teve seu sigilo telefônico devassado publicamente num blog.

 

A decisão

Difícil dimensionar onde tudo isso vai acabar. Por enquanto, a estratégia governista à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR) foi assim definida no inquérito da PF: “Vislumbra-se um verdadeiro loteamento da cidade, dividindo as áreas de residência de pessoas em situação de risco entre aliados políticos, a fim de que obtenham dividendos políticos a partir da concessão de benefícios sociais”. Por sorte, leitor, a decisão final será sua: na urna de domingo. E ninguém mais tem nada a ver com isso.

 

Publicado hoje (29) na Folha da Manhã

 

Volta do “Fala, Garotinho”: “Dr. Paulo Cassiano, a mão de Deus é poderosa”

fala garotinho

 

 

Aqui, o blogueiro Ralfe Reis, sempre à frente na cobertura governista da eleição, foi o primeiro a divulgar a manifestação de vitória do secretário de Governo Anthony Garotinho (PR) sobre o fato da rádio do seu grupo de comunicação ter voltado ao ar, em decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre o juízo da 75ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos.

Sobre a volta do “Fala, Garotinho”, confira Garotinho aqui.

 

Das pesquisas às coincidências — Dias sem cor de rosa aos rosáceos

Ponto final

 

 

 

Rosáceos sem dias cor de rosa

Depois do domingo e segunda com a divulgação de três pesquisas de institutos diferentes — Pro4, Città e Paraná — apontando a liderança do oposicionista Rafael Diniz (PPS) nas intenções de voto no primeiro turno, com a menor rejeição entre todos os seis candidatos a prefeito de Campos e o favoritismo em todas as projeções de um segundo turno mais inevitável a cada dia, nestes quatro que nos separam das urnas do primeiro, o dia de ontem também não amanheceu, nem se pôs rosa aos rosáceos.

 

PF em Campos e Uberlândia

Em relação ao “escandaloso esquema” denunciado por seis dos sete promotores eleitorais de Campos, dando conta da troca de Cheque Cidadão por voto na eleição municipal, que já havia sido condenada e suspensa pelo mesmo motivo no pleito goitacá de 2004, ontem as investigações se aprofundaram em mais uma etapa da operação “Vale Voto”, da Polícia Federal (PF). Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, 13 em órgãos da Prefeitura de Campos e um em Uberlândia (MG) — coincidência, ou não, é onde fica a sede da empresa Trivale, responsável por administrar o Cheque Cidadão.

 

Prisão prorrogada

Do plano eleitoral, ao policial, ao jurídico, também ontem o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) negou os pedidos de habeas corpus da secretária de Desenvolvimento Humano e Social de Campos,  Alice Alvarenga, e de Gisele Koch Soares, coordenadora do Cheque Cidadão. Não apenas negou, como prorrogou por mais cinco dias as prisões temporárias das duas servidoras rosáceas. Neste caso, adiantou pouco que os pedidos de soltura tenham sido assinados pelo mesmo escritório que, em nome dos Garotinho, também tem perdido algumas representações eleitorais em Campos.

 

Fora do ar

Para completar o inferno astral rosáceo nesta reta final eleitoral, a rádio do grupo de comunicação do secretário municipal de Governo Anthony Garotinho (PR), criada para ampliar o alcance da sua metralhadora giratória verbal, foi mais uma vez tirada do ar, pelo juízo da 75ª Zona Eleitoral de Campos. Por conta dos conhecidos abusos verborrágicos contra quaisquer decisões judiciais e ações policiais desfavoráveis aos interesses rosáceos, a rádio já tinha sido tirada do ar nos últimos sábado e domingo. Voltou na segunda, se prestou a ecoar novamente a bílis do seu mandatário e ontem foi condenada a ficar fora do ar até o domingo da eleição.

 

Mais três dentro

Ontem também foi dia de mais três candidatos a vereador rosáceos serem incluídos como alvos de novas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) pelo Ministério Público Eleitoral, naquilo que chamou de  “escandaloso esquema”. Assim, Thiago Godoy (PR), Altamir Bárbara (SD) e André Ricardo (PRP) engrosssaram as, até agora, 37 ações contra candidatos a vereador governistas, pela denúncia do uso eleitoral ilícito do Cheque Cidadão.

 

Dobrada de ausências

Para completar o dia de ontem, quem nele ficou de fora não de uma lista indesejada, mas do debate na Uenf que se desejaria ver entre os seis candidatos a prefeito de Campos, foram Caio Vianna (PDT) e Dr. Chicão (PR). Na dobrada de ausências tão comentada nas redes sociais, Chicão alegou problemas vocais. Caio, por sua vez, problemas de agenda. A primeira alegação, na exigência verbal da campanha, pode ocorrer. Agora, posto que o Fórum Interinstitucional de Dirigentes do Ensino Superior de Campos (Fidesc) confirmou o debate de ontem desde o último dia 5, 22 dias antes, como ficaria essa agenda do jovem pedetista se ele fosse eleito?

 

Coincidência?

De qualquer maneira, o tempo que não teve para o debate, Caio achou depois dele, ainda na noite de ontem. Nas redes sociais disse ser oposição ao governo Rosinha e centrou fogo sobre o nome da oposição que as pesquisas mostram ser mais viável nas urnas contra o garotismo. Coincidência ou não, também na noite de ontem, um Garotinho sem rádio usou seu blog para fazer o mesmo contra a Justiça Eleitoral e a PF de Campos. Atacou também a Folha e depois enalteceu o comício da noite de segunda de Chicão, noticiado na capa de ontem deste jornal, que não mereceu uma mísera linha no jornal do seu grupo de comunicação.

 

Publicado hoje (28) na Folha da Manhã

 

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