Opiniões

PM e Guarda permitem que lotadas parem o trânsito de Campos

 

 

 

No Espírito Santo

Para concluir que o Brasil vive uma inversão completa de valores, basta olhar o quadro de caos vivenciado no Espírito Santo desde o último sábado, a apenas 60 km de Campos. As cenas de vandalismo, depredações, arrastões, saques e homicídios às dezenas, veiculadas à exaustão na democracia irrefreável das redes sociais, servem para comprovar que vivemos o tempo, melhor definido pela sabedoria popular, de “poste urinando em cachorro”. E quem não quiser sair “molhado”, que se esconda dentro da própria casa.

 

Em Campos

Em Campos, ainda que a PM não esteja em greve, a coisa não parece ser muito diferente. Por volta das 16h de ontem, um punhado de motoristas de lotadas ilegais, que agiram livremente na cidade durante os oito anos do governo Rosinha Garotinho (PR), não gostaram da apreensão feita pelo Detro de três dos seus veículos. E, à luz do dia, na cara dura, simplesmente fecharam os dois lados da av. XV de Novembro, diante da rua Carlos de Lacerda, espaço público que utilizam diária e folgadamente para seus fins particulares.

 

Cidade parada duas horas

O resultado, por certo planejado, foi cumprido. O trânsito do Centro ficou parado por cerca de duas horas. Numa reação em cadeia, o tráfego de veículos de toda a área urbana da cidade foi diretamente comprometido durante o mesmo período. Até o fechamento desta edição, não se tinha notícia se algum campista precisando de socorro urgente, como uma parturiente, um acidentado ou infartado, perdeu a vida ou a teve posta em risco por conta da manifestação ilegal, em defesa de uma atividade ilegal. Mas se não houve, foi apenas sorte.

 

Medo de quê?

O mais grave foi que vários homens da PM e da Guarda Municipal estiveram no local poucos minutos depois que XV de Novembro ter sido fechada. E nada fizeram! Cerceados em seu direito de ir e vir por irresponsáveis que riam debochadamente do caos que criaram, as centenas de motoristas de Campos cerceados em seu direito de ir e vir nada fizeram com medo de contrariar algum manifestante armado — como não é prática incomum na atividade. Resta saber com medo de que ficaram os guardas municipais e, sobretudo, os PMs.

 

Ação sem reação

Diante da passividade cúmplice dos agentes da lei, o tráfego de veículos em Campos só foi restabelecido no final da tarde de ontem, por volta das 18h, porque começou a chover. E, novamente para atender seus interesses particulares, os motoristas das lotadas constataram estar perdendo dinheiro, deixando de transportar ilegalmente as pessoas que saíam do trabalho. Diante do “sucesso” da ação e sem nenhuma reação efetiva por parte da PM ou Guarda Municipal, prometeram fechar o trânsito da cidade, hoje, mais uma vez.

 

FDP em pauta

Representantes de entidades como a Associação de Imprensa Campista (AIC) e a Academia Campista de Letras (ACL) se reuniram na manhã de ontem com a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Cristina Lima, para discutir a organização do II Festival Doces Palavras (FDP), de 20 a 24 de setembro, no Jardim do Liceu. Uma ótima iniciativa, que foi um sucesso na sua primeira edição e que tem tudo para repetir a deliciosa combinação entre literatura e doces.

 

Chance para escritores

E tem oportunidade para escritores. A Essentia Editora, do Instituto Federal Fluminense (IFF), está com inscrições abertas para a seleção de apoio à publicação de livros impressos — Edição 2017 — voltada para o público interno e externo do Instituto. As propostas deverão ser encaminhadas até o dia 6 de maio deste ano, por meio do setor de Protocolo da Reitoria ou pelos Correios, para o seguinte endereço: rua Coronel Walter Kramer, 357, no Pq. Santo Antônio, em Guarus. O resultado final das propostas aprovadas será divulgado no dia 02 de outubro deste ano. Outras informações em www.selecoes.iff.edu.br.

 

Com a colaboração do jornalista Rodrigo Gonçalves

 

Publicado hoje (08) na Folha da Manhã

 

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