Campos dos Goytacazes,  22/09/2017

 

por Aluysio Abreu Barbosa

Manuela Cordeiro — De Macunaíma

 

 

 

 

De Macunaíma

 

Como a chuva que ameaça

E os raios que a incendeiam e a cumprem

Penso que dessas passagens

O medo e o deslumbre me assumem

 

Como o igarapé que a alma alivia

E os perigos da mata que o sol inibia

Penso que nesse mundo ainda não sabia

Que o canaimé e o cruviana estão em harmonia

 

Como a água corrente do tepequem que não se pode deter

E o salto maior que o receio de perder

Penso que pode ser o seu guia

Do próprio tombo, do novo sonho e da luta que te desafia

 

Como uma jandaia que anuncia o cessar da chuva

E a trégua do tempo das águas na terra de Macunaíma

Penso que possivelmente o maior erro mundano

É acreditar em suas próprias calmarias.

 

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