Opiniões

Sucesso na Câmara, reabertura do TB foi dedicada por Rafael a Kapi

 

 

 

Cultura na pauta

Valorização da cultura campista. Esta foi a mensagem que ficou de um longo debate na sessão de ontem na Câmara, ao parabenizar o prefeito Rafael Diniz (PPS) pela reabertura do Tetro de Bolso Procópio Ferreira. O prefeito entregou, a quem de direito, a Casa dos Artistas do município, fechada pela antiga gestão, no fim de 2014. Ao fazê-lo, Rafael disse que cumpria uma promessa feita, ainda em vida, a um gênio das artes em Campos: Antonio Roberto Góis Cavalcanti, o Kapi. O artista, diretor de teatro, turismólogo, carnavalesco e produtor cultural morreu em abril de 2015, antes de o TB voltar a ser reduto das artes na sua terra natal.

 

Falha no passado

Fechado sob a alegação de que o lugar passaria por reforma para resolver questões de acessibilidade e reparo no sistema de refrigeração, a não reabertura do Teatro de Bolso foi apontada como falha do governo Rosinha Garotinho (PR) até por rosáceos. A conquista dos artistas também é fruto de luta. Não dá para esquecer a ocupação do TB, no passado, quando não foi encontrado nenhum sinal da reforma prometida. Outra vitória para os artistas ocorre quando uma gestão passa a entender que cultura não são shows caros. Parece que o atual governo entendeu. O foco tem de ser mantido para que no decorrer do mandato isso não caia no esquecimento.

 

Espera da reforma política

Para valer até a eleição do ano de 2018, a reforma política tem que ser votada em Brasília até setembro deste ano. A previsão é de que seja antes disso, tão logo sejam definidas as polêmicas, mas necessárias, reformas trabalhista e previdenciária. Se aprovada com excrescências como a lista fechada, que rouba do eleitor para entregar aos partidos o direito de definir quem ocupará as cadeiras nas próximas Assembleias Legislativas e Câmara Federal, o saldo da reforma política deve definir quais pré-candidaturas de políticos de Campos vingarão, ou não, nas eleições legislativas próximo ano.

 

PR e pré-candidaturas

Deputado e líder da bancada do PR na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Bruno Dauaire confirmou ontem à coluna sua pré-candidatura à reeleição. Mas frisou que antes precisa saber qual será o destino do seu grupo político, do seu partido e as regras do próximo pleito: “(Anthony) Garotinho vai ficar ou não no PR? (Jair) Bolsonaro (deputado federal e pré-candidato a presidente da República) vai vir ou não para o PR? A eleição vai ser com lista fechada ou não? Sem essas respostas, só posso dizer que fui leal ao partido, coerente em minhas posições e que sou pré-candidato”, ressalvou o jovem parlamentar.

 

Nova possibilidade

Deputado federal do PR, Feijó também falou ao “Ponto Final”. Após dizer algumas vezes que não concorreria mais, ele abriu a possibilidade de rever a decisão: com as atuais regras, está fora, mas se a reforma política for aprovada, ele pode concorrer à reeleição. “Se for lista fechada, montada em critérios como número de mandatos e maior votação, devo ser o primeiro da lista do PR. Aí, poderia disputar. Mas se continuar como está, não tenho dinheiro para correr num novo pleito”, disse Feijó, não sem reafirmar sua aproximação com o governo Rafael Diniz (PPS): “Vou ajudar o prefeito no que for melhor para Campos”.

 

Dois a estadual, dois a federal

Além de Bruno, outro nome cotado para uma pré-candidatura à Alerj pelo PR goitacá é o vereador Thiago Ferrugem. No entender dele, a legenda deverá apresentar duas candidaturas locais ao legislativo federal e outras duas, ao estadual.  Três dessas quatro vagas já teriam dono, enquanto uma estaria em disputa: “Feijó é deputado federal, assim como Bruno é deputado estadual. Suas candidaturas à reeleição são naturais. Muito embora Feijó venha dizendo que não deseja mais concorrer. E o outro pré-candidato natural a deputado federal é Wladimir (Garotinho). Ficaria uma vaga em aberto à Assembleia”.

 

Bruno e quem?

Considerado do grupo de Wladimir, assim como Bruno, Ferrugem não só defende a pré-candidatura deste na reeleição à Alerj, como a apoia: “Bruno representa bem a gente e o nosso mandato. É jovem, apresenta novas ideias e tem mostrado ser um político de grupo”. Com perfil, em tese, semelhante, o vereador do PR diz que ainda é cedo para que ele mesmo pense em também se candidatar em 2018: “O momento é de pensar o município de Campos, para atravessar esta crise que o país está vivendo. Até a definição das candidaturas para o ano que vem, muita água ainda vai passar por baixo da ponte”.

 

Com a colaboração do jornalista Arnaldo Neto

 

Publicado hoje (29) na Folha da Manhã

 

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