Opiniões

“Não existe governo de um só, de salvador da pátria”

 

Por Aluysio Abreu Barbosa

 

Eleito numa vitória em todas as sete Zonas Eleitorais do município, ainda no primeiro turno, amanhã se completarão os 100 primeiros dias do governo Rafael Diniz (PPS). Para ele, seu grande desafio será gerir a cidade entregue num quadro de “terra arrasada”, com R$ 1 bilhão a menos de orçamento do que em 2016, uma dívida de R$ 2,4 bilhões e um contrato draconiano feito entre os Garotinho e a Caixa Econômica Federal pela antecipação dos royalties de Campos — mais conhecido como “venda do futuro”. Evasivo nas questões políticas, como na eleição do seu aliado Marcão (Rede) à presidência da Câmara, ou nas articulações para o pleito legislativo de 2018, o prefeito prega ser direto no diálogo “olho no olho” com a população para superar as dificuldades e implantar um novo modelo de gestão.

 

 

(Foto de Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

 

Folha da Manhã – Em 100 dias como prefeito, qual foi sua maior dificuldade? E a realização? 

Rafael Diniz – A maior dificuldade foi a falta de transição, já que a gestão anterior, de forma irresponsável, não forneceu as informações solicitadas pela nossa equipe. Ao assumir o governo constamos o amadorismo, a falta de planejamento e compromisso do governo anterior. Encontramos uma dívida a curto prazo de R$ 326 milhões. Se nós somarmos a isso as dívidas fundadas e também a dívida com a “venda do futuro” (antecipação dos royalties) o montante chega a R$ 2,4 bilhões. Deixaram um rombo absurdo. Algo inimaginável para uma cidade que nos tempos de fartura arrecadou bilhões. Ou seja, encontramos uma terra arrasada, devastada. E mesmo assim conseguimos dar passos firmes e avançar. Por isso, quando penso em uma grande realização nestes 100 dias, posso dizer que foi o respeito ao dinheiro público. Mostramos que milhões estavam indo para o ralo. Podemos citar, por exemplo, a economia com material didático, iluminação, combustível e conservação dos jardins. Já conseguimos economizar R$ 10 milhões por mês. Nós estamos mantendo a mesma máquina com R$ 1 bilhão a menos no orçamento. O grande desafio é administrar com R$ 1 bilhão a menos, em relação ao ano anterior.

 

Folha – Inegável que a última campanha a prefeito teve caráter plebiscitário, onde venceu quem melhor soube se apresentar como alternativa ao garotismo. De fato, o que até agora mudou? O que ainda falta mudar? Como?

Rafael – Mudou a forma de fazer política e de escolher as prioridades. O olho no olho, o diálogo permanente não é discurso, é prática diária. Em diversos lugares que vamos, é recorrente ouvir que o prefeito da cidade nunca antes esteve ali. Assim como recebemos pessoas no gabinete que nunca foram recebidas pelo governo. Sempre deixei claro que a nossa gestão seria próxima à população e é assim que tem sido desde o dia 1º de janeiro. Ouvindo, dialogando, concordando e discordando, mas sempre mantendo o olho no olho. Durante muito tempo faltou vontade política. E isso nós temos de sobra. Não existe governo de um só, de salvador da pátria. É visível que as pessoas estão unidas, que todos os setores de Campos estão unidos para transformar essa cidade. Devolvemos Campos aos seus verdadeiros donos.

 

Folha – Em que a experiência como vereador tem ajudado na função de prefeito? No que a experiência anterior não deve ser aplicada?

Rafael – Durante o nosso mandato havia uma bancada governista poderosa, que começou com 21 vereadores. Era o chamado “rolo compressor”. Muitos acreditavam que a oposição, com apenas quatro vereadores, seria atropelada. Mas conseguimos formar um bloco unido, sem vaidade. Sempre cito este exemplo nas reuniões com os secretários. É preciso atuar em sintonia, sem estrelismo. Foi assim que iniciamos uma jornada para derrubar um adversário que muitos achavam invencível. Sobre o que não deve ser aplicado, não vejo. Agora, além de detectar os problemas, podemos unir forças e trabalhar para solucioná-los.

 

Folha – Nas negociações para eleger Marcão (Rede) presidente da Câmara, o governo foi acusado de ter cedido aos vereadores, sobretudo os eleitos pelo garotismo. Qual é o limite de até onde o governo pode ir? Por outro lado, é possível governar sem maioria legislativa?

Rafael – Logo após a nossa vitória, comentei que uma Câmara forte e independente nos ajudaria muito durante o processo de reconstrução da cidade. Independentemente de partido ou bancada, estamos construindo uma relação de trabalho, harmonia e respeito com o Legislativo. Ao contrário da gestão passada, a Câmara deixou de ser um puxadinho do Cesec. Não temos uma Câmara refém do governo, nem um governo refém da Câmara. Nossos aliados, sejam eles novos ou antigos, entendem que a voz das urnas foi bem clara: a população quer uma cidade diferente em todos os sentidos. Até na forma de fazer política.

 

Folha – Comenta-se que boa parte dos atuais sete vereadores garotistas só não teria ainda migrado ao governo porque você não quis. Procede? Estaria aberto a receber mais adesões? Em quais termos?

Rafael – A transformação da cidade também passa pela nova forma de dialogar com a classe política. Até o momento ainda não vi ninguém se posicionar na Câmara como oposição, mesmo aqueles mais ligados ao governo passado. Entendo como um sinal de que é hora de descer do palanque e ajudar a transformar os anseios das pessoas em ações. Se o diálogo for em alto nível, com foco na cidade, as portas estarão sempre abertas.

 

Folha – Na coluna “Ponto Final”, a Folha tem sondado as possíveis pré-candidaturas às eleições legislativas de 2018. Dá para o grupo trabalhar com mais de dois candidatos a estadual e outros dois, a federal, com perspectiva real de eleger alguém?

Rafael – É lógico que as articulações políticas são importantes, mas neste momento o nosso foco está na reconstrução da cidade. Fiz isso durante o mandato na Câmara, quando evitei antecipar as discussões eleitorais e fiquei focado na Câmara até a reta final para a definição dos nomes que estariam na disputa. Posteriormente vamos reunir nossos aliados para debater sobre as estratégias visando a eleição do ano que vem. Um ponto importante neste diálogo é que não haverá imposição, já que somos aliados, não donos das pessoas.

 

Folha – Inegavelmente, você e Marcão ascenderam às posições que hoje ocupam, com o resultado da eleição de 2016, a partir do desempenho nos mandatos conquistados em 2012. Há hoje espaço para que alguém faça o que você e Marcão fizeram na oposição?

Rafael – Fizemos oposição ao governo e, por diversas vezes, apresentamos alternativas que foram ignoradas. Projetos que ficaram anos engavetados. É lógico que vamos ter oposição ao nosso governo, mas a diferença é que haverá diálogo e humildade para reconhecer erros e ajustar o que tiver que ser ajustado. E a população vai saber diferenciar as críticas que visam o bem comum do ressentimento e oportunismo de quem pensa apenas no próprio umbigo.

 

Folha – Em 15 de fevereiro, na Câmara Municipal, você pediu um ano para colocar a casa em ordem. De lá para cá, muitos criticaram a extensão desse prazo. Não é muito tempo? Defina o que seria colocar a casa em ordem.

Rafael – Tenho andado pela cidade e vejo que muita gente compreende o tamanho do nosso desafio e a complexidade. Neste primeiro ano vamos superar uma série de obstáculos e mostrar que a irresponsabilidade acabou. Acabou também o amadorismo e o improviso. Mais do que um novo governo, Campos ganha um novo modelo de gestão. E não é do dia para a noite que isso ocorre.

 

Folha – Parte do seu secretariado é acusada de inexperiência, crítica por vezes estendida a você. Dá para romper com um modelo através de gente que opera no antigo? Qual é o equilibro necessário entre experiência administrativa e a busca do novo?

Rafael – O mundo passa por um processo de oxigenação em todas as áreas. Estamos vendo a nova geração se destacando nos mais variados segmentos, como tecnologia, comunicação, mercado empresarial, inovação. Na política não é diferente. Jamais deixaremos de ouvir e atuar em sintonia com os mais experientes, mas é o momento de renovar o ambiente político e administrativo. Mais do que uma opção, essa renovação é necessária. É importante destacar que os quadros que compõem a nossa linha de frente, secretários e superintendentes, são todos técnicos, sem indicações políticas. Quando falam em experiência, sempre pergunto: experiência em quê? Eu não quero ter experiência em dar jeitinho, em desviar, em enganar as pessoas, em atropelar as leis. Alguns políticos considerados experientes deixaram a cidade com dívidas e dependente dos royalties.

 

Folha – Segundo detalhou (aqui) Felipe Quintanilha, seu secretário de Transparência e Controle Orçamentário, vocês herdaram uma dívida de R$ 2,4 bilhões do governo Rosinha Garotinho (PR). As informações são de que a Prefeitura hoje opera com déficit de cerca de R$ 40 milhões/mês entre despesa e receita. É possível sair desse atoleiro financeiro? Como?

Rafael – Desde o primeiro dia este é o nosso grande desafio. Publicamos decretos, dialogamos com os prestadores de serviços e conseguimos reduzir os valores dos contratos. Encontramos um custeio mensal fixo que superava R$ 150 milhões. Nos três primeiros meses a economia foi de R$ 30 milhões. Mas o nosso trabalho vai além do corte, já que também estamos atuando na captação de recursos e parcerias. No verão, por exemplo, ao contrário da gastança com shows nacionais que havia no passado, realizamos um verão em sintonia com as famílias e ao lado de parceiros. O mesmo ocorreu com a ONG Orquestrando a Vida, que ficou anos sem convênio e fizemos uma ponte com a concessionária Águas do Paraíba. Muitas outras parcerias serão anunciadas nos próximos meses. Quanto não poderia ter sido economizado se a gestão anterior já tivesse colocado em prática essa mentalidade?

 

Folha – Conhecida como “venda do futuro”, a antecipação dos royalties celebrada entre o casal Garotinho e a Caixa, no apagar das luzes do governo Dilma Rousseff (PT), extrapolou os 10% do pagamento dos royalties aprovados em lei municipal. Observando esta, vocês pagaram 10% dos royalties recebidos nos três primeiros meses do ano, e nada da participação especial de R$ 34 milhões recebida em fevereiro, da qual eles queriam tudo. Como estão as negociações com a Caixa? A questão vai terminar no Judiciário? Qual seria o quadro, se a Prefeitura perdesse?

Rafael – Durante o nosso mandato na Câmara, protestamos contra este absurdo que foi a venda do futuro. Agora, dentro do governo, é possível notar que negociaram o futuro, deixaram dívidas para as próximas gerações e os recursos não foram usados para organizar a casa. Vamos arcar com o que é justo e dentro da lei, tendo em vista o que foi aprovado na Câmara. Não podemos permitir que essa negociação irresponsável da gestão passada gere um caos financeiro. É só o começo da batalha, já que também está sendo desvendado o que foi feito pela gestão passada com o dinheiro da “venda do futuro”.

 

Folha – É fato inconteste que a Saúde Pública foi o principal problema do governo Rosinha. No que ela avançou em seu governo, na rede pública e contratualizada? Em que falta avançar? Como?

Rafael – Nos últimos oito anos só a pasta da Saúde teve mais de R$ 4 bilhões. E o que encontramos? Unidades sucateadas, postos sem medicamentos, profissionais desmotivados e uma estrutura marcada pelo improviso. Nossa primeira ação foi conhecer de perto, levantar as principais demandas e buscar as soluções, reconhecendo que não se trata de uma tarefa fácil, sobretudo com um orçamento bem menor do que o anterior. Destacamos desde o início que a reconstrução na Saúde começa de dentro para fora, com o envolvimento de todos os profissionais que atuam na rede. Entre os avanços podemos citar o mutirão de cirurgias no Ferreira Machado, parte do sistema de ar condicionado voltou a funcionar no HGG após seis anos, recuperamos ambulâncias, cumprimos todas as metas na vacinação contra a febre amarela, sala de diálise no HGG e algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que estavam em situação precária, já contaram com intervenções importantes, com apoio das comunidades. E vamos avançar muito. Entre as nossas metas estão a melhoria da estrutura, facilitar a marcação de consultas, finalizar as obras do Hospital São José, do Hemocentro Regional, ampliar e modernizar o atendimento odontológico. Mas a principal meta é devolver a dignidade aos cidadãos que são atendidos diariamente. Em relação à rede contratualizada, estamos dialogando de forma franca sobre as dificuldades e caminhos que podemos trilhar juntos.

 

Folha – Uma das suas metas é resgatar a vocação agropecuária do município, abandonada nos 28 anos de garotismo. Para tanto, vocês planejam resgatar a pasta de Agricultura da redução em mera superintendência, para dá-la novamente o status de secretaria. Na prática, o que mudou até agora? O que pretende fazer na área pelos próximos três anos e nove meses?

Rafael – A agricultura é uma vocação histórica do nosso município. Já estamos trabalhando no incentivo ao trabalhador do campo para que ele produza e gere renda. Ao pensar em uma Campos para além dos royalties, não podemos deixar de investir na agricultura. O modelo político das últimas administrações, apesar de ter criado instrumentos que tinham por finalidade induzir o desenvolvimento econômico no município, não formulou uma política pública levando em consideração as vocações das economias que propiciasse a geração de emprego. O compromisso do nosso governo é identificar as aspirações do setor produtivo, incorporá-las ao planejamento da infraestrutura de competência do município e reformular os mecanismos próprios de indução do desenvolvimento. Nossa atuação está focada em parcerias com instituições como a Uenf, UFR-RJ, Pesagro, Emater, Colégio Agrícola, entre outras, aproveitando e valorizando todo esse conhecimento para nortear as nossas ações.

 

Folha – Na Educação, só com o aproveitamento do material gratuito do MEC e a interrupção do contrato com a Expoente, alvo de várias denúncias do vereador Marcão contra os rosáceos, seu governo fez uma economia de R$ 40 milhões. Onde mais houve mudanças na pasta? Quais os objetivos? Como está a questão da eleição das diretoras das escolas municipais?

Rafael – Mesmo sem transição, conseguimos em dois meses reiniciar as aulas. Pela primeira vez na história de Campos o ano letivo nas escolas municipais começou com livros. E não foram os livros comprados por milhões, mas enviados gratuitamente pelo MEC. A valorização do profissional da Educação é de extrema importância para a transformação da nossa cidade. Atender aos seus anseios e entender as suas necessidades é fundamental, da mesma forma que contamos com os profissionais para reformular completamente o modelo. E as eleições para diretor fazem parte disso. Eu, enquanto vereador, sempre defendi eleições e, em nossa gestão, isso vai acontecer. A nossa meta é realizar no segundo semestre.

 

Folha – A reabertura do Teatro de Bolso, no dia mundial do teatro (27/03), e o decreto publicado em Diário Oficial (DO) na última quinta (06/04), para regulamentar a lei federal de acesso à informação no município, foram pontos do seu governo bem recebidos pela população. Há novidade parecida para os próximos dias?

Rafael – Duas ações que me deixaram muito feliz. No caso do Teatro de Bolso, nos esforçamos, ao lado dos artistas, para reabrir a casa deles. Se antes a gente tinha show milionário e teatro fechado, agora nós temos a valorização da prata da casa e teatro aberto. Sobre a regulamentação da Lei de Acesso à Informação, trata-se de uma luta antiga. Na Câmara, tivemos que travar uma batalha jurídica contra a Prefeitura para poder fazer valer a Lei. Agora, estamos podendo regulamentar. Como sempre disse: transparência não é favor, é obrigação. E já estamos nos movimentando para anunciar mais novidades, sempre ouvindo a voz das ruas e em sintonia com o nosso plano de governo.

 

Folha – Você foi eleito sob muita expectativa. Mesmo que não tivesse herdado uma Prefeitura em quadro falimentar, é quase sempre impossível ao fato corresponder ao desejo. No eleitor e no prefeito, até onde a frustração é inevitável? Quais deveriam ser os limites da paciência de um e do outro?

Rafael – Campos viveu muitos anos sem gestão. Poderíamos fazer maquiagem, marketing e repetir velhas táticas populistas. Mas não fomos eleitos para isso. Nossa missão é fazer diferente. Entendo o tamanho da expectativa porque o desejo por grandes transformações também mora dentro de mim. Mas ao mesmo tempo entendo que precisamos dar passos firmes em direção aos nossos objetivos. Outro ponto importante neste processo é o entendimento sobre o papel do cidadão, que vai muito além do voto. Já estamos elaborando mecanismos para aumentar a interação entre a Prefeitura e os verdadeiros donos desta cidade.

 

Folha – Qual foi a sensação de vencer a eleição a prefeito em turno único, em todas as sete Zonas Eleitorais do município? Qual o peso da responsabilidade?

Rafael – O primeiro sentimento após a vitória foi o de responsabilidade. Não houve euforia. Mantive os pés no chão e estava ciente de que teria pela frente um grande desafio. Vencer em todas as Zonas Eleitorais demonstrou que o grito pela liberdade ecoava em todos os pontos da nossa cidade. Trata-se de uma grande responsabilidade, mas estamos preparados. Lá atrás, em 2012, quando disputei a primeira eleição, ouvi que era muito jovem e não teria a capacidade de vencer nomes poderosos. Depois, na Câmara, disseram que a minoria não teria condições de enfrentar a poderoso “rolo compressor”. Já no ano passado houve quem duvidasse que teríamos chances contra a máquina e suas velhas práticas eleitorais. Com coragem e disposição para encarar os desafios, derrubamos muitos prognósticos. E agora, ao lado dos campistas que desejam ver uma cidade livre e capaz de caminhar com as próprias pernas, tenho certeza que vamos vencer este desafio. A responsabilidade é grande, mas o desejo de transformar a nossa cidade é muito maior. E nós, juntos, já estamos transformando.

 

 

 

 

Página 3 da edição de hoje (09) da Folha

 

 

Publicado hoje (09) na Folha da Manhã

 

Este post tem 11 comentários

  1. É… Mais ainda ta muito devagar e ainda sinto cheiro de garotinho na cidade de Campos… eee Campos…

    1. Concordo; o #JoãoTrabalhador em São Paulo, com sua capacidade gestora; criou o corujão e acabou com as filas de exames e consultas; ou seja, uma cidade de mais de 10 milhões de habitantes vs Campos com 400 mil. eeee #JoãoTrabalhador, ensina esse povo trabalhar!

  2. Caro “Anônimo”, IP: 172.68.25.193, comentarista das 19h48 e 19h50,

    Por motivos de ordem ética e legal, nenhum dos blogs hospedados na Folha Online pode aceitar comentários anônimos. Não por outro motivo, alerta a Constituição do Brasil, em seu Art. 5, inc. IV: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. Se quiser repetir seus comentários, bem como fazer fazer qualquer outro, sobre este ou qualquer outro post, é necessário usar eu nome verdadeiro para pretender publicação.

    Abç e grato pela chance da reafirmação de princípio!

    Aluysio

  3. “Folha – Inegável que a última campanha a prefeito teve caráter plebiscitário, onde venceu quem melhor soube se apresentar como alternativa ao garotismo. De fato, o que até agora mudou? O que ainda falta mudar? Como?

    Rafael – Mudou a forma de fazer política e de escolher as prioridades. O olho no olho, o diálogo permanente não é discurso, é prática diária. Em diversos lugares que vamos, é recorrente ouvir que o prefeito da cidade nunca antes esteve ali. Assim como recebemos pessoas no gabinete que nunca foram recebidas pelo governo. Sempre deixei claro que a nossa gestão seria próxima à população e é assim que tem sido desde o dia 1º de janeiro. Ouvindo, dialogando, concordando e discordando, mas sempre mantendo o olho no olho. Durante muito tempo faltou vontade política. E isso nós temos de sobra. Não existe governo de um só, de salvador da pátria. É visível que as pessoas estão unidas, que todos os setores de Campos estão unidos para transformar essa cidade. Devolvemos Campos aos seus verdadeiros donos.”

    Dia 02 de Janeiro de 2017 – Protocolei carta solicitando uma audiência para tratar de assuntos que somente o cidadão tem conhecimento; pois tem o empoderamento da vivência do dia a dia das filas e noites de lua e chuva diante de hospitais para conseguir vaga para consulta ou exame. Mas infelizmente até hoje, nem um FEEDBACK por parte da Prefeitura. Isto é, o diálogo pode ser para alguns.

  4. E os concursados da saúde de 2012 vai nomear ou não?
    Seria uma opção de arrumar a casa, afinal fomos convocados, e não nomeados, mas a farra de RPAs continuam

  5. Acho que o Rafa em que abrir os olhos ara o seu Secretariado,que estão,muitos oriundos do grupo passado…gostaria de respostas,sobre pequenas coisas que já deveriam estar funcionando como A ouvidoria,disk entulhos e Codenca setor de Quiosques e a Guarda municipal que continuam “sendo coniventes com as vans e carrinhos irregulares no Centro. Esses setores,não tive respostas aos (email e tel ).Portanto,que a nossa cidade está com um Comando de caráter e será eficiente,disso não tenho dúvidas. Mas,dar carta a pessoas que só querem uma Boquinha,amigo…

  6. E os concursados da Educação, inspetor de aluno (tem RPA), auxiliar de creche, acompanhantes e porque não aproveitar o concurso de acompanhantes para a FMIJ. E ainda pagando RPA para pessoal nas escolas com concurso vigente.

  7. Li essa entrevista e me pareceu estar lendo uma entrevista dele ainda candidato, todas as respostas são com palavras e frases bem pensadas e colocadas de forma a seduzir e fazer-nos acreditar que ele é a mudança. Beleza, alguém avisa esse rapaz que a campanha já acabou e que é hora de mostrar quem ele é. O hospital São José já foi visitado pela equipe de “novo” governo 3 vezes nesses 100 dias, sempre com muita foto bonita dele e de sua vice, mas e até agora nada, nem o acesso ao hospital antigo foi melhorado as ambulãncias fazem malabarismo para entrar no posto. #acordaDiniz
    (Trecho excluído pela moderação)

  8. O DESAFIO É DO TAMANHO DA ESPERANÇA DO POVO. SABEMOS DISSO E VAMOS VENCER TODOS. PARABÉNS PREFEITO RAFAEL DINIZ

  9. TANTO BLÁ BLÁ E NADA DE MUDANÇA , MAIS UMA VEZ MEU VOTO FOI PERDIDO DIANTE DAS MENTIRAS.

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