Campos dos Goytacazes,  15/08/2018

 

por Aluysio Abreu Barbosa

CDLs querem pré-candidato a deputado federal e dois a estadual

 

 

 

CDL no jogo (I)

Citado nas edições dos últimos dias 16 e 17, o presidente da Federação Fluminense das Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs), Marcelo Mérida, procurou ontem a coluna. Embora diga ainda depender de conversas com sua família, o empresário confirmou que existe a ideia dele se lançar como pré-candidato à Câmara Federal, como o “Ponto Final” adiantou. O projeto não seria pessoal, mas fruto da necessidade que os lojistas sentem de serem atores, não mais meros observadores do teatro político. Dentro deste contexto, as CDLs pretendem lançar no RJ um candidato a deputado federal e dois a estadual, em 2018.

 

CDL no jogo (II)

Por ser presidente da Federação Fluminense, Mérida seria o nome a deputado federal. Já à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), os dois postulantes poderiam sair das CDLs de Niterói, Nova Iguaçu, Três Rios, Volta Redonda ou Barra Mansa, além da Região Serrana (Friburgo, Petrópolis e Teresópolis). Entre eles, se destaca na disputa interna o secretário de Administração do governo municipal Rodrigo Neves (PV), em Niterói, Fabiano Gonçalves. Empresário do setor de construção e alimentação, ele concorreu a vereador pelo PRB em 2016, perdendo a eleição por apenas um voto.

 

CDL no jogo (III)

Embora ressalve ser cedo para falar em partido, cujo prazo de filiação para concorrer em 2018 depende de mudança ou não das regras, Marcelo admite que as tratativas que mantém como presidente da Federação das CDLs, sobretudo na Alerj, apontam caminhos. Estes, segundo ele, não podem estar nem muito à direita, nem muito à esquerda. Entre ambas, ele já conversou com o PSDB do deputado estadual Carlos Osório e com o PT do B do presidente estadual Vinicius Cordeiro. Como a coluna adiantou na semana passada, há também a possibilidade do PHS, cujo presidente em Campos, o empresário Wainer Teixeira, é amigo pessoal de Mérida.

 

CDL no jogo (IV)

Com o PHS há um complicador. Ex-secretário da gestão Rosinha Garotinho (PR), Wainer se mantém sob influência do garotismo, mesmo que seus dois vereadores, Enock Amaral e Marcelo Perfil, sejam alinhados ao governo Rafael Diniz (PPS). Outra legenda com que Mérida vem conversando é o PSD, presidida no Estado do Rio por Índio da Costa, deputado federal licenciado para ser secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação do governo carioca de Marcelo Crivella (PRB). Em entrevista recente à Folha (aqui), de grande repercussão (aqui e aqui) na mídia nacional, Índio afirmou: “A política de Garotinho é manter o pobre na pobreza”.

 

Prevenção (I)

O setor de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Campos informou ontem que estão disponíveis mil doses da vacina contra HPV para jovens de 15 a 26 anos. Como o estoque é limitado, a vacinação só acontecerá na sede da secretaria de Saúde, mais conhecida como Centro de Saúde, enquanto durarem as doses. O público-alvo deve estar atento para se prevenir, principalmente os responsáveis pelos menores de idade. Para tomarem a vacina, é indispensável a apresentação da caderneta de vacinação, um documento de identificação e um comprovante de residência.

 

Prevenção (II)

As pessoas que ainda não receberam a dose da vacina contra a febre amarela também podem ser imunizadas. Em São Fidélis, por exemplo, a Prefeitura iniciou uma imunização volante. A primeira experiência da estratégia aconteceu na agência da Caixa Econômica Federal e os interessados em receber a equipe de vacinação em seu estabelecimento comercial devem agendar pelo telefone (22) 2758-2370. Um belo exemplo para atrair aquelas pessoas que ainda não se vacinaram contra essa doença que já matou nove pessoas no estado do Rio.

 

Limite

O deputado estadual e vice-presidente da Comissão de Segurança Pública da Alerj, Bruno Dauaire (PR), apresentou um projeto de lei para propor um limite no período em que o policial poderá ficar lotado nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Segundo Bruno, o projeto das UPPs “faliu” e deve ser repensado. A proposta do deputado é que o período de lotação do policial nas UPPs não ultrapasse dois anos.

 

Publicado hoje (22) na Folha da Manhã

 

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