Opiniões

Municípios do petróleo: sai “menos royalties” e fica “mais empregos”

 

Charge do José Renato publicada hoje (01) na Folha

 

 

 

 

Royalties: novo slogan

Depois que o título da campanha “Menos royalties, mais empregos” foi considerado “infeliz” pelo próprio diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Décio Oddone, o prefeito de Macaé, Dr. Aluizio (PMDB), pareceu ontem ter promovido uma pequena, mas significativa alteração em seu discurso. Na quarta (30), diante dos representantes de seis municípios produtores na ANP, Oddone definiu (aqui) o slogan “Mais royalties, mais empregos” como o correto. Pois ontem (31), Aluizio pareceu ter subtraído o infeliz “Menos royalties” da sua campanha, para se fixar só no “mais empregos”.

 

Não era bem assim

Os prefeitos de Campos, Rafael Diniz (PPS); São João da Barra, Carla Machado (PP); e de Quissamã, Fátima Pacheco (PTN); mais representantes de Búzios, Casimiro de Abreu e Carapebus; foram ao Rio para ter esclarecimentos sobre a possibilidade de redução de royalties, de 10% para 5%, nos campos maduros da Bacia de Campos. Mesmo sem a discussão na Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), presidida por Aluizio, este não poupou despesas para colocar sua campanha na rua, anunciando a redução como certa. Mas o diretor-geral da ANP explicou na quarta que a coisa não era bem assim.

 

Garantias da ANP

Aos representantes dos seis municípios da Ompetro, que não convidaram seu presidente para o encontro, Oddone explicou na quarta que a diminuição de royalties poderia se dar apenas sobre o excedente da produção aos 24% geralmente extraídos de cada campo, visando investir em tecnologia para elevar a extração a até 30% ou mais. Ele garantiu que os contratos vigentes serão respeitados e que nada será feito sem ampla discussão com os municípios produtores e o Estado do Rio, em audiências públicas e rodadas técnicas de negociação, sobretudo na definição dos campos maduros.

 

Falecido?

No dia seguinte à reunião na ANP, Aluizio ontem participou de um evento sobre o tema na OAB de Macaé. Lá discursou: “Não há a menor possibilidade de Macaé perder royalties. Estamos falando de incremento de campos maduros. Para produzir mais, é preciso investimento em tecnologia”. Foi o que constou logo no início no release distribuído por e-mail pela competente Secom macaense. No texto de 11 parágrafos, só no 10º, ou penúltimo, é feita de passagem a menção ao desastrado (e falecido?) slogan “Menos royalties, mais empregos”.

 

Aposta errada

Aluizio é uma das melhores cabeças pensantes entre os prefeitos da região. Não por outro motivo foi reeleito com folgas, em 2016, para mais um mandato no governo de Macaé. Mas por vaidade, arrogância, ou aposta em conselhos ruins, ele errou ao lançar uma campanha, a partir de informação conseguida na condição de presidente da Ompetro, sem antes dividir e debater a possível redução de royalties com seus pares. Ao contrário de se cacifar regionalmente, como talvez esperasse, ele acabou colhendo a forte reação dos demais municípios produtores, que correram atrás dos esclarecimentos por conta própria.

 

Consequências

Com consequência direta do seu açodamento, o prefeito macaense agora corre o risco de perder a presidência da Ompetro. Segundo Carla Machado, os representantes dos municípios reunidos foram enfáticos ao afirmar ao diretor-geral da ANP que Aluizio não mais fala por eles. Como são seis cidades, maioria das 11 que integram a Ompetro, a matemática favorece à troca de comando na entidade. Não bastasse, quem se capitalizou politicamente ao ficar publicamente a favor do movimento (aqui) foi Christino Áureo (PTN), secretário estadual da Casa Civil e de Desenvolvimento Econômico. E ele tem seu reduto original em Macaé.

União

Depois da pauta do petróleo na quarta, os prefeitos Rafael Diniz, Carla Machado e Fátima Pacheco estiveram ontem com representantes de outros municípios na sede da Associação Estadual de Municípios do Rio de Janeiro (Aemerj). Na ocasião, foram discutidas possíveis ações para o fortalecimento de todo o Estado do Rio. Rafael defendeu o diálogo permanente e a união de todos para superar a crise. O próximo encontro será em 21 de setembro, onde serão abordados temas relacionados à Saúde e às eleições para a nova diretoria da Aemerj.

 

Com a colaboração do jornalista Aldir Sales 

 

Publicado hoje (01) na Folha da Manhã

 

Este post tem 3 comentários

  1. Por favor nao elege como presidene da Ompetro o prefeito Rafael Diniz.Se ele nao esta conseguindo governar a nossa Cidade, como que ele pode assumir outro compromisso.

  2. (Trecho excluído pela moderação) parabéns por se posicionar desta forma isso facilita a vida dos leitores!

    1. (Trecho excluído pela moderação) eu só expressei a minha de forma educada e sem ofender ninguém peço que se vcs tem um mínimo de respeito retire todo o meu texto!

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