Opiniões

Folha 40 anos — Sebastião Carlos Freitas

 

Jornalista Sebastião Carlos Freitas

Cinco anos em quatro décadas

Por Sebastião Carlos Freitas(*)

 

O que representam cinco anos em uma história de quatro décadas? Para muitos, seria apenas um curto período, mas para mim representou um grande período de aprendizado e satisfação em poder trabalhar com jornalismo. Nesse 8 de janeiro, a Folha da Manhã completa 40 anos de muita informação e jornalismo feito com seriedade e me orgulho de ter feito parte desta história, mesmo que por apenas exatos cinco anos (fui contratado em 7 de março de 2004 e deixei esta importante casa em 7 de março de 2009).

Cheguei à Folha para trabalhar na editoria de Esportes a convite de Aluysio Abreu Barbosa. Mas nos cinco anos trabalhando nesta casa, passei também pelas editorias de Política e Geral, chegando à editoria geral, cargo no qual trabalhei por três anos.

Em seu texto sobre os 40 anos da Folha, o professor Orávio de Campos, de quem tive o privilegio de ser aluno no curso de Comunicação Social da Fafic, lembra o olhar visionário de Aluysio Cardoso Barbosa no final da década de 70. A Folha segue acompanhando este olhar de futuro.

O radialista Antunis Clayton, meu antecessor na editoria geral da Folha, e que também chegou ao jornal para trabalhar na editoria de Esportes, recorreu às lembranças de criança, ao ouvir o rádio do avó, para mostrar sua trajetória até a chegada à Folha. Lembrança boa, que fez recordar minha infância no interior de Minas Gerais, em uma casa sem energia elétrica, onde o rádio à pilha era o meio de informação e, às vezes, até de diversão.

Mas, de todas as palavras sobre os 40 anos da Folha, a narrativa de Aloysio Balbi me chamou mais a atenção. A história sobre como descobriu que seu nome fazia parte do expediente do jornal foi muito parecida como minha chegada a editoria geral. Assim como aconteceu com Aloysio Balbi, ao ser questionado por Aluysio Cardoso Barbosa se já havia lido o jornal do dia, eu vivi a mesma experiência com Aluysio Abreu Barbosa. Eu também li toda a edição, para só depois saber que meu nome fazia parte do expediente ao lado dos membros da família Barbosa.

O tempo passa, as pessoas passam, mas a história nunca será esquecida.

 

(*) Jornalista e ex-editor-geral da Folha da Manhã

 

Publicado hoje (14) na Folha da Manhã

 

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