Campos dos Goytacazes,  24/02/2018

 

por Aluysio Abreu Barbosa

Alexandre Bastos — Transporte Público: ações e desafios

 

 

 

Dentre os compromissos assumidos pelo governo Rafael Diniz, um das mais importantes, sem dúvidas, é a reorganização do sistema de transporte público de Campos. Sistema esse que, nos últimos 30 anos, se manteve aquém daquilo que seria o ideal para atender a população.

Logo no início da sua gestão, o prefeito se comprometeu a realizar um grande rodada de conversas com os empresários vencedores do edital do transporte público do município para tomar pé da situação e saber o porquê do não cumprimento dos termos do edital 001/2013 no qual sete empresas foram habilitadas a operar as linhas em Campos. Afinal, apenas a fase zero deste edital fora cumprida e, mesmo assim, com falhas.

Basicamente, os empresários apontaram o sistema de transporte alternativo como grande causador da crise do transporte público em Campos. O que é uma meia verdade: a falta de planejamento pela antiga gestão na regulamentação do transporte alternativo provocou um ambiente de beligerância entre as categorias. Afinal, colocar as vans fazendo as mesmas linhas dos ônibus estimulou um ambiente de concorrência e não de complementaridade, como deveria ser: vans fazendo as linhas que os ônibus não cobriam, ampliando a cobertura na malha viária. Além disso, o programa “Passagem Social”, como muitos outros programas da gestão passada, focou mais na política do que em planejamento e estratégia. A passagem era barata (com subsídio do poder público), mas o sistema se tornava cada vez mais falido e ultrapassado.

Não obstante essa situação, nossa estratégia foi abrir um amplo diálogo com ambas as categorias (ônibus e vans), mas não sem cobrar o que cada uma deveria entregar em serviço e cumprimento dos termos do edital. Do ponto de vista da empresas de ônibus o cumprimento da fase 1 do edital que previa a implantação do sistema de bilhetagem eletrônica e GPS.

Foi organizada uma reunião com a empresa Tacon, vencedora do edital para implantação do sistema de bilhetagem eletrônica e sistema GPS. Reunião cujo prefeito estaria presente. Com exceção do representante da Turisguá, nenhuma empresa apareceu. Qual interesse em boicotar uma reunião que visava o cumprimento dos termos do edital e que organizaria boa parte da vida das empresas de ônibus?

Do outro lado, logo em abril do ano passado, foi iniciado o recadastramento das vans do Serviço de Transporte Alternativo Municipal de Passageiros (Setamp). Das 298 vans cadastradas apareceram 253. Todos com alguma exigência de documentos a cumprir. E começamos juntos com essas que apareceram o processo de regularização. As vans que não compareceram foram convocadas a prestar explicação sob pena da suspensão da permissão para circular.

Garantir o direito da população de ir e vir e de ter transporte com regularidade de horário e com uma ampla cobertura da malha viária é a meta principal. A atual gestão irá avançar energicamente para uma solução que vá sanar os vícios, cujos quais alguns atores do sistema de transporte estão acostumados. Nenhuma medida está descartada, já que o interesse maior é entregar um serviço satisfatório para a população.

 

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