Opiniões

Procura-se vereador para trabalhar pelo município de Campos

 

 

Charge do José Renato publicada hoje (03) na Folha da Manhã

 

 

Vereança acintosa

Há hoje meio milhão de campistas. E se muitos deles não têm meias palavras ao descer a lenha no Congresso Nacional, já passou da hora de se lançar o mesmo olhar crítico à sua Câmara Municipal. Mesmo após uma semana de forte reação popular ao áudio vazado do vereador Cláudio Andrade (PSDC), ameaçando de demissão assessores, DAS e RPAs que não replicassem em seus perfis de Facebook as “matérias” do chefe, ontem a sessão do Legislativo goitacá foi encerrada por seu presidente Marcão Gomes (Rede). O motivo? Na nota oficial: “Não houve nenhum vereador presente de nenhuma das bancadas, seja de governo ou oposição”.

 

Agradeçam aos edis

O que é pior, ontem foi o primeiro dia da atual legislatura com sessão às 8h, horário adiantado das 17h habituais justamente para dar aos edis tempo para trabalhar politicamente em ano eleitoral. Apesar disso, além de Marcão, ninguém deu as caras para também trabalhar pela população. Como consequência, se adiou em mais uma semana a discussão e votação do projeto do prefeito Rafael Diniz (PPS), de grande interesse popular: que os supermercados do município possam voltar a reabrir aos domingos. Assim, no próximo (06), o campista que precisar fazer compras e não conseguir, pode agradecer aos nobres vereadores da cidade.

 

Exemplo positivo

Se os vereadores passaram a semana sem trabalhar um dia sequer, mesmo após o recesso do Dia do Trabalhador, um ponto positivo da Câmara foi assinalado por seu procurador, Robson Maciel Júnior. No próximo dia 9, durante o 31º Encontro Nacional das Escolas do Legislativo e de Contas, em Gramado (RS), ele dará palestra sobre a tese jurídica que formulou e reverteu o entendimento do Tribunal Federal da 2ª Região (TRF-2), relativo à cobrança da “venda do futuro” de Campos pelos Garotinho. Se a situação financeira herdada pelo município é precária, ela seria insustentável sem o trabalho de Robson. Deveria ser exemplo aos edis.

 

Mais do mesmo

Pelo terceiro dia consecutivo, o SBT Rio exibiu reportagem questionando as investigações da Polícia Federal (PF) durante a operação Chequinho, na qual Anthony Garotinho (PRP) e várias pessoas do seu grupo político, entre eles vereadores, chegaram a ser presos. Eles foram favorecidos eleitoralmente pelo esquema que trocou Cheque Cidadão por voto no pleito municipal de 2016. Falou mais do mesmo e usou depoimentos dados durante a ação penal, que só reforçam a existência do crime, o que, claro, é ignorado pela reportagem do SBT Rio.

 

Caminho da defesa

Além de requentar mais uma vez as denúncias da delegada federal Carla de Melo Dolinski, que já foram investigas e arquivadas desde janeiro, a reportagem volta a usar vídeos de depoimentos, nos quais são ouvidos questionamentos da defesa sobre como ocorreram as apurações da PF. Parece ficar nítido que o modus operandi utilizado pela polícia era o único caminho da defesa para tentar invalidar a operação. Entre os “poréns” estão o fato de agentes terem feito diligências muitas vezes à paisana e o uso de veículos descaracterizados, procedimentos que não deveriam causar espanto na investigação de qualquer crime.

 

Música no Fantástico?

Um dos beneficiários, cujo depoimento também foi usado na matéria, relata que estava, na época, em seu estabelecimento comercial quando foi abordado por agentes da PF. Mas, como pode alguém ser dono de comércio e beneficiado por um programa de transferência de renda? Os cadastros irregulares por troca de voto foram justamente o motivo da operação. Nada disso foi levado em consideração pelo SBT, que preferiu insistir em ecoar a síndrome da galinha garnizé, que põe um ovo pequenino, mas o anuncia com grande cacarejar. E o pior: pelo terceiro dia consecutivo. Deve estar querendo pedir música no Fantástico e pegar carona no ibope da Globo.

 

Lançamento

O advogado e articulista da Folha da Manhã, Geraldo Machado, lança hoje, às 18h, no auditório Dr. Hécio Bruno, na 12ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, em Campos, o seu primeiro livro: “Escritos à toa”. Entre os textos que compõem o trabalho, estão vários publicados no jornal. São registros saudosistas de Geraldo, que completará 80 anos no próximo dia 30. Como ele mesmo descreve, “um passeio pela própria vida”. Entre tantas lembranças passadas para o papel, algumas são destacadas por ele, como a “Crônica sem importância”, oferecida aos filhos Vitor e Marta Machado.

 

Com o jornalista Rodrigo Gonçalves

 

Publicado hoje (03) na Folha da Manhã

 

Este post tem 3 comentários

  1. O Presidente da Camara Marcão nao vai abrir processo de expulsão desse vereadorzinho de quinta categoria ? INADMISSIVEL ISSO PASSAR EM BRANCO… TEM QUE SER EXPULSO ! MESMO PORQUE ELE NAO TRABALHA, NUNCA TRABALHOU…

    (Trecho excluído pela moderação)

    Que nojo !

  2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!! Cadê a nova era política de Campos??? Onde estão a tal “ética” que prometiam!! Cadê a modernização que almejavam??? Não ero os “rosáceos” os atraso desta cidade?? (Trecho excluído pela moderação)

  3. É.SERÁ QUE O GRUPO DO GAROTINHO ERA OU É UM MAL NECESSÁRIO NA POLÍTICA DE CAMPOS?PQ AGORA SEM ELES TODOS ESTÃO NUMA ZONA DE CONFORTO.

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