Opiniões

Silêncio de Clarissa sinaliza que Garotinho será candidato à Alerj

 

 

 

Folha, O Globo, Veja e O Dia

Segundo matéria publicada (aqui) na segunda (04) em O Globo, o racha entre o prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) e o ex-governador Anthony Garotinho (PRP) foi iniciada após uma entrevista do deputado federal Indio da Costa (PSD) à Folha da Manhã, publicada (aqui) em 6 de agosto de 2017. A partir dela, afirmou o maior jornal fluminense: “Indio passou a se cacifar como candidato a governador de Crivella”. Assim, Garotinho teria sido preterido pelo prefeito do Rio. Na época, a polêmica iniciada na Folha já tinha sido repercutida pela Veja (aqui) e O Dia (aqui). Após O Globo retomar o assunto na última segunda, ele foi tratado ontem (aqui) nesta coluna.

 

Garotinho a deputado estadual

Indio foi secretário do governo Crivella. Assim como a deputada federal Clarissa Garotinho (Pros). Há 10 meses, ela respondeu duramente (aqui) as críticas ao seu pai feitas pelo então colega na entrevista à Folha. Mas preferiu não fazê-lo agora. Após O Globo dar como descartada o apoio de Crivella à pré-candidatura de Garotinho a governador, a filha deste se limitou a dizer à coluna na segunda: “não vou comentar”. O motivo parece simples: Clarissa não quer queimar pontes com Crivella, caso a disputa de Garotinho em outubro não seja o Palácio Guanabara, mas um mandato na Assembleia Legislativa do Estado.

 

Impossibilidade a governador

A única pesquisa até agora na disputa ao governo fluminense foi do instituto Paraná. Feita entre 4 e 9 de maio, nela o senador Romário (Podemos) liderou com 26,9% das intenções de voto; seguido do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM), com 14,1%; de Garotinho (11,6%) e Indio (8,8%). O político de Campos, porém, lidera na rejeição: 71,9%. Em 2014, ele não foi nem ao segundo turno da última eleição a governador, quando sua rejeição era “só” de 48%. Portanto, parece impossível que consiga sê-lo agora, com uma rejeição 24 pontos maior, sem controlar a Prefeitura de Campos e após trocar um partido médio, o PR, pelo nanico PRP.

 

Sobrevida

Conhecido pela capacidade de interpretar pesquisas e conjunturas, se Garotinho aceitar o que elas projetam para daqui a pouco mais de quatro meses, a candidatura a deputado estadual pode ser sua chance de sobrevida. Ele ainda tem densidade para se eleger à Alerj e formar nela uma grande bancada. Assim se fortaleceria, sobretudo no vácuo de Jorge Picciani (MDB). Daí a necessidade de não queimar pontes, pelo menos por ora, com o prefeito do Rio. Mesmo desgastado com o carioca, Crivella será player na eleição estadual. Até serem presos, Picciani e Paulo Mello (MDB) eram a prova de que a Alerj pode dar mais poder que o Palácio Guanabara.

 

 

Bolsonaro e Ciro

Ontem saiu um novo retrato da corrida presidencial. O portal Poder360 é pouco conhecido como instituto de pesquisa. Mas o resultado recebeu endosso após ser publicado (aqui) pelo jornal espanhol El País. A consulta foi feita com 10.500 pessoas de 349 cidades do país, entre os dias 25 e 31 de maio, em plena greve dos caminhoneiros. A liderança de Jair Bolsonaro (PSL) foi confirmada, com 21% a 25% das intenções de voto. Foi seu maior índice até agora. Mas a novidade ficou mesmo com o Ciro Gomes (PDT) na segunda colocação. Entre 11% a 12%, foi a primeira vez em que ele ficou à frente de Marina Silva (Rede), que anotou de 6% a 7%.

 

Voto de Lula migra

Na margem de erro de 1,8 ponto percentual para mais ou menos, Marina ficou embolada com Fernando Haddad (PT), de 6% a 8%; Geraldo Ackmin (PSDB), de 6% a 7%; João Doria (também PSDB), 6%; e Álvaro Dias (Podemos), de 5% a 6%. Em relação às pesquisas anteriores CNT, Paraná e Datafolha, os crescimentos de Ciro e de Haddad sinalizam que os eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão se conformado com sua não participação no pleito e já migram para outras opções de esquerda. O próprio Bolsonaro pode ter recebido parte deles, sobretudo no voto não ideológico do Nordeste.

 

Planalto na planície

Lula não entrou na pesquisa Poder360. Após 56 dias preso, ele ontem pareceu estar bem na sua primeira apresentação pública, em depoimento por vídeo como testemunha de defesa do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB). A queda de Marina, em relação às consultas anteriores, pode ser fruto da necessidade do eleitor em ter um opositor a Bolsonaro com a mesma assertividade — como é Ciro. A liderança de ambos foi antecipada (aqui) no domingo, nas redes sociais de Campos, pelo especialista em finanças Igor Franco e o advogado Gustavo Alejandro Oviedo. Os dois são colaboradores do blog Opiniões, hospedado no Folha1.

 

Navio MV Golf

 

Recorde no Açu

Foi batido um novo recorde pelo Terminal Multicargas do Porto do Açu (T-Mult), durante a operação de descarga de carvão do navio MV Golf, para a Anglo American. A prancha atingida foi de 22 toneladas/dia, aumento de 7% sobre a operação anterior, feita com o navio MV Geraldine Manx. Prancha é o volume movimentado por dia, em média, de uma operação de carga e descarga de um navio. Quanto maior a prancha, maior o volume carregado e descarregado, gerando maior eficiência e menor tempo atracado do navio, otimizando os custos da operação.

 

Com o blogueiro Christiano Abreu Barbosa

 

Publicado hoje (06) na Folha da Manhã

 

Este post tem 3 comentários

  1. Que medo é esse do Garotinho? Sabemos que a Globo borra as calças em saber que dessa vez não vai manipular o eleitor brasileiro, especialmente os cariocas como ocorreram em eleições anteriores.

    1. Caro Elias Manoel Santos,

      A Globo manipulou especialmente os cariocas em eleições anteriores? Será que foi por isso que quem venceu a última entre os cariocas, para prefeito do Rio de Janeiro, foi Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, dono da Rede Record?

      Abç e grato pela chance da indagação!

      Aluysio

  2. Rapaz esse cara GAROTINHO é um “louco varrido” quer por quê? quer ser REI!!! VAI LÁ PARA ORIENTE MÉDIO E TENTA FAZER O QUE FAZ;FEZ;FAZIA E QUER FAZER AQUI NO BRASIL?????

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