Campos dos Goytacazes,  14/08/2018

 

por Aluysio Abreu Barbosa

De hoje a 15 de julho, blog entra de cabeça na Copa da Rússia

 

 

 

Começa hoje a Copa da Rússia. Salvo as postagens dos coloboradores do blog, minhas atualizações serão diárias sobre a maior e mais importante competição de futebol do planeta. O jogo de abertura é daqui a pouco, ao meio dia, entre a dona da casa e a Arábia Saudita, no que promete ser uma das peladas da primeira fase.

Acompanho Copas desde 1982, na Espanha, na qual encantou, mas perdeu e não levou, a melhor seleção que vi jogar. Sua linha média tinha Cerezzo, Falcão, Sócrates e Zico. Como jornalista cubro Copas desde a de 1990, sediada na Itália e vencida pela Alemanha — ainda Ocidental, antes de ser oficializada a reunificação do país, em outubro daquele ano.

Passados os três primeiros jogos de cada seleção, começa a fase eliminatória e a Copa propriamente dita: perdeu, vai para casa. Para quem conseguir continuar, serão mais quatro jogos: oitava de final, quarta de final, semifinal e, em 15 de julho, a final. Para estar nela, considero que há, entre as 32 seleções na Rússia, cinco favoritas. Por ordem, elas são:

 

Alemanha — Atual campeão mundial (2014, no Brasil) e da Copa das Confederações(2017) está invicta em jogos oficiais desde a semifinal da Eurocopa de 2016. Após uma classificação impecável na Eliminatória Europeia à Rússia, não tem colhido resultados favoráveis nos últimos amistosos: foram três empates (0x0 com a Inglaterra, 2×2 com a França, 1×1 com a Espanha), duas derrotas (0x1 para o Brasil e 1×2 contra a Áustria) e um vitória magra de 2×1 contra a Arábia Saudita. Mas tem um time forte em seus três setores, comandado dentro de campo por um melhores meias do mundo, Toni Kross, cérebro também do Real Madrid. Pesa sobre a Alemanha um fato histórico: apenas a Itália de Giuseppe Meazza, em 1934 e 38; e o Brasil de Didi, Garrincha e Pelé, em 1958 e 62, conseguiram ser bicampeões do mundo. Ademais, como já provocou o presidente russo, Vladimir Putin, em referência à II Guerra Mundial (1939/45), a Alemanha não costuma se dar bem na Rússia.

 

Brasil — Conseguiu superar a maior humilhação da sua história, a derrota de 7×1 para a Aleamanha, na semifinal da Copa 2014, dentro do Brasil, aparentemente sem maiores traumas. Vinha capengando nas Eliminatórias, até passar ao comando do técnico Tite, com o qual fez 12 jogos, com 10 vitórias e dois empates. Em amistosos, teve apenas uma derrota, de 0x1 para a Argentina, em 9 de junho de 2017. De lá para cá, foram mais sete amistosos, com seis vitórias e apenas um empate (0x0 diante da Inglaterra). Chega à Copa embalado, após vencer os quatro amistosos de 2018. Sua grande estrela é o atacante Neymar, do Paris Saint-Germain (PSG). Como este costuma jogar pela esquerda, faixa também do lateral Marcelo, do Real Madrid e considerado o melhor do mundo na posição, O Brasil passou a ser um time canhoto na saída de bola. A característica se acentuou após o corte por contusão do lateral direito Daniel Alves, também do PSG.

 

Espanha — Ficou marcada pela demissão do treinador Julen Lopetegui, ontem (13), na véspera do início da Copa da Rússia. Sua contratação pelo Real Madrid gerou bastante polêmica, sobretudo num país já dividido entre o centralismo da capital espanhola e a cada vez mais forte disposição separatista da Catalunha, província economicamente mais desenvolvida do país, cuja capital é Barcelona — cidade do grande rival dos madrilhenos no futebol. Quem assumiu como treinador foi ex-zagueiro Fernando Hierro, que já integrava a comissão técnica da Espanha como diretor esportivo. Foi uma solução rápida, bem vista pela torcida e pode ser eficaz no sentido de unir ainda mais um elenco já comprometido por disputar a última Copa de Andrés Iniesta, um dos maiores meias na história do futebol mundial, que recentemente trocou o Barcelona pelo japonês Vissel Kobe.

 

França — Outra equipe que fez uma boa campanha nas Eliminatórias Europeias, classificando-se em primeiro lugar em seu grupo, com sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Tem a terceira seleção mais jovem da Copa, com média de idade de 25,6 anos. E, por isso pode oscilar em suas atuações, apesar da qualidade técnica dos seus jogadores. Entre eles, destaque para o meia Paul Pogba, do Manchester United, cuja elegância e visão de jogo lembram o ex-craque Zinédine Zidane. Nos amistosos, a França impresionou ao bater por 3×1 a Itália, sempre forte, mesmo fora da Copa. Todavia, os franceses decepcionaram ao empatarem em 1×1 seu último amistoso, contra os EUA. A irregularidade fez com que o ex-jogador e treinador Didier Deschamps tenha relativizado o favoritismo de sua equipe: “É um time forte, mas inexperiente. Apenas seis jogadores da atual seleção estiveram no Brasil”.

 

Argentina — Tem um equipe irregular. Famosa no passado pela qualidade dos seus goleiros e zagueiros, como respectivamente Ubaldo Filliol e Daniel Passarella, campões na Copa de 1978, a seleção argentina há algum tempo não inspira confiança em sua defesa. Oscilou muito na campanha das Eliminatórias da América do Sul, com sete vitórias, sete empates e quatro derrotas, classificando-se em terceiro lugar, atrás dos seus tradicionais rivais no continente: Brasil (1º) e Uruguai. Nos amistosos, também se meteu em polêmicas, como no cancelamento do jogo contra Israel, após protestos dos palestinos e do mundo árabe. Mas tem o melhor jogador do mundo desde a aposentadoria de Zidane dos campos, em 2006: Lionel Messi, grande estrela do Barcelona, jogará provavelmente sua última Copa. E isso não pode ser desprezado, sobretudo se coadjuvantes como o meia-atacante Ángel Di María, outro do PSG, também cumprirem seu papel.

 

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