Opiniões

Indivíduo e coletivo empatam e dão show: CR 3×3 Espanha

 

Cristiano Ronaldo comemora seu terceiro gol no empate com a Espanha (Foto: Sergei Grits – AP)

 

 

Portugal e Espanha prometiam fazer o primeiro grande jogo da Copa da Rússia. E cumpriram com seis gols no placar final: 3 a 3. Quem também finalmente cumpriu a promessa de ser pela seleção portuguesa aquilo que, nos clubes, o levou a ser eleito cinco vezes pela Fifa como melhor do mundo, foi o atacante Cristiano Ronaldo. Ele marcou os três gols lusitanos, de pênalti (4’), em chute com bola rolando (44’) e de falta (88’), assumindo a artilharia do Mundial. Dois minutos depois, de cabeça e já nos descontos do árbitro, ele quase fez o quarto.

Se a grande virtude de Portugal é seu marrento atacante, a da Espanha é o jogo coletivo: o tiki-taka, baseado na posse de bola e troca incessante de passes, com o qual revolucionou o futebol na virada da primeira década do milênio. Se seu grande craque ainda é Andrés Iniesta, que disputa sua última Copa e saiu no segundo tempo, a equipe espanhola apresentou a sucessão do seu estilo de jogo em outros meias, como David Silva e o jovem Isco.

Muito criticada — inclusive na Copa do Mundo de 2010 que conquistou na África do Sul — por tocar bem a bola, mas sem capacidade de penetração, a Espanha arrumou um brasileiro para solucionar o problema. O centroavante sergipano Diego Costa empatou, um (24’) a um (55’), os dois primeiros gols de Cristiano Ronaldo. Depois, em chute forte do lateral-direito Nacho (58’) de fora da área, a Espanha passou à frente.

Mas o nome do jogo guardou uma cobrança de falta perfeita, no ângulo, para deixar tudo igual no placar final: Cristiano Ronaldo 3×3 Espanha.

 

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