Opiniões

Time mais eficiente da Copa, França é campeã com erros de arbitragem

 

Mbappé comemora seu terceiro gol, quarto da campeã França sobra a Croácia, primeiro a ser marcado por um jogador com menos de 20 anos numa decisão de Copa, desde Pelé (Foto: Reuters)

 

O placar de 4 a 2 na a final da Copa da Rússia, vencida pela França, sinaliza ao futebol mais ofensivo do passado. Inclusive pelo fato de que o jovem Mbappé, autor do terceiro gol francês, foi o único jogador com menos de 20 anos, depois de Pelé, a marcar numa decisão de Mundial. Mas quem ganhou foi a seleção mais eficiente, não a de melhor futebol. E, mesmo nos tempos do VAR, o que definiu a partida foram dois erros do árbitro argentino Néstor Pestana, nos dois primeiros gols da França, respectivamente em falta e pênali inexistentes.

A Croácia começou melhor o jogo, marcando sob pressão no campo adversário e explorando as jogadas sobre os bons, mas jovens e inexperientes laterais franceses. Até que se deu o primeiro erro capital do juiz argentino, tão atabalhoado na final quanto a seleção do seu país na Copa. Aos 17’, à esquerda da área croata, o atacante Griezmann se jogou num lance em que não foi tocado pelo volante Brozovic. Assim mesmo, a falta foi marcada. O próprio Griezmann bateu a bola dentro da área, tocada de cabeça por Mandzukic contra seu própio gol.

Como em todos os jogos da fase eliminatória, em que saiu atrás no placar, a Croácia não se intimidou. Aos 27’, após uma cobrança de falta de Modric pela direita, a bola ficou viva dentro da área, até que o zagueiro Vida a ajeitou para Perisic. Ele dominou, driblou Kanté e bateu de canhota para empatar.

Quando o equilíbrio foi alcançado no placar, coube novamente ao árbitro Pestana desempatar em outro lance polêmico. Aos 39’, após uma cobrança de escanteio pela direita, o meia Matuidi furou a cabeçada e a bola, involuntariamente, foi desviada pelo braço de Perisic. Apesar das reclamações dos franceses, o juiz não marcou nada, até ser alertado pelo fone de ouvido. Ele conferiu o lance na tela ao VAR, ao lado do campo, e mesmo claramente em dúvida — saiu e voltou para olhar de novo — decidiu marcar o pênalti, bem cobrado por Griezmann.

Com a desvantagem no placar, a Croácia se mandou à frente,  tão logo se deu o segundo tempo. E se expôs aos contra-ataques. Num deles, brilhou o talento de Pogba. Aos 13’, da sua intermediária, ele acionou o veloz Mbappé na direita, que chegou à ponta e cruzou a Griezmann. Marcado, ele rolou a Pogba, que tinha corrido até a entrada da área, para concluir a jogada que iniciou. O clássico meia bateu de direita, a bola rebateu na zaga e voltou para ele chapar de pé canhoto, à direita do gol.

Time experiente e acostumado às adversidades, a Croácia sentiu o golpe. E passou a oferecer ainda mais espaços em seu campo defensivo. Aos 19’, após uma boa arrancada do lateral-esquerdo Hernández, Mbappé bateu de fora da área e entrou para a história numa bola defensável, mas aceita pelo goleiro Subasic.

Quando tudo parecia definido, a conhecida arrogância francesa pregou uma peça. Em bola fácil atrasada pelo zagueiro Umtiti, aos 23’, o goleiro Lloris tentou driblar Mandzukic diante do seu gol. E pagou pelo erro, mas não o suficiente para alterar o resultado final: França 4×2 Croácia

Após o jogo, Griezmann foi eleito o melhor jogador da partida. Mbappé recebeu o prêmio de melhor jogador jovem do Mundial. Com igual justiça, ainda que não tenha brilhado na final, Modric foi escolhido melhor jogador da Copa.

Campeão pela França como jogador em 1998, quando levantou a taça dentro de casa, na condição de capitão daquele grande time, Deschamps hoje foi campeão novamente como técnico. Igualou a façanha do alemão Beckenbauer e do brasileiro Zagallo. Mas superou a ambos no caráter histórico da conquista: ser vencedor na Rússia que derrotou Napoleão.

E depois choveu a balde em Moscou.

 

 

Este post tem 2 comentários

  1. Juízes errando.Inadimissivel .

  2. Sensacional esse VAR, é usado seletivamente, a bel-prazer de alguém (quem?), e ainda serve para descorrigir acertos e forçar erros (o penalty nessa final foi absolutamente patético).

    A sorte é que a seleção prejudicada foi a Croácia e não alguma seleção poderosa dentro dos corredores da FIFA. Assim, ninguém fala sobre essa arbitragem vergonhosa, e os que falam o fazem com suavidade e não com a aspereza que tal arbitragem merecia contra ela. Uma final de Copa que evidencia o fracasso que é o VAR por ser aplicado de forma equivocada.

    A França, mais uma vez, sai beneficiada em erros em lances vitais e escandalosos.

    A Croácia, equipe mais legal e aguerrida da Copa (e melhor tecnicamente que a França), viu ser-lhe roubada a hipótese de ser campeão. Foi pena mesmo a melhor seleção da Copa, a Bélgica, não ter passado à final. Bélgica e Croácia teriam feito a final mais justa, digna e, provavelmente, sem arbitragem tão tendenciosa.

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