Opiniões

Rafael, Wladimir e Joílson Barcelos: 2020 de Campos começa em 2018

 

 

2020 começa em 2018

A pouco mais de dois meses da urna, a campanha ainda não começou. Mas não é segredo que a disputa entre as pré-candidaturas a deputado federal de Wladimir Garotinho (PRP) e Marcão Gomes (PR) será uma prévia para dois anos depois, no pleito para prefeito de Campos. E nesta balança ainda pode pesar outro pré-candidato a federal: Marcelo Mérida (PSD). Wladimir, se eleito, se cacifa naturalmente para disputar a sucessão de Rafael Diniz (PPS). Antes de tentar se reeleger, o prefeito será testado na tentativa de eleger Marcão a federal. Já Mérida, se eleito, pode trazer um terceiro nome à disputa da Prefeitura em 2020: Joílson Barcelos.

 

Wladimir x Marcão

Com penetração em todo o Estado do Rio, governado por seu pai e depois por sua mãe, Wladimir parece ser o pré-candidato local com melhores chances de conquistar um mandato na Câmara Federal em 2018. Conhecido pela capacidade de trabalho, mesmo antes de se tornar presidente da Câmara Municipal de Campos, Marcão está empenhado em se eleger. Mas será muito difícil superar o filho do casal Garotinho no total de votos. É em Campos que ele brigará para ter uma votação superior como deputado federal, o que seria uma prova de força não só de sua capacidade eleitoral, mas do prefeito Rafael.

 

Joílson com Mérida

Já Marcelo Mérida correrá por fora na briga entre os dois principiais grupos políticos da cidade. Egresso da presidência da Federação Fluminense das Câmaras de Diretores Lojistas (CDLs), ele também se empenhou bastante em reuniões com empresários pelos municípios do Norte e Noroeste Fluminense. Em quase todas foi acompanhado de Joílson Barcelos, presidente da CDL-Campos e empresário de destaque na cidade. Segundo Mérida revelou em entrevista à Folha publicada (aqui) em 3 de setembro de 2017, sua pré-candidatura a federal faz parte de um planejamento das CDLs para 2018 em todo o Estado.

 

O nome

Naquela entrevista do ano passado, onde assumiu integrar um projeto de poder dos lojistas, Mérida foi diretamente indagado: “E se a classe produtiva quiser a Prefeitura de Campos?”. Ao que respondeu: “Eu acho que a gente tem outros nomes”. Dentro deles, Joílson é sem dúvida um de grande potencial. Empresário exitoso no competitivo setor de supermercados, consegue enfrentar e vencer a concorrência com redes maiores, vindas de fora. Gera muitos empregos, inclusive para pessoas com necessidades especiais. E compra de agricultores familiares do município, no qual tem seu comércio espraiado em vários bairros e distritos.

 

CDL e Rafael

Num momento em que a população está desencantada com os políticos e passa a valorizar a experiência de administradores de sucesso para cargos executivos, Joílson parece um bom produto. Também tem defeitos, como a falta de articulação verbal, ou de traquejo na política além da classista. Mas tem promovido de fóruns de discussão na CDL, em busca de soluções econômicas para Campos, em parceria com entidades afins como Firjan, Acic e Carjopa. Cresce no espaço deixado pelo governo Rafael, que pegou uma Prefeitura falida pelos Garotinho, mas ainda não conseguiu imprimir uma marca administrativa. E espaço vazio é espaço ocupado.

 

Recordar é viver

Certo que, numa democracia, a tendência de qualquer governo ensimesmado é ofertar espaços aos adversários já postos e ainda potenciais. E achar que o debate político real só ocorre para as urnas de dois em dois anos ou na Câmara, com suas demandas fisiológicas de sempre, é um vício perigoso. Na administração Arnaldo Vianna — talvez ainda a mais popular da história recente de Campos —, quando o prefeito percebeu um movimento da sociedade civil organizada para discutir o futuro da cidade, como a CDL tem feito em seus fóruns, a resposta veio rápida na criação do Fundecam.

 

Sob observação

Até 2020, quem nele mira desde 2018 deve ter seu entorno observado. Rafael tem uma equipe jovem, talvez vítima da soberba de quem venceu 2016 em turno único. Já teve quase dois anos para tomar pé da situação. E precisa usar os dois à frente para fazer mais do que sanear contas e criticar quem as quebrou. Wladimir tem como pai e mãe os responsáveis pela quebra. Por sua vez, entre colaboradores próximos, Joílson tem o DNA do garotismo. É o caso de Orlando Portugal, Wainer Teixeira, Mauro Silva, Sérgio Cunha e do próprio Mérida, ex-secretários de Rosinha. Não dá para negar isso, mesmo que provavelmente vá negar seu interesse em ser a terceira via de 2020.

 

Publicado hoje (29) na Folha da Manhã

 

Este post tem 8 comentários

  1. Já fui simpático ao grupo de Garotinho, hoje não mais. A maneira dele fazer política é ultrapassada. Ninguém pode negar que se trata de um cara inteligente, mas sua sede pelo poder cava sua própria cova.
    Já Wladmimir apesar de carregar o DNA, tem bom trânsito com todos. Na minha opinião vai se eleger com folga, mas não digo o mesmo de Marcão, que está queimado pela péssima gestao de Rafael, gestão essa cheia de orgulho impetrada na galerinha jovem que nomeou e pouco se tem de experiência em adm pública. Rafael cavou sua própria cova mediante ao orgulho e imperícia. Se mostrou inclusive uma pessoa vingativo tanto quanto Garotinho.

    Já Mérida precisa trabalhar mais, pois contar somente com votos de CDL etc não vai. Precisa fazer alianças políticas. Teria meu voto a princípio, pois vai lutar pelo empresariado.

    Joilson prefeito? Hum, não sei ainda. Seu sucesso vai depender de seus adversários políticos. Se fosse só com Rafael ele ganharia com folga, mas vai concorrer com jovens talentosos como Caio Viana e Wladmimir.

    Mas uma coisa não se pode negar : A gestão Diniz se mostrou totalmente incoerente com tudo que ele pregou. Sua equipe apesar de bem intencionada, pouca ou nenhuma experiência tem para administrar uma cidade problemática como é Campos.

    1. Rafael pode não estar fazendo um grande governo. Mas só ingenuidade ou má fé para olhar para trás e achar opção melhor em 2016. Você chama Caio Vianna de de “jovem talentoso “, mas ele não esperou nem acabar o primeiro turno para se vender a Garotinho e fazer dobrada com Chicão no debate na InterTV. Esse filhinho da mamãe mimado é tão vazio que nem conseguiu o apoio do seu pai, o ex-prefeito Arnaldo Vianna. Por isso ficou conhecido como Pastel de Vento. Gosta da balada e só acorda meio-dia. Pergunta o Gil Vianna e Marcos Bacellar que tinham que obrigar ele a acordar para fazer campanha.

  2. Eleger Wladimir deputado não é coisa impossível. Afinal mesmo com a desgraça deixada por Rosinha e garotinho em Campos, infelizmente ainda tem muitos idiotas que acompanham essa quadrilha e dá para eleger alguém dessa turma. Se fosse uns tempos atrás, elegeram com um caminhão de votos, nas hoje só pro gasto. Vide eleições anteriores que mesmo com garotinho ex governador, ex deputado, Rosinha ex governadora e prefeita, os votos que ele teve em Campos e região norte/noroeste.

  3. so derrota nao salva um

  4. so candidato ruim

  5. O Sr. Prefeito esta sendo um excelente cabo eleitoral para a oposição. Seu nível de rejeição com a população e bastante significante.

  6. FEIJÓ DEVERIA ANALISAR O QUE FOI FEITO ESTAÇÃO FERROVIÁRIA CAMPOS/RJ!!!!! ISSO É INADMISSÍVEL !!!!

  7. Feijó está igual a Pudim se são o que são hoje agradece a Garotinho que foi seu padrinho na política o meu voto para federal é para Wladimir,Marcão estou fora

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