Opiniões

Alexandre Buchual — A questão do DNA na discussão do aborto

 

 

Capaz de diagnosticar doenças, ou reconhecer indivíduos a partir de material obtido de fragmentos de pele, fios de cabelo ou, até mesmo, uma mísera gota de saliva. Os exames de DNA se popularizaram com os programas de TV. Sejam as séries policiais investigativas ou os popularescos e de gosto duvidoso exames de paternidade. O DNA empresta a cada um de nós sequência única de informações, repetida apenas em casos de gêmeos univitelinos. Nenhuma outra pessoa no mundo terá seu DNA repetido, excetuando-se, como dito, os gêmeos idênticos.

A descoberta do DNA em 1953 descortinou todo um novo mundo aos olhos dos cientistas. As pesquisas de doenças e seus tratamentos têm avançado muito. O mapeamento genético tem permitido o aconselhamento quanto a estilo de vida. E até tratamentos mais invasivos vem sendo discutidos e propostos a pacientes com risco ampliado para o desenvolvimento de doenças graves.

No campo forense muitos crimes podem ser, e o têm sido, elucidados quando há técnicas e equipamentos adequados disponíveis. De outro lado, muitas vidas têm sido salvas. Há relatos o bastante de sentenças de morte sendo revistas e indivíduos que cumpriam condenação sendo inocentados para que estas penas sejam repensadas nos países que as aplicam.

O DNA é uma marca de vida individualizada tão forte que mesmo o feto no ventre de sua mãe possui sua própria sequência. Todos as pequenas células da mãe possuem o DNA materno, mas o bebê, não. O feto possui sequência única, diferente da sequência do pai e da mãe. Já seria argumento suficiente para que nenhum desses inocentes estivesse no corredor da morte.

 

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