Opiniões

Campanha de Haddad tenta se pintar do Brasil que cedeu a Bolsonaro

Desde ontem era possível notar nas redes sociais que parte dos anúncios de campanha de Haddad trocou o vermelho do PT pelas cores nacionais: verde, amarelo e azul. Hoje, foi anunciado que, com a entrada de Jaques Wagner na campanha, até a imagem e o nome de Lula foram retirados da propaganda petista no segundo turno.

Wagner é ex-governador da Bahia, pela qual se elegeu senador no dia 7. A votação que ele deu a Haddad no Estado foi a principal causa para Bolsonaro não ter liquidado a fatura ainda no primeiro turno. Antes, o líder baiano havia sido a única voz do PT que ousou questinoar os ditames Lula, ao buscar a aliança do partido com a vice na chapa de Ciro Gomes.

As manifestações femininas do “#EleNão” de 29 de setembro levaram muitas cores às ruas e praças do país, mas nenhum verde, amarelo ou azul. Na Praça São Salvador, o único manifestante que apereceu com uma bandeira do Brasil chegou a ser confundido com eleitor de Bolsonaro — que aumentou consideravelmente seu voto entre as mulheres após o evento.

Por arrogância, ressentimento e desinteligência, a oposição a Bolsonaro abriu mão das cores da bandeira nacional para os militantes do capitão. E, segundo as urnas revelaram, deixaram junto o Brasil. Mesmo que Haddad agora consiga reunir o apoio de Ciro, Marina Silva e Fernando Henrique Cardoso, tudo indica que é tarde demais para recuperar o país. O caminho parece bem mais longo que o próximo dia 28. E certamente mais difícil.

Na dúvida, a pesquisa Datafolha hoje divulgou (aqui) sua primeira pesquisa para o segundo turno presidencial. Contabilizados os votos válidos, deu: Bolsonaro 58% x 42% Haddad.

 

Este post tem um comentário

  1. Brincadeira agora quer trocar de cor , tem que trocar é tudo o nome do partido todos políticos do partido começando por Lula ele foi tão bom que não conseguiu se reeleger a prefeito de São Paulo isso com o PT governando o País, dia 28 é 17 até a Vitória

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