Opiniões

Alternativas em debate para a eleição a prefeito de Campos em 2020

 

 

Do IFF a 2020?

Desde antes das eleições nacionais e estaduais de outubro deste anos, o prefeito Rafael Diniz (PPS) e o agora deputado federal eleitor Wladimir Garotinho (PRP) já eram considerados nomes certos à disputa do governo de Campos em 2020.  Na edição de domingo (16), em artigo nesta página de opinião, o diretor de redação da Folha, Aluysio Abreu Barbosa, lembrou que pode haver espaço a nomes alternativos na disputa de daqui a dois anos. Em sua coluna na página 6 da mesma edição da Folha, o jornalista Saulo Pessanha citou um desses nomes: o do reitor do Instituto Federal Fluminense (IFF), professor Jefferson Manhães de Azevedo.

 

Reeleição em 2019

Procurado pela coluna, Jefferson não negou, nem confirmou a possibilidade. Mas revelou que a única coisa que existe neste sentido são conversas informais. Ele admitiu, no entanto, que foi procurado por um importante parlamentar fluminense para se lançar a deputado estadual em 2018. Mas declinou da sondagem e afirmou que seu único objetivo eleitoral agora é consolidar seu nome no IFF, instituição de ensino mais importante da região, para tentar se reeleger como reitor. A eleição na escola deve ocorrer no segundo semestre de 2019. Antes de ocupar a reitoria, Jefferson já tinha sido eleito e reeleito diretor do campus Campos-Centro.

 

Ao lado de Haddad

No segundo turno da eleição presidencial, o nome de Jefferson ganhou certa projeção nacional. Em 19 de outubro, em evento no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, ele representava o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação (Conif), quando foi filmado ao lado do então candidato do PT a presidente, Fernando Haddad. As imagens foram veiculadas em telejornais do país. Apesar de admitir ter votado em Haddad nos dois turnos, Jefferson garantiu que sua presença ali foi meramente institucional. E que Jair Bolsonaro (PSL) também foi convidado ao evento, mas não aceitou por motivos de saúde.

 

Governo Rafael

Além dos votos em Haddad, o reitor do IFF teve no PT sua única militância partidária, ao qual se filiou em 1993. Mas disse não participar de atividades partidárias há 12 anos. Jefferson reconhece que Rafael herdou dos Garotinho uma Prefeitura em estado falimentar, mas acredita que o atual governo peca na comunicação destes problemas à população. Ele também fez críticas a remédios amargos, sobretudo o corte de programas sociais como a passagem a R$ 1,00 e o Restaurante Popular. E lembrou que o substituto deste, o Centro de Segurança Alimentar e Nutricional (Cesan), nome infeliz na criatividade, ainda não está funcionando.

 

Outros nomes

Além de admitir que sua lembrança para 2020 é informal, a ligação do reitor do IFF com o PT não ajuda no tempo em que o antipetismo acabou de eleger Bolsonaro presidente. Ademais, outros dirigentes do que hoje é o IFF colheram experiências eleitorais fracassadas na política partidária. Mas o nome de Jefferson não é o único a ser hoje lembrado. Os deputados estaduais eleitos Gil Vianna (PSL, legenda de Bolsonaro) e Rodrigo Bacellar, que acabou de assumir a presidência municipal do SD em evento prestigiado, também são aventados. Como Saulo escreveu: “Política é assim, acaba uma eleição e já começa a se discutir a seguinte”.

 

Cruel

Crueldade sem limites. Talvez assim possa ser definido o caso da cadelinha Lili, espancada e morta na frente de uma família em São Francisco de Itabapoana. Como não podia deixar de ser, pela violência e pela dor da senhora, que chorava desesperadamente com o corpinho do animal no colo, o caso gerou revolta. No último dia 28 de novembro, outro caso grave ganhou repercussão nacional, quando um segurança espancou um cachorrinho, que acabou morrendo. O Senado já aprovou a alteração da lei que pune com mais rigor autores de maus tratos a animais. A bola, agora, foi passada para a Câmara Federal.

 

Festa de Natal

Mais de 200 crianças acolhidas em abrigos fiscalizados pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Rio participaram, ontem, de uma grande festa de Natal na Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da capital. As crianças acompanharam apresentações de dança e receberam presentes do Papai Noel. A comemoração foi possível, após a união da 1ª e da 2ª Vara da Infância, como destacou a juíza Glória Heloíza. No comando da organização da festa, o juiz campista Pedro Henrique Alves, titular da 1ª Vara de Infância, Juventude e Idoso da Capital.

 

Com Suzy Monteiro

 

Publicado hoje (18) na Folha da Manhã

 

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