Opiniões

Investigação do sequestro de empresário desmente boatos de Garotinho

 

Suspeito de autor intelectual do sequestro de Cristiano Tinoco, seu amigo José Maurício Ferreira dos Santos foi preso hoje em sua residência (Foto: Verônica Nascimento – Folha da Manhã)

 

 

Com a operação Avaritia (em latim: cobiça) da Polícia Civil, que hoje amanheceu o dia (aqui) efetuando três prisões em Campos, parecem ter se encerrado as investigações do sequestro e cobrança de R$ 200 mil de resgate do empresário Cristiano Tinoco. Ele foi abordado na rua, chamado pelo nome por dois homens em um carro, em 3 de dezembro. Após pegarem outro homem na Estrada do Contorno, os quatro foram até à casa do empresário, onde sua esposa chegou e também foi feita como refém. Sem encontrarem nada na casa, os bandidos só soltaram o casal após Cristiano conseguir que um amigo levasse até eles a quantia de R$ 200 mil, exigida como resgate.

Dois suspeitos, que teriam participado da ação, já haviam sido presos anteriormente. Hoje foram presos mais três. Um deles, suspeito de ser o autor intelectual do sequestro, é o empresário José Maurício Ferreira dos Santos. Ele era amigo próximo de Cristiano. Preso hoje em sua residência, no condomínio Sonho Dourado, atrás do Shopping Estrada, José Maurício teria fornecido as informações pessoais usadas no sequestro. Uma pergunta feita por ele, no convívio com Cristiano e depois repetida por um dos bandidos na ação, sobre um relógio Rolex, levantaram as primeiras suspeitas, que teriam sido confirmadas pela investigação.

Como todas as informações, inclusive passadas pelos suspeitos presos, confirmam a versão inicial do resgate de R$ 200 mil levado à casa de Cristiano por um amigo, caem por terra as especulações feitas por um perfil ligado ao ex-governador Anthony Garotinho (PRP). Nas redes sociais, chegou a afirmar em 6 de dezembro que os bandidos teriam encontrado R$ 1,8 milhão na casa do empresário. Essas informações falsas tinham como objetivo tentar explorar politicamennte o caso, já que Cristiano é irmão do também empresário Cesinha Tinoco, chefe de gabinete do prefeito Rafael Diniz (PPS). Com a operação de hoje, todos os suspeitos do sequestro tiveram o mesmo destino do ex-governador, que já foi preso três vezes.

Assim que o inquério policial for concluído, poderá se passar à denúncia do Ministério Público e, se for o caso, ao julgamento. Até lá, vale a presunção da inocência e não se pode falar em culpados. Mas a operação de hoje, após investigações que levaram até Minas Gerais e Bahia, para a prisão de um dos suspeitos, parece ser um grande trabalho policial. Hoje titular da 146ª DP de Guarus, ficam os parabéns ao delegado Pedro Emílio Braga e sua equipe.

 

Leia a cobertura completa do caso na edição desta sexta (25) da Folha da Manhã

 

Este post tem um comentário

  1. Este político com “n” denúncias, as mais absurdas possíveis, devia manter sua boca fechada. Se assim fizesse, não sairia tanta podridão de sua latrina! Sempre se mete, está sempre tendo que apelar para recursos protelatórios, mas se mija de medo da cadeia.

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