Opiniões

Ponte entre Rafael e Witzel e a demanda diária do ponto biométrico

 

 

Ponte entre Rafael e Witzel

Como o blog Opiniões noticiou (aqui) na noite de ontem, logo após o fato, Marcão Gomes e Abdu Neme (ambos do PR) se reuniram no Rio com o vice-governador Claudio Castro (PSC) e o secretário estadual de Saúde Edmar Santos. Na pauta, parcerias para Campos com o governo estadual Wilson Witzel (PSC) nas áreas de Saúde e Desenvolvimento Humano e Social. A última pasta no governo Rafael Diniz (PPS) está com Marcão desde 15 de fevereiro. Já Abdu assume a secretaria e a Fundação Municipal de Saúde nesta quinta (21). As nomeações dos dois foram antecipadas (aqui e aqui) pela Folha.

 

Elemento Brazão

Quem também participou da reunião de ontem no Rio foi o empresário e deputado estadual Pedro Brazão. Do mesmo PR de Abdu e Marcão, ele é irmão do ex-deputado Domingos Brazão (MDB), conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), após chegar a ser preso na operação Quinto do Ouro, em 2017. Mais recentemente, em 21 de fevereiro deste ano, Domingos teve um mandado de busca e apreensão na sua residência, durante as investigações da Polícia Federal sobre o assassinato da ex-vereadora carioca Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes.

 

Trovadas na Lapa

Abdu é aliado antigo de Domingos Brazão, como já foi de Garotinho. O vereador foi responsável por boas votações do ex-deputado estadual em Campos. A entrada de Abdu e Marcão na Prefeitura visa dar mais pragmatismo ao governo Rafael, que disputa a reeleição de 2020. A reunião de ontem deve gerar parcerias importantes ao município. E não foram ainda detalhadas para esperar a reação dos Garotinho, que também tentam ser parceiros de Witzel. As trovoadas por conta (aqui) da aproximação do grupo do prefeito com os garotistas Paulo Hirano (PR) e Edson Batista (PTB) podem voltar a roncar.

 

Charge do José Renato publicada hoje (20) na Folha

 

Ponto biométrico

Promessa de Rafael, refeita em entrevista publicada na Folha em 30 de dezembro, o ponto biométrico para os servidores municipais está muito perto de ser instalado. E provas da sua necessidade são dadas diariamente, em prejuízo da população, sobretudo a que mais depende dos serviços públicos. Como a manchete de capa desta edição noticia, na tarde de ontem, dos cinco médicos escalados para o plantão na nova pediatria do Hospital Geral de Guarus (HGG), apenas um apareceu para trabalhar.

 

Cinco pagos, um presente

Sobre a ausência no atendimento médico às crianças da população mais carente do município, a Prefeitura informou que os salários dos profissionais da Saúde estão em dia, assim das outras categorias. E que um procedimento administrativo será aberto. O rosto do drama diário foi ontem descrito por Misael de Souza, de 29 anos. Morador de Custodópolis, ele foi ao HGG buscar atendimento ao seu filho de adois meses, que evacuava sangue: “São cinco plantonistas escalados, mas só um presente. O hospital deve verificar a conduta desses profissionais”.

 

Em campo

Depois do brutal massacre de Suzano, o Exército vai ajudar o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil a aprimorar seus mecanismos de investigação de crimes cometidos com a ajuda da internet. Na próxima semana, haverá uma reunião entre estes órgãos para discutir ferramentas e ações conjuntas que possam prevenir ataques terroristas orquestrados com uso da web — e mais especificamente da Deep Web, a Internet que não é indexada por mecanismos tradicionais de busca como o Google.

 

Sem preparo

O Exército admite que a Polícia e o MP não contam com ferramentas para investigar este tipo de crime. O Setor de Inteligência, seguido pela Polícia Federal, seriam as autoridades com mais know-how e recursos para investigar e prevenir essas práticas criminosas. A propósito, o procurador Paulo Marcos Lima demonstrou pessimismo quanto a ocorrência de novos ataques no país. “A tendência natural é que ocorram mais casos em virtude de problemas homofóbicos, racistas ou religiosos. Uma ameaça coordenada por radicais brasileiros com auxílio de estrangeiros não é descartada. Não somos esta ilha do samba e do carnaval”.

 

Com Paulo Renato Porto

 

Publicado hoje (20) na Folha da Manhã

 

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