Opiniões

Witzel vem a Campos em maio e ministra da Agricultura será convidada

 

 

Witzel volta a Campos

Como governador, Wilson Witzel (PSC) esteve apenas uma vez em Campos. Foi em 15 de janeiro, na inauguração (aqui) da nova sede do Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad). Agora, o governador tem data para voltar: 17 de maio. Ele virá participar da abertura do RioAgro Coop, na sede agrícola da Coagro, em Sapucaia. O evento marcará a abertura oficial da safra de cana 2019/2020 e será realizado com a Organização das Cooperativas do Brasil no Estado do Rio (OCB-RJ), em conjunto com a Coagro, com organização do Fatore e apoio do Grupo Folha (Folha da Manhã, Folha1, Folha FM, Plena TV e Inter TV).

 

RioAgro Coop

Presidente do Sistema OCB-RJ, Vinícius Mesquita destacou: “No Brasil, cooperativas representam 48% da produção de alimentos, com mais de 1,5 mil cooperativas no agronegócio, 1 milhão de associados e quase 200 mil pessoas empregadas”. Presidente da Coagro e do Sindicato das Indústrias Sucroenergéticas do Estado do Rio (Siserj), Frederico Paes traçou o quadro regional, ao falar da importância do RioAgro Coop com o governador Witzel em Campos: “O agronegócio da cana enfrenta dificuldades, como clima e falta de apoio, gera 5 mil empregos e R$ 300 milhões por safra, com 10 mil pequenos proprietários rurais”.

 

Semiárido

O RioAgro Coop terá representantes da iniciativa privada, universidades, poder público e produção para debater o agronegócio e sua organização em cooperativas. Serão abordados temas como agricultura familiar, bacia leiteira, irrigação, crédito rural e nova classificação do clima da região como semiárido. Nas duas últimas pautas, como a coluna informou ontem (aqui), o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) já encaminhou o projeto de lei nº 1440 à Comissão de Agricultura da Câmara Federal. Se Norte e Noroeste Fluminense forem classificados como semiárido, seus produtores terão acesso facilitado a linhas de crédito.

 

Secretários e ministra

Ontem, o secretário de Agricultura de Campos, Nildo Cardoso (DEM), e vários de pares nos municípios da região, se reuniram em Carapebus com o secretário estadual da pasta, Eduardo Lopes (PRB). Ele vem a Campos na próxima quarta (03), para outro encontro regional, na Uenf. A pauta será a retomada do programa estadual Patrulha Mecanizada, para recuperação de estradas vicinais. Um dia antes, na terça (02), como revelou em entrevista publicada (aqui) nesta edição, Wladimir levará representantes da Coagro, Asflucan e Universidade Rural à ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM/MS), que será convidada para vir a Campos no RioAgro Coop.

 

Açu em destaque

A revista Veja, na edição de 3 de abril, dedica quatro páginas a uma matéria especial sobre o Porto do Açu, em São João da Barra. Com o título “Não era só Powerpoint”, a reportagem fala sobre o empreendimento desde a apresentação pelo idealizador, o empresário Eike Batista, passando pela derrocada do Grupo X e o atual perfil do terminal, sob administração da Prumo, com foco no setor de óleo e gás. A reportagem destaca que, com a localização privilegiada na Bacia de Campos, o Açu está assumindo o protagonismo na logística do setor de petróleo que pertencia a Macaé e Vitória.

 

Mais operações

Recentemente, o Porto do Açu assinou contratos com a Petrobras e a Equinor para operações de transbordo. Se no ano passado 10% de todo o petróleo exportado pelo Brasil passou pelo terminal privado em SJB, a expectativa é de que esse número possa dobrar em 2019, chegando a 200 mil barris por dia. Na reportagem, Eike defende que o Porto do Açu “foi todo desenhado para proporcionar eficiência na veia. Não é um puxadinho como vemos em muitos portos do Brasil”. No cenário regional, todos os analistas afirmam que a retomada do desenvolvimento regional passa pelo Açu. E os números a cada dia mostram isso. Aliás, não só a retomada econômica regional passa pelo Porto, mas a do país também.

 

Impacto nacional

O CEO da Prumo, José Magela, destaca que os principais desafios agora são o de melhorar o acesso do Porto do Açu ao restante do país. “Viabilizar o escoamento do petróleo e do gás é essencial para o desenvolvimento econômico de todo o país. E aí o Cristo vai voar novamente”, diz Magela à Veja, em referência à capa da The Economist, de 2009, na qual uma das maiores publicações econômicas do mundo sinalizava para um rumo promissor da economia nacional. Só que não deu muito certo. Em 2013, o Cristo Redentor voltou para capa, mas desta vez caindo, depois de fazer um voo torto pelos céus. A população sente os impactos disso até hoje.

 

Com Arnaldo Neto

 

Publicado hoje (31) na Folha da Manhã

 

Este post tem um comentário

  1. Quero parabenizar o governador pela vinda dele em nossa cidade no dia 17 de Maio, apesar que o nosso prefeito e seu grupo politico terem apoiado Eduardo Paes ao governo do estado

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