Opiniões

Popularidade de Arnaldo ao filho Caio em 2020 oscila entre Ilsan e Edilene

 

 

Cinco dias e muitas fotos depois nas redes sociais, Caio atendeu ao convite público do pai (Foto: Reprodução do Instagram)

 

Fátima no Folha no Ar

Ontem, no dia do seu aniversário, quem deu o presente foi Fátima Castro. Entrevistada (aqui) no Folha no Ar, programa de segunda a sexta da Folha FM 98,3, ela falou da sua luta de 30 anos à frente da Associação Irmãos da Solidariedade, única casa de assistência aos soropositivos de HIV no interior do Estado do Rio. Obrigada a lidar com todos os prefeitos de Campos desde o primeiro governo Anthony Garotinho (hoje sem partido), ela elogiou Sérgio Mendes e Rafael Diniz (ambos do PPS). Considerou sua prima Rosinha Garotinho (hoje Patri) a governante mais distante da obra assistencial, e Arnaldo Vianna (hoje MDB), o mais próximo.

 

Prefeito do coração

O juízo de Fátima é compartilhado por boa parte dos campistas que consideram Arnaldo Vianna o melhor prefeito de Campos nas últimas três décadas. Racionalmente, tem que ser levado em conta que ele governou a cidade no auge dos royalties de petróleo. Os mesmos que podem ser drasticamente reduzidos, se o Supremo Tribunal Federal (STF) entender (aqui) como constitucional a nova lei de partilha de royalties aprovada no Congresso Nacional. Mas, se herdou problemas jurídicos que até hoje o impedem de voltar a se candidatar, Arnaldo parece ter conquistado um lugar no coração de quem vivou suas duas gestões municipais.

 

Recordar é viver

A popularidade de Arnaldo foi testada na eleição municipal em 2016. Enquanto ostentava o apoio do pai, o candidato Caio Vianna (PDT) chegou a liderar (aqui) as pesquisas daquela eleição a prefeito. Após perder o PDT e até o nanico PEN, em manobras que teriam sido articuladas pelo filho, Arnaldo respondeu dando seu apoio (aqui) a Geraldo Pudim (MDB). Não conseguiu transferir votos a ele, mas feriu de morte a candidatura de Caio, que sangrou até terminar o pleito na terceira posição. Na reta final, quando seu naufrágio era certo, o pedetista fez um acordo por baixo dos panos com Garotinho, na tentativa de forçar um segundo turno.

 

Tiros pela culatra

No último debate antes das urnas de 2016, na InterTV, Caio fez clara dobrada com Dr. Chicão (PR), candidato oficial do garotismo. O resultado foi a vitória de Rafael Diniz (PPS) ainda no primeiro turno. Inconformado com o resultado, Garotinho passou a apostar publicamente na anulação da eleição e na convocação de uma nova. Enquanto esses delírios duraram, Caio ainda era visto pela cidade que queria governar, criticando o novo governo. Mas tão logo os crimes eleitorais de 2016 foram comprovados pela Justiça Eleitoral contra o ex-governador, preso duas vezes na operação Chequinho, o jovem pedetista sumiu de Campos.

 

Idas e vindas

Caio voltaria a dar as caras na cidade só em 2018, quando registrou no último dia sua candidatura a deputado federal. De novo não se elegeu, mas fez boa votação (21.017 votos), mesmo criticado (aqui) pelos setores ideológicos do PDT pela falta de empenho na candidatura presidencial de Ciro Gomes. Agradeceu aos 18.900 votos que teve em Campos desaparecendo outra vez da cidade, onde voltaria a morar só há pouco mais de um mês. Neste período, não procurou o pai, até que este deu uma entrevista à Folha, publicada (aqui) no último dia 7. Nela, Arnaldo declarou publicamente que, para ter seu apoio em 2020, bastaria o filho pedir.

 

Redes sociais

O ex-prefeito repetiu a deixa em entrevista (aqui) no programa Folha no Ar do dia 9. A resposta? No mesmo dia, seu filho publicou (aqui) nas redes sociais uma foto com o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD). No dia 10, Caio publicou (aqui) outra foto, com o mesmo Pudim que, ironicamente, seu pai apoiou a prefeito em 2016. Garotinho viu e comentou (aqui), também em rede social, que Pudim foi convidado a coordenar a campanha de 2020 do pedetista, junto com a mãe deste, a ex-vereadora Ilsan Vianna (PDT). Arnaldo reagiu e, na noite do dia 11, publicou (aqui) foto com uma dissidência local do PSDB, que pretende lançar candidatura própria a prefeito.

 

Ilsan e Edilene

No dia 12, cinco após o primeiro convite público do pai, Caio finalmente se reuniu (aqui) com Arnaldo. Em sua coluna do último domingo (14), o jornalista Saulo Pessanha especulou que a estranha demora pode ter sido causada por influência de Ilsan, a quem o ex-prefeito hoje só se refere como “mãe do meu filho”. Nos bastidores, é voz corrente que o preço do apoio de Arnaldo é ter sua atual esposa, Edilene Vianna (MDB), como vice na chapa de Caio. Candidata a deputada estadual em 2016, na ocasião ela chegou a ter anunciada a dobrada com o enteado a deputado federal. Mas a coisa não parece ter dado muito certo.

 

Publicado hoje (16) na Folha da Manhã

 

Este post tem 7 comentários

  1. DR.ARNALDO INDEPENDENTE POLÍTICO EU, SEMPRE SEREI ARNALDO PORQUÊ?TEM SINCERIDADE Á POPULAÇÃO CAMPOS/RJ E AQUELAS PALAVRAS ERRADAS EM MOMENTO ELEITORAL PODE TER SIDO ALGO………….

  2. DR.ARNALDO TAMOS JUSTOS

  3. DR.ARNALDO TAMOS JUSTOS

  4. Quem só lembra de morar em Campos em véspera de eleição pode querer governar Campos? Caio não consegue governar nem sua própria vida. É um playboy que nunca trabalhou na vida e só acorda depois de meio-dia.

  5. Caio prefeito e Dr. Arnaldo secretário de Saúde…Ilsan promoção social…eu apoio…

    1. Ilsan no governo dá ou tira voto? E Edilene de vice? Campos não merece!

  6. Nunca teve um emprego e quer começar sendo prefeito de Campos. Eu não Caio nessa.

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