Opiniões

Pluralidade e trabalho coletivo levam sucesso do jornal às ondas do rádio

 

 

História de liderança

Nascida em 8 de janeiro de 1978, a Folha da Manhã demorou dois meses para se tornar o jornal mais vendido de Campos e do Norte Fluminense. E manteve a posição nos 41 anos seguintes. Não faltaram tentativas de ameaçar essa liderança, algumas usando artifícios pouco republicanos. No último dia 5 de abril, o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) denunciou (aqui) que seu ex-aliado Anthony Garotinho (hoje, sem partido), quando era governador, usou dinheiro de propina da caixinha da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) para montar em Campos o jornal O Diário.

 

Do jornal às rádios

A liderança do jornal que resistiu, batiza o grupo de comunicação. E foi ecoada recentemente nas ondas do rádio. Em setembro do ano passado, em Macaé, a rádio AM do Grupo Folha mudou em setembro de 2018 para FM, adotando o nome Rádio Hits 99,7. E rapidamente se tornou líder do mercado na Princesinha do Atlântico. Fruto da mesma migração de AM a FM, no último dia 28 de março, aniversário de Campos, nasceu a Folha FM 98,3. E, segundo o ranking da Radio.com, que mede a frequência das rádios no Estado e no país, ela já lidera (aqui) a audiência de abril no município. Não só entre as FM, mas também as AM.

 

Folha no Ar

O carro chefe da programação da Folha FM é a 1ª edição do Folha no Ar. Sempre de 7h às 8h30, de segunda a sexta, é ancorado pelo locutor Marco Antônio Rodrigues, com a bancada fixa formada ainda pelos jornalistas Arnaldo Neto e Aluysio Abreu Barbosa. Sua segunda edição ocorre nos mesmos dias da semana, entre 18h10 e 19h, capitaneado pelo radialista Cláudio Nogueira, gerente da emissora. Os dois programas trazem comentários das notícias do dia e entrevistados. O da manhã de ontem foi o deputado João Peixoto (DC), que contou (aqui) um pouco da sua história política de seis mandatos na Alerj, após ter sido vereador em Campos.

 

João Peixoto

O entrevistado falou da sua luta pela Ponte da Integração, entre São João da Barra e São Francisco de Itabapoana. De entrega prometida e adiada várias vezes no governo Luiz Fernando Pezão (MDB), hoje preso, a obra teve a conclusão herdada pelo governador Wilson Witzel (PSC). O experiente parlamentar também projetou as eleições à Prefeitura de Campos em 2020. Embora mantenha contatos com pré-candidatos anunciados como o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), os estaduais Gil Vianna (PSL) e Rodrigo Bacellar (SD), além de Caio Vianna (PDT), João costura sua aliança com o prefeito Rafael Diniz (PPS).

 

Repercussão

Importante elo no apoio de João à reeleição de Rafael é o vereador governista Jorginho Virgílio (PRP), liberado pelo prefeito para trabalhar em 2018 na reeleição do deputado. Este projetou a migração de Jorginho ao seu DC, mas não aposta que os também vereadores José Carlos e Cláudio Andrade fiquem na legenda. Postado ao vivo na página da Folha FM no Facebook, o vídeo da entrevista de Peixoto tinha alcançado mais de 12,8 mil pessoas até a noite de ontem, com mais de 1,4 mil visualizações. O convidado do Folha no Ar da manhã de hoje é (aqui) o juiz Heitor Campinho, titular da 1ª Vara de Família e coordenador do Fórum de Campos.

 

Campos a SJB

As eleições à Prefeitura de São João da Barra também estiveram na pauta da entrevista com João Peixoto. Ele não teve dúvida a cravar seu apoio à reeleição de Carla Machado (PP). E foi lembrado que, antes das urnas de 2020, deve estar o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da Machadada, que já condenou a prefeita em primeira e segunda instâncias. Segundo fontes, o fato da ressalva ser posta aos políticos entrevistados no Folha no Ar tem incomodado Carla. Assim como parece incomodar a seus opositores o fato do microfone da Folha FM sempre ressaltar o óbvio: no voto, a prefeita sanjoanense é pule de 10.

 

Trabalho coletivo

Não se pode negar que Carla é favorita à reeleição. Nem ignorar que no meio do caminho pode haver o TSE. Ser atento às duas perspectivas é colocar o interesse público acima dos interesses do público. A melhor resposta deveria ser dada pela própria prefeita sanjoanense, convidada mais de uma vez ao Folha no Ar. Essa pluralidade parece ser a causa do sucesso, da Folha da Manhã à Folha FM de 41 anos depois. E dele são responsáveis cada profissional da rádio e da redação do jornal. Como lecionou em vida seu fundador, Aluysio Cardoso Barbosa, cuja imagem e exemplo referenciam esta coluna: “jornalismo é trabalho coletivo, ou nada”.

 

Publicado hoje (23) na Folha da Manhã

 

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