Opiniões

Após votar contra Reforma da Previdência, Wladimir defende professores no destaque

 

 

Após votar contra (aqui) o texto-base da Reforma da Previdência, aprovado na quarta (10) na Câmara Federal, por 379 votos  131, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) corre atrás do prejuízo na votação dos destaques do projeto do governo Jair Bolsonaro (PSL). Na apreciação de possíveis mudanças à Reforma nesta sexta-feira (12), o parlamentar de Campos votou “sim” ao destaque que beneficiava os professores. A alteração, contida em emenda do PDT, reduz a idade para aposentadoria dos docentes da educação básica. Vários outros destaques, que são sugestões de alteração ao texto original da proposta, foram analisados desde a quarta-feira (10).

Wladimir explicou que a aprovação de destaques é fundamental para melhorar o texto-base da Reforma da Previdência, que teve voto contrário do deputado. “Eu fui um dos dissidentes do partido na votação do texto-base, de forma muito respeitosa. Um dos motivos foi exatamente essa transição proposta aos professores que no meu modo de entender estava muito dura”, explicou ele, que votou favorável a alguns destaques ao texto-base e contrário a outros.

Para Wladimir, a aprovação da mudança para os professores ameniza a situação esse profissional tão importante para o Brasil. “Então, para corrigir esse equívoco e honrar os heróis professores desse país, eu vou encaminhar ‘não’ é o texto e ‘sim’ ao destaque do PDT. E mesmo assim tenho que reconhecer que transição e ficou muito aquém do que os professores merecem”, disse em seu encaminhamento no Plenário da Câmara.

Destaques

Desde a última quarta-feira, vários destaques ao texto-base da Reforma da Previdência estão em análise pelos deputados federais. Wladimir Garotinho, como ele mesmo tinha registrado anteriormente, votou pelo fortalecimento dos trabalhadores mais vulneráveis e que precisam de proteção social. “Minha posição em relação à Reforma da Previdência seguiu minhas convicções e, principalmente, meus compromissos em buscar ações que levem o país ao desenvolvimento econômico, sem abandonar a proteção dos mais vulneráveis”, comentou.

Dentre os destaques apoiados pelo deputado Wladimir estão os que garantem renda da viúva ou viúvo de, pelo menos, um salário mínimo; proteção à maternidade, especialmente à gestante; a diminuição para a mulher da aposentadoria integral de 40 anos para 35 anos. Além disso, uma das emendas aprovadas permite para os homens diminuição de 20 para 15 anos o tempo mínimo de contribuição. O deputado de Campos votou contra o destaque que alterava o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Outra emenda aprovada, com apoio de Wladimir, diminuiu a idade exigida para aposentadoria de policiais federais, policiais civis do Distrito Federal e agentes penitenciários e socioeducativos federais, se eles cumprirem a regra de pedágio de 100% do tempo de contribuição que faltar para se aposentar. Caso cumpram esse pedágio, a idade será de 52 anos para mulher e de 53 anos para homem. Se não cumprirem o pedágio, a idade exigida continua a ser de 55 anos para ambos os sexos.

O deputado destacou também que é preciso fugir da polarização PT x Bolsonaro e votar de maneira coerente. “As coisas andam tão loucas nesse país que muitas pessoas têm dificuldade em entender que vários parlamentares não seguem os extremos e votam de maneira independente”, comentou. “Ser a favor ou contra o Brasil é totalmente diferente de seguir pessoas ou discursos fáceis. É importante o equilíbrio”, afirmou.

Com informações da assessoria do deputado

 

Este post tem 3 comentários

  1. Alguma coisa está na contra mão nesse Pais uma secretaria de uma deputada recebe aproximadamente dezesseis mil reais, enquanto um general de exercito recebe dezenove mil reais.

  2. Reforma que só favorece os “ricos” Isso sim é feita por esse “desgoverno” . Cortando dos mais pobres, para ” ajudar ” o país com ajuste fiscal. Por que não fazem uma Reforma Politica para cortar regalias dessa classe de político. Que Deveria ganhar um salário mínimo por mandato. Ai sim! Estaríamos fazendo um ajuste nas contas públicas.

    1. Cara Iris,

      É fato. A reforma manteve ainda algumas castas na sociedade brasileira: Forças Armadas, Judiciário e políticos. Mas uma reforma perfeita é a maior inimiga da reforma possível. Negar que ela era necessária é tentar tapar o sol da aritmética com a peneira da ideologia.

      Abç e grato pela participação!

      Aluysio

Deixe uma resposta para Aluysio Abreu Barbosa Cancelar resposta

Fechar Menu