Opiniões

Mérida assume PSC de Witzel na terça com Pastor Everaldo e mira Prefeitura em 2020

 

Marcelo Mérida e Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Líder lojista, Marcelo Mérida (PSD) vai se mudar oficialmente ao PSC do governador Wilson Witzel na próxima terça (13), às 15h, no auditório da Acic. A Folha já havia revelado a movimentação aqui, no último dia 24, que foi confirmada aqui, no dia 26, pelo blog. Para dar peso à filiação, o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, virá a Campos participar do evento.  Mérida deve assumir a presidência municipal da legenda no lugar do Pastor Marcos Elias. E se cacifa para ser pré-candidato do PSC a prefeito de Campos em 2020, ou para compor a chapa do também pré-candidato Wladimir Garotinho (PSD, do qual Mérida está saindo).

Ao blog, Mérida relembrou que já havia conversado duas vezes com o governador Witzel sobre sua ia ao PSC. Quanto ao pleito majoritário de 2020 em Campos, disse ser ainda cedo. E que seu objetivo é fortalecer o partido no município e na região. No entanto, adiantou que a disussão da eleição a prefeito de Campos tem que se dar em cima de projetos, não de nomes. Lembrado que este é o mesmo discurso de Wladimir, o lojista e ex-secretário municipal de Rosinha Garotinho (hoje, Patri) respondeu: “Não tenho initimidade com ele. Mas que bom que outras pessoas também estejam mais preocupadas com propostas para a cidade, do que com a dicussão de nomes”.

Outro dado que reforça a costura entre Mérida e Wladimir é o papel importante que o principal aliado político deste, o deputado estadual Bruno Dauaire (PSC), desempenhou para levar o empresário à sua legenda. Por trás disso também podem estar as críticas que o presidente da CDL/Campos, Orlando Portugal, outro ex-secretário de Rosinha e companheiro do grupo lojista de Mérida, fez recentemente ao governo Rafael Diniz (Cidadania).

Na oportunidade, Orlando colheu reação forte (aqui) do secretário municipal de Governo Alexandre Bastos: “Ao criticar (aqui) a nota do presidente da CDL, afirmei que não era manifestação técnica, mas política(…) Agora vejo que um grupo pretende migrar a uma legenda e se posicionar politicamente. Este é o melhor caminho para quem deseja um debate político. O PSC é um partido. A CDL, não”.

Também integrante do grupo lojista de Mérida e Orlando, o empresário Joilson Barcelos chegou a também se lançar pré-candidato a prefeito, em entrevista publicada (aqui) na Folha, no último dia 28. Nela, além de elogiar os Garotinho, Joilson fez severas críticas ao governo Rafael. E recebeu a resposta também dura do prefeito (aqui) no dia seguinte (29). No dia 1ª, o empresário anunciou (aqui) no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, que não se lançaria mais à Prefeitura de Campos, pelo menos não em 2020.

 

Este post tem 5 comentários

  1. Em 100 dias de gestão Witzel, poucas propostas e muitos assassinatos. Especialistas alertam que situação da área social está estagnada e criticam discurso do governador, apontado como responsável pelo aumento da letalidade policial.

    A segurança pública foi o foco de toda campanha eleitoral do governador e a pasta que mais recebeu atenção, nos primeiros meses de governo. Witzel acabou com a Secretaria de Segurança, deu mais autonomia às polícias e adotou um discurso com medidas de maior repressão.

    No entanto, os resultados são desastrosos no que se refere à garantia de direitos humanos. A letalidade policial, em 2019, é a maior dos últimos 16 anos. Apenas nos meses de janeiro e fevereiro, 305 pessoas foram mortas pela polícia no estado.

    “O que ele está propondo abertamente é ilegal. Os setores que defendem esse tipo de abordagem estão propondo uma modificação legal no Congresso, a chamada Lei do Abate. Mais cedo ou mais tarde, os policiais acusados de execução sumária, no Rio de Janeiro, vão ser julgados e as defesas deles vão dizer que estavam cumprindo ordens do governador. Vamos ver se o Ministério Público irá processar o Witzel como mandante das mortes“, questionou Ignácio Cano, sociólogo do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

    “Quando a gente olha na Constituição Federal e nas nossas leis, não existe pena de morte, e o governador está praticando a pena de morte, no chão da favela todos os dias. É um crime contra a humanidade“, criticou a deputada estadual Renata Souza (Psol), presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio.

    Passados pouco mais de 100 dias de Wilson Witzel no comando do Rio de Janeiro, a população se vê diante de um estado estagnado. Com problemas nas áreas de saúde, educação e infraestrutura, o Rio ainda vive a angústia de poucas propostas para a mudança desse quadro.

    “Nós temos um nível de paralisação há muito agoniante em relação a educação, saúde, ciência e tecnologia. As três universidades estaduais estão paralisadas. Em 100 dias temos um quadro instantâneo do que nós tínhamos em 2017 e 2018“, explicou Paulo Baía, sociólogo e cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

  2. Deputada ameaçada de morte denuncia omissão do governo do Rio e cobra Justiça. Governador Wilson Witzel foi oficiado três vezes com pedido de segurança à deputada federal Talíria Petrone, mas ignorou. Deputado Eduardo Bolsonaro ironiza pedidos.

    A deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) afirmou hoje (27) em sua conta no Twitter que vai acionar o Ministério da Justiça e Segurança Pública para verificar que providências podem ser tomadas em relação à omissão do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), em oferecer escolta à parlamentar. Talíria é alvo de ameaças de morte há mais de um ano, quando era vereadora, e, em Brasília, só tem andado com escolta da Polícia Legislativa.

  3. Mais um absurdo de Witzel: “nós vamos te matar!”
    Em mais um declaração absurda, o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSL) diz aos seus “eleitores”: “Não sai de fuzil na rua não. Troca por uma Bíblia, porque se você sair, nós vamos te matar”. Analisando a prática de seu governo, pode-ser concluir que não se refere a “eleitores”, e sim, aos seus alvos: a população negra e pobre do RJ.

    A dita frase foi deferida durante entrevista para o canal do YouTube “Na Lata”, da entrevistadora Antonia Fontenelle. Ela incitou Witzel a manda um recado para seus eleitores, seguindo da frase citada anteriormente.

    Como de costume, a justificativa de Witzel é o caos da segurança pública do estado do RJ. Mas basta lembrarmos de casos recentes, que mesmo sem um “fuzil na mão”, pessoas inocentes foram assassinadas pela política racista e de extermínio de negras e negros.

    O caso recente de um bebê de 1 mês atingido durante uma ação da polícia e que teve atendimento negado (e impedido!) pela polícia de Witzel. Ou mesmo o absurdo vídeo com o governador em um helicóptero atirando sobre a população de Angra do Reis.

  4. POLÍCIA RACISTA DE WITZEL ASSASSINA BEBÊ DE 1 MÊS E NEGA SOCORRO.

    Na última quarta-feira 31/07, moradores da Cidade de Deus, comunidade da zona oeste do Rio de Janeiro, foram acordados com tiros, uma cena que vem se tornando muito comum nos últimos meses, e que se acentua ainda mais com a política racista de Witzel e Bolsonaro. Dessa vez, lamentavelmente, a política de Witzel fez mais uma vítima, um bebê de um mês de idade que teve seu futuro arrancado pelas mãos dessa política racista e de extermínio de negros e negras.

    Witzel encara cada assassinato de trabalhadores como se fosse um troféu. Se orgulha das chacinas, fuzilamentos e assassinatos que tornam as forças repressivas cariocas as mais assassinas, vitimando quase cinco negros por dia. Naquela manhã havia ocorrido uma operação militar na Cidade de Deus, e, como é de praxe da polícia, entraram atirando indiscriminadamente, porque para Witzel e seus aliados da extrema direita e vida dos negros pouco valem.

    O relato de Sara, mãe de Benjamim nas redes sociais mostra como a política de extermínio de negros e moradores de favela de Witzel e Bolsonaro atua.

    Sara e seu marido depois de verem seu filho alvejado pelos tiros da polícia tentaram socorrer o bebê Benjamim, mas a própria polícia não deixou.

    Colocaram o caveirão no portão de sua casa e impediram que eles saíssem com o bebê para ser atendido. Foi a própria polícia de Witzel que atirou em Benjamim e não permitiu que ele fosse atendido, Sara inclusive deixou claro que a morte de seu bebê de um ano era da polícia.

    Os eleitores dessa gente não tem a menor empatia pelas vítimas.

  5. Sanguinário, Witzel faz vídeo atirando de helicóptero sobre população de Angra dos Reis.

    O governador do Rio de Janeiro, eleito pelo PSC, divulgou um vídeo de propaganda nas redes sociais onde ele o prefeito de Angra de Angra dos Reis, Fernando Brandão (PMDB) sobrevoaram a cidade de Angra dos Reis em um helicóptero da Core, atirando sobre a cidade. “Agora a bandidagem vai acabar”, afirmou o reacionário governador.

    Durante a mesma operação, uma tenda de oração de um grupo evangélico foi atingida pelos helicópteros da polícia. Esse é mais um caso onde fica bastante claro qual é política de Witzel e seu grupo ultrarreacionário para a população: extermínio da população negra e pobre do Rio de Janeiro.

    Um vídeo, divulgado pelo Governo Estadual, mostra um atirador de elite disparando rajada de fuzil contra um grupo de pessoas no alto do morro do bairro Campo Belo, em Angra dos Reis. O que eles pensavam que seriam traficantes, eram evangélicos numa tenda de oração.

    https://oglobo.globo.com/rio/helicoptero-com-witzel-bordo-metralhou-tenda-de-oracoes-em-angra-dos-reis-23648907

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