Opiniões

Carlão a reitor: “As pessoas têm que perceber que a Uenf é da cidade, é da região”

 

No Folha no Ar da manhã de hoje, os professores Juraci (esq.) e Carlão falaram das suas propostas para disputar a reitoria da Uenf (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

“Reconhecemos que a Uenf é fruto de uma luta regional, principalmente da cidade de Campos”. Foi o que lembrou o candidato a reitor da Uenf Carlão Rezende, logo na abertura da sua entrevista no início da manhã de hoje, no programa Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3. E foi complementado logo na sequência por seu companheiro de chapa, o candidato a vice-reitor Juraci Sampaio: “A Uenf hoje não está apenas em Campos, mas em 11 polos espalhados pelo Norte e Noroeste do Estado”.

No que é particular à chapa 11 “Avança, Uenf: Ciência e Sociedade”, Carlão e Juraci deram detalhes da proposta central da sua campanha: “A universidade pública brasileira vem sofrendo inúmeras investidas para alterar o seu modelo de funcionamento. A pior delas é a que pressiona pela descontinuidade das políticas de financiamento público. A nossa chapa defende a universidade pública, gratuita, de excelência e socialmente referenciada”.

Na pauta comum aos outros dois candidatos a reitor da Uenf, Raul Palacio e Enrique Medina, que serão respectivamente entrevistados no Folha no Ar destas quarta (28) e quinta (29), Carlão e Juraci falaram sobre a autonomia financeira da universidade (saiba mais aqui), o legado do seu fundador Darcy Ribeiro, a relação com o governo estadual Wilson Witzel (PSC) e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a integração do campus Leonel Brizola com Campos, as parcerias com a  iniciativa privada e o momento difícil que as universidades vivem no Brasil e no mundo, com a onda de negacionismo e ataques ao conhecimento científico.

Os representantes da chapa 11 pela reitoria da Uenf também falaram da importância simbólica da Casa de Cultura Villa Maria. Construído em 1919, pelo arquiteto italiano José Benevento, o palacete foi um presente do usineiro e engenheiro Atilano Chrysóstomo de Oliveira à sua esposa, D. Maria Queiroz de Oliveira. Conhecida como Dona Finazinha, por ter nascido no Dia de Finados, e por seu interesse na promoção de atividades culturais, ela morreu em 1970, quando deixou o prédio em testamento para que viesse a funcionar como sede da futura universidade no Norte Fluminense. Antes da instalação da Uenf em 1993, a Villa chegou a ser sede da Prefeitura de Campos.

As respostas de Carlão e Juraci sobre essa pauta comum podem ser conhecidas nos vídeos do programa ao final desta postagem, ou na edição da Folha da Manhã desta quarta. Nos dias seguintes, em rádio e jornal, o mesmo espaço será ofertado aos representantes das duas outras chapas.

A eleição começa já no sábado (31), na Fundação Centro de Educação à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cederj). E, na próxima terça (03/09), atinge seu clímax no campus de Campos, e no campi avançado da universidade em Macaé. O universo é de aproximadamente 8 mil alunos, divididos entre cerca de 300 professores, 600 técnicos e 7 mil alunos. Na definição do próximo reitor da Uenf, nos quatro anos seguintes, os votos dos professores terão peso de 70%, cabendo 15% aos alunos e os outros 15% aos técnicos.

Independente do resultado das urnas, Carlão traçou o tamanho do desafio: “A gente vai precisar de união para superar coisas que ainda vêm pela frente. E não só união não dentro da Uenf. União com o IFF (Instituto Federal Fluminense), união com a UFF (Universidade Federal Fluminense), com as outras instituições daqui. Campos tem que ter muito orgulho não só da Uenf, mas do que ela se tornou ao longo dos últimos 27 anos: o segundo polo universitário do Estado do Rio de Janeiro (…) As pessoas têm que perceber que a Uenf é da cidade, é da região”.

 

 

 

 

Leia a entrevista na edição desta quarta (28) na Folha da Manhã

 

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