Opiniões

Em assembleia médicos decretam o fim da greve na Saúde Pública de Campos

 

Assembleia dos médicos que na noite de hoje pôs fim à greve de 23 dias (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

 

Confirmando o que o blog antecipou ontem (aqui), acabou a greve dos médicos de Campos, deflagrada desde o último dia 7. A decisão foi tomada na noite de hoje em assembleia geral extraordinária da categoria, no auditório da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia.

A possibilidade parecia certa depois que ontem a 2ª Vara Cível de Campos acatou (aqui) a manifestação do Ministério Púbico Estadual e marcou uma audiência de conciliação entre todas as partes em 12 de setembro, para tentar pôr fim à paralisação. E que, também ontem, representantes da categoria se reuniram mais uma vez com o prefeito Rafael Diniz (Cidadania), seu secretário de Saúde, Abdu Neme (PR), e, pela primeira vez, com o procurador-geral do município, José Paes Neto.

A dúvida passou a existir depois que o Ministério Público Federal (MPF) anunciou na tarde de hoje ter pedido a execução imediata de uma sentença para garantir a regularização dos serviços da Saúde Pública Municipal, dada pela Justiça Federal desde maio deste ano. Era baseada em denúncia sobre a rede municipal de Saúde em 2015, ainda no governo Rosinha Garotinho (hoje, Patri). Mas era um dos pleitos atuais dos médicos, que poderiam encarar a manifestação do MPF de Campos como reforço à sua posição em um clássico conflito entre patrão e empregado.

Ao blog do Edmundo Siqueira, hospedado no Folha1 e que sempre andou à frente na cobertura do complexo caso, o procurador da República Guilherme Garcia Virgílio disse (aqui) que era “coincidência” a divulgação hoje da determinação do MPF sobre a Saúde de Campos. Mas usou a greve para endossá-lo:

— A sentença proferida não tem relação com a greve dos médicos. Porém ela (a greve) deixa claro que os problemas não foram resolvidos.

Ao que José Paes Neto, procurador do município, respondeu:

—  Qualquer pessoa que acompanha o assunto sabe que a greve não teve início por conta de condições de trabalho. Mas por conta da instalação do ponto biométrico. E por conta dos cortes de gratificações e substituições, que é sim um problema nosso, causado pela atual situação financeira do município.

Como sabe a imensa maioria dos mais de 500 mil campistas que não têm condições de pagar um plano de saúde — e outros tantos de municípios vizinhos que diariamente buscam o Hospital Ferreira Machado (HFM) como polo regional —, o fim da greve não é a solução ao problema da Saúde Pública de Campos. Como prova a cronologia do que hoje determinou o MPF, e o próprio presidente do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), José Roberto Crespo, admitiu (aqui) no último dia 9 ao programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3: “os problemas não vêm de hoje”.

A decisão dos médicos baixou a corda. É uma oportunidade para todos se sentarem e debaterem o que fazer para que ela não arrebente de vez. Sempre sobre o lado mais fraco: a população.

 

Na edição da Folha da Manhã deste sábado (31) saiba o que a população de Campos, que usa a Saúde Pública de Campos, pensa da greve dos médicos 

 

Este post tem 2 comentários

  1. Bom dia !
    só foi mexer na ferida da classe médica que eles começaram a gritar, o ponto biométrico foi sim o causador da greve , não são todos mas tem o grupo que nem vão trabalhar e recebem o pagamento , isso é um absurdo é crime com a vida daqueles que precisam , eles só pensão no dinheiro. parabéns para o MINISTÉRIO PUBLICO FEDERAL ( MPF ) quando mandou executar uma ação de 2015 do governo ROSINHA GAROTINHO que não cumpriram com vocês na época da vaca gorda e agora querem que o PREFEITO RAFAEL DINÍS faça milagre? parabéns o PREFEITO RAFAEL DINÍS , pela coragem de enfrentar esta classe de mercenário , por tanto que eles recuaram quando o MPF se manifestou.

  2. Deixa de tapar o sol com a peneira prefeito, já estamos caminhando para o terceiro ano do seu desgoverno e nada foi feito, a não ser fazer critica ao governo passado, o povo já não aguenta mais.

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