Opiniões

Roberto Dutra — O voto em Raúl e Rosana na eleição para reitoria da Uenf

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

 

Roberto Dutra, sociólogo e professor da Uenf

Eleição para reitor da Uenf: o primado da política e da ética da responsabilidade

Por Roberto Dutra

 

Eleição para reitor é o auge da democracia interna em uma universidade. É o momento político por excelência. Na Uenf, duas chapas disputam o segundo turno da eleição para a reitoria: Raúl e Rosana (chapa 10) contra Carlão e Juraci (chapa 11). Neste texto defendo o primado do caráter político da eleição e do cargo de reitor e o voto na chapa 10, de Raúl e Rosana.

Costuma-se atribuir ao ambiente universitário certa incompetência em lidar com o jogo político real que se desenvolve fora da universidade, especialmente na tarefa de construir imagem pública vigorosa da instituição como recurso de poder para os desafios políticos de defender a universidade pública em ambiente fortemente hostil, como o atual, marcado pela realização assustadora de graves ameaças ao ensino, à pesquisa e extensão. Ao reitor cabe um papel primariamente político: fortalecer, ramificar e instrumentalizar os vínculos da universidade com a sociedade como recurso de poder para construção e defesa da vida científica, pedagógica e extensionista da universidade pública. A relação com o governo do estado do Rio de Janeiro é a arena mais importante em que este papel precisa ser desempenhado, mas as relações com o público da região e com os governos local e central também importam bastante.

Todos os candidatos a reitor da Uenf, incluindo os da chapa que não foi para o segundo turno, prestam contribuições inestimáveis à nossa preciosa universidade. Ajudaram a construí-la com árduo e competente trabalho cotidiano. Academicamente, existem diferenças que podem ser ressaltadas, mas todos são professores altamente envolvidos com os problemas centrais da universidade. A disposição de professores tão positivamente reconhecidos por seus colegas em assumir a arriscada e pessoalmente sacrificante condução política da universidade deve explicar, em parte, o altíssimo comparecimento eleitoral no primeiro turno. Tenho profundo respeito e admiração por quem se arrisca e se sacrifica na política. E isso vale também para a universidade. Na universidade, existem cargos que são tipicamente de gestão científica, na qual a competência política depende diretamente da liderança científica. É o caso, evidentemente, da gestão da pós-graduação.

Mas não é o caso do cargo de reitor. O posto é primariamente de condução política. A liderança científica em si não garante as competências necessárias para a tarefa de construir e defender politicamente a universidade pública. Precisamos de bons políticos para este cargo. E acredito que o professor Raúl, um cubano apaixonado pelo diálogo e pela empatia, é a melhor opção para a condução política da Uenf nos próximos anos, que prometem exigir doses redobradas de habilidade política. O professor Raúl reúne, na minha visão, bem mais que o outro respeitável candidato, a combinação entre convicção e responsabilidade que, segundo Max Weber, caracteriza a profissão política em sua efetividade de realizar causas coletivas. Raúl pratica bem o que Weber chama de “ética da responsabilidade”, a única forma de ética capaz de ser politicamente efetiva, diferenciando-a da “ética da convicção”. Enquanto a “ética da convicção” orienta a ação exclusivamente pelo valor moral (como as causas coletivas) atribuído ao agir, a “ética da responsabilidade” combina adesão a valores com a avaliação e a responsabilidade pelas consequências previstas e não previstas da ação. Porta bem a “ética da responsabilidade” aquele político que chama para si a construção dos meios políticos — recursos de poder — necessários para realizar ou defender o bem comum, como nossa preciosa e ameaçada Uenf. No uso desta “ética” própria da política, o diálogo e a construção da empatia, na medida em que viabilizam apoio na sociedade e na esfera política, são requisitos fundamentais e não contradizem, de nenhum modo, a capacidade de enfrentamento. É somente ampliando o leque de forças sociais e política que apoiam a Uenf que se pode obter recurso de poder e capacidade de conflito.

Para isso não é preciso abrir mão de valores e causas coletivas, mas apenas não tomar a dimensão moral como referência absoluta para o fazer político, sobretudo para alianças e compromissos com quem pensa diferente. O absolutismo de valores trai a realização dos próprios valores, pois ignora as consequências da ação. É preciso que o reitor consiga dialogar com setores muito diversos da sociedade e da administração pública, como, por exemplo, a Política Militar, com quem o professor Raúl demonstrou, na atual gestão da Uenf, muita capacidade de construção política, desarmando a interação de preconceitos ideológicos politicamente improdutivos.

Não se trata de valores absolutos como “continuidade” ou “mudança”. E nem da diferença entre quem defende ou não a universidade pública de excelência e inclusiva. Os dois candidatos são defensores incontestes da universidade pública nestes moldes. A escolha é sobre quem possui maior capacidade política de realizar esta tarefa, e é por este motivo que voto na chapa 10.

 

Publicado hoje (12) na Folha da Manhã

 

José Carlos Mendonça — O voto por Carlão e Juraci na eleição para reitoria da Uenf

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

 

José Carlos Mendonça, engenheiro agrônomo e professor da Uenf

Eleições livres e democráticas na Uenf

Por José Carlos Mendonça

 

 

Como toda a Região sabe, a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro — nossa Uenf —, escolherá, de forma livre e democrática o seu Magnífico Reitor nos próximos dias 14/09 (polos do Cederj) e 17/09 (campis Campos e Macaé) e como membro presente da comunidade acadêmica e enquanto solicitado por esse importante veículo de comunicação, não poderia de deixar de externar algumas das minhas reflexões. Pois quem me conhece sabe do meu carinho, respeito e dedicação à Uenf ao longo desses últimos 26 anos desde sua fundação… Na verdade, um pouco mais, pois estou nessa história desde as primeiras reuniões com o professor e à época senador Darcy Ribeiro.

No inicio da década de 1990, a Uenf foi criada dentro de um projeto nacional para ser uns dos cinco centros de excelência do país. Este projeto vem se cumprindo desde então. Não me surpreende seus bons desempenhos em nível nacional e internacional, pois nosso quadro de docentes é de excelência. E, por conseguinte, nossos formandos, tanto na graduação, quanto nos diversos programas de pós-graduação, nos enchem de orgulho.

Passamos momentos difíceis, como no governo do já falecido Marcelo Alencar, e mais recentemente, nos governos Cabral e Pezão. Isso nos faz refletir, pois precisamos, com a excelência construída com nosso corpo docente e técnico, nos afastar da dependência do nosso tutor Governo Estadual e sermos auto-suficientes na captação de recursos — em consonância com o mundo real: sermos auto-sustentáveis. O Governo Estadual não cumpre sua função básica — e constitucional — que é aplicar 2% do ICMS na Faperj. Eu mesmo tenho projetos de pesquisas aprovados, conta bancária aberta e sem os recursos financeiros depositados… Alguns nos nossos projetos em andamento estão sendo financiados pela “fundação meu bolso”. Isso é difícil! E para complicar mais ainda, estamos vendo o Governo Federal, através da Capes e do CNPq, anunciar cortes nos orçamentos e redução de bolsas!

Voltemos às eleições então: os dois candidatos são meus amigos pessoais, os quais respeito e admiro. Porém só tem um voto! Votar no candidato Raúl Palacio é dar continuidade à gestão Passoni, pois todos sabem da relação entre os dois. Luis Passoni teve uma gestão muito difícil devido a “quebra do Governo Estadual”. Mas a continuidade de sua gestão, via Raúl seria, o reconhecimento de sua gestão? Sabemos que no estatuto da Uenf não é permitida à reeleição do mandato para reitor. E isso foi pensado e sugerido pelo então senador Darcy Ribeiro, que não queria polarização, nem a politização na administração superior da universidade. E julgava ser muito salutar o revezamento dos diferentes lideres acadêmicos nessa gestão. Particularmente eu concordo muito com esse ensinamento do professor Darcy.

Carlos Rezende (o Carlão) está aqui desde as primeiras reuniões pró Uenf… Me lembro de levá-lo, juntamente com seu grupo de pesquisa para conhecer as lagoas da região. Foi chefe do Laboratório de Ciências Ambientais; diretor do Centro de Biociências e Biotecnologias do CBB, pró-reitor de Graduação; vice-reitor; e é pesquisador do CNPq… É durão: sim… É serio: sim… Consegue captar recursos financeiros para Uenf: sim… Tem relações internacionais? Muitas! Com quem você acha que eu vou votar para reitor? Voto 11: Carlão e Juraci. Avança Uenf!

 

Publicado hoje (12) na Folha da Manhã

 

Folha FM: professor Raúl projeta ser eleito reitor da Uenf e responde a ataques

 

Candidato a reitor da Uenf, professor Raúl Palacio foi o entrevistado de hoje do Folha no Ar, que tem como convivado nesta quinta seu concorrente, o professor Carlão Rezende (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

“Nós achávamos, sinceramente, que ganharíamos no primeiro turno. Chegamos muito perto. Faltaram algo em torno de oito, nove votos de professores. Então eu acho que a gente vai ter uma vitória e estamos trabalhando para que seja expressiva. Os votos dos professores que detectamos ao professor (Enrique Acosta) Medina (candidato que ficou no primeiro turno, no critério desempate do estatuto, e declarou depois neutralidade), estamos trabalhando especificamente com cada um deles. A aceitação dos técnicos continua funcionando. Eu acho que a gente pode ganhar com algo em torno de 60%, 55% dos votos”. Foi o que projetou na manhã de hoje, no Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, o professor Raúl Palacio, no segundo turno da eleição a reitor da Uenf.

O pleito começa no sábado (14) nos polos avançados do Cederj. E tem seu ápice na terça (17), nos campi Campos e Macaé. Também candidato a comandar a universidade mais importante de Campos e região, o professor Carlão Rezende é o convidado desta quinta (12) do espaço democrático do Folha no Ar.

No programa de hoje, Raúl assumiu que sua canidatura a reitor é uma continuidade do atual: “o professor (Luis) Passoni, porque ele representa talvez o principal incentivador para a gente entrar nesse pleito”. Ele garantiu que sua campanha “tem recebido muito carinho da comunidade da universidade, dos professores, dos estudantes, dos técnicos, e continuamos fazendo a nossa campanha limpa, colocando e debatendo ideias”. E apostou: “é isso no final que vai realmente fazer a diferença”.

Do que não ocorreu de maneira talvez não tão “limpa”, Raúl também falou dos ataques que sofreu através de um artigo, publicado recentemente em espaço virtual de baixo conceito na mídia local. O texto de qualidade ruim foi ilustrado com uma foto do ex-deputado federal Paulo Feijó (PR), entre Passoni e Raúl. Como o ex-parlamentar, hoje em prisão domiciliar pela condenação na operação Sanguessuga, votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a intenção foi “queimar” o candidato a reitor com o eleitorado universitário de esquerda, de grande força na Uenf, como em qualquer universidade pública brasileira:

— A comunidade universitária entendeu que aquilo foi um processo extremamente agressivo. Em relação à foto, a gente foi conversar com o Feijó na tentativa de procurar dinheiro novo para a universidade. É uma das coisas que a gente coloca no nosso modelo funciona com o orçamento estadual, que é muito fechado, restrito. E por problemas que o Estado do Rio estava passando (na crise de 2017), a gente entendeu a necessidade de procurar emendas parlamentares federais. Como Feijó foi colocado como deputado de direita. Poderiam ter colocado lá uma foto com o (Alessandro) Molon (Rede), com o Marcelo Freixo (Psol), com Wladimir Garotinho (PSD), ou com qualquer deputado federal da legislatura anterior ou desta. Acho que é uma obrigação dos deputados federais colocarem o dinheiro das suas emendas aqui. E a educação faz parte disso. Nosso diálogo é com todos, tanto com a esquerda, quanto com a direita, desde que a Uenf esteja em primeiro lugar como universidade pública, gratuita e socialmente referenciada — disse o candidato a reitor. Que foi além nas causas e consequências do ataque:

— De repente, ter mantido a universidade em funcionamento com zero de dinheiro, por dois anos seguidos, talvez tenha incomodado alguém. E por isso colocaram um artigo que os professores, estudantes e técnicos da universidade se sentiram envergonhados por aquilo que foi colocado. O que acontece na universidade se discute na universidade e na sociedade. Mas nós temos que discutir com classe. É neste sentido que eu falo da campanha limpa. Nós vamos solucionar esse problema pelas vias normais. Não vai ficar sem resposta, com toda a certeza. Mas agora, neste momento, a gente não quer se concentrar nisso. Nós estamos concentrados na campanha e aquilo que é importante para a gente conseguir levar à frente o nosso projeto — pontuou Raúl.

Informado durante o programa que o responsável pelo espaço que abrigou o ataque de baixo nível contra sua candidatura a reitor tem como responsável o assessor de um importante pré-candidato a prefeito de Campos em 2020, Raúl respondeu:

— Eu sinceramente acho que, depois daquilo, o pré-candidato talvez repense isso e coloque o cara para fora. Eu realmente tenho convicção de que isso vai acontecer — apostou.

Ao professor Raúl e, sobretudo, aos ouvintes e telespectadores do programa mais ouvido da rádio de Campos, pedimos desculpas pelo streaming do Folha no Ar 1º edição de hoje não ter sido disponibilizado ao vivo, na página da Folha FM no Facebook. Mas esta sofreu ataque virtual durante a madrugada, o que impediu a transmissão. Nesta quinta (12), com o professor Carlão, nossos técnicos estão desde a manhã de hoje trabalhando para que tudo funcione dentro da normalidade.

Abaixo, em três blocos, os vídeos do Folha no Ar com o professor Raúl Palacio:

 

 

 

 

Atualizado às 16h41 para inclusões na postagem.

 

Jefferson Manhães de Azevedo — Reitor do IFF analisa eleição a reitor da Uenf

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

Jefferson Manhães de Azevedo, reitor do IFF (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

Eleição da Uenf a um futuro mais largo, generoso e inclusivo

Por Jefferson Manhães de Azevedo

 

A Carta Magna Brasileira, em seu Art. 207, garante às universidades públicas a “autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial”. Entretanto destaca que as mesmas “obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”, elemento vertebral da natureza da educação superior brasileira e que, para o seu pleno exercício e atendimento aos interesses da sociedade, pressupõe uma universidade autônoma.

Para tanto, o projeto educacional de uma universidade não pode estar exclusivamente atrelado aos interesses conjunturais de governos, mas alinhado plenamente às demandas sociais e em sintonia com o fortalecimento da soberania nacional, a partir de uma relação dialogal e de cooperação com os demais países. Além disso, o projeto educacional das universidades públicas, de acordo com o Art. 205 da Constituição Federal, tem que promover “o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”, como deve ocorrer nos demais níveis de ensino.

Já em seu Art. 206, a Constituição elege, dentre outros, alguns princípios basilares da educação brasileira, como a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”, o “pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas”, a “gratuidade do ensino público”, assim como a “gestão democrática”. Portanto, eleger seus dirigentes é parte do ser e do se fazer universidade, permitindo a cada instituição de educação superior ressintonizar seu projeto educacional com as demandas sociais de seu território e do país.

Trata-se, portanto, de singular orientação constitucional na oportunidade de ampliar o diálogo e estreitar as relações da comunidade acadêmica com a sociedade, como é constitucional o exercício de fazer-se parte integrante de um projeto nacional soberano e criativo. É constitucionalmente salutar vivenciar e fortalecer a autonomia universitária, arcabouço imperativo para garantir os princípios basilares constitucionais de uma educação transformadora de vidas e formadora de cidadãos livres e autônomos conscientes e responsáveis pelo seu tempo histórico e pelos destinos da nação.

Neste sentido, as eleições da Uenf, sem sombra de dúvidas, estão permitindo que esta comunidade acadêmica se apresente e se reinvente para atender as urgentes demandas das “sociedades” de seu entorno, bem como de adensar ainda mais seu compromisso com o desenvolvimento de nossa região. Eleger um dirigente máximo de uma universidade é uma exigência constitucional e um imperativo para o fortalecimento social e para a formação de uma nova geração que precisa “inventar” o futuro, tornando-o mais largo, generoso e inclusivo.

 

Publicado hoje (11) na Folha da Manhã

 

Rodrigo Feitoza vai assumir a procuradoria-geral da Câmara de Campos

 

Rodrigo Cavalcante Feitoza será o novo procurador-geral da Câmara de Campos (Foto: Facebook)

 

Mudança na procuradoria-geral da Câmara Municipal de Campos. Sai Felipe Albernaz Mothé, exonerado a pedido, pasa assumir outro cargo em Macaé, e entra Rodrigo Cavalcante Feitoza. A nomeação deve ser publicada amanhã no Diário Oficial. Indicação pessoal do presidente da Câmara, vereador Fred Machado (Cidadania), Rodrigo falou ao blog:

— Me senti muito honrado com o convite do presidente Fred Machado para assumir o cargo de procurador-geral do Legislativo. A ele meu respeito, agradecimento e sinceras homenagens. Após experiências vividas nos quatro municípios onde assumi cargos de procurador do Poder Executivo, atuar no Legislativo será um aprazível desafio. Me sinto preparado para auxiliar os nobres vereadores no que for preciso, debruçado, principalmente, sobre os princípios da moralidade, legalidade e eficiência, visando o bem comum da nossa cidade. O desejo do exmo. sr. presidente da Casa Legislativa de sempre querer buscar a perfeita harmonia entre os Poderes Legislativo e o Executivo Municipal, visando o bem comum da nossa população, foi o que mais me motivou a aceitar o cargo, o que nos proporcionará a realizar um bom trabalho.

 

Atualizado às 16h34 para colocar a declaração no novo procurador

 

Brand Arenari — As instituições de ensino e a democracia na eleição a reitor da Uenf

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

 

Brand Arenari, sociólogo, secretário de Educação de Campos e ex-uenfeano

As instituições de ensino e a democracia: eleições na Uenf

Por Brand Arenari

 

As grandes instituições de ensino, independente de suas vontades ou intencionalidades, exercem um papel pedagógico na sociedade, desse modo abrindo novas possibilidades de padrões comportamentais coletivos e/ou enraizando determinados padrões. Novas instituições são em muitas vezes fontes de renovação da vida social.

Sem dúvida alguma esse papel foi e ainda é exercido pelo IFF. Esta instituição que, por sua importância e tempo de vida em nosso município, ajudou a moldar nossa vida coletiva em vários aspectos: econômico, social e político. Uma outra instituição, bem mais jovem mas não menos importante, também tem feito o mesmo, me refiro a Uenf.

Desde que a Uenf chegou e se desenvolveu a cidade não é mais a mesma, abriu espaço para um cosmopolitismo que é avesso às tradições de nossa terra. Quanto às eleições e à vida democrática de nossa cidade, a Uenf também tem sido uma grande professora. Gerações de alunos e funcionários têm aprendido um pouco de política nessa instituição. A Uenf não só tem formado grandes profissionais e cientistas, mas também forma quadros para um tipo específico de política republicana. Esse é o papel pedagógico das eleições e da vida política intrainstitucional. Posso dizer, com muito orgulho, que faço parte dessa história, também me formei na Uenf, também comecei minha vida política lá, no movimento estudantil. Sou filho e fruto desta instituição.

Inspirado nessa história, agora como secretário de Educação de Campos, pude colaborar diretamente com o prefeito Rafael Diniz para implementação de eleições diretas nas escolas, verdadeiramente democráticas, na expectativa que exerçam o mesmo papel pedagógico em toda nossa sociedade campista. Esperamos que este exercício democrático possa formar quadros para nossa política como também desenvolver e aprimorar nossa vida democrática.

 

Publicado hoje (10) na Folha da Manhã

 

Blogueiro da Folha e ex-uenfeano acredita que alunos podem definir eleição da Uenf

 

Servidor federal, blogueiro do Folha1 e ex-uenfeano, Edmundo Siqueira na manhã de hoje no Folha no Ar (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

Apesar da expressiva vantagem do professor Raúl Palacio, candidato a reitor na eleição da Uenf, que obteve 41,70% no primeiro turno da eleição a reitor da Uenf, contra 28,52% do seu adversário no segundo turno, professor Carlão Rezende, o baixo comparecimento na primeira rodada do pleito deixa aberto o resultado final, caso haja mais participação dos votantes, sobretudo dos estudantes. A ressalva foi feita na manhã de hoje, no Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, pelo ex-uenfeano, servidor público federal e blogueiro do Folha1, Edmundo Siqueira:

— Cerca de 250 professores votaram, 400 técnicos votaram e 1.800 alunos votaram. Os professores (são 300 votantes) já se posicionaram. Os técnicos, embora tenham faltado 200 votantes (são 600 no total), também. Mas os alunos tiveram uma adesão pequena, 1.800 em 7 mil. Então acredito que os alunos possam ser o fiel da balança no segundo turno — lembrou Edmundo, mesmo ressaltando que os estudantes da Uenf, apesar do número, representem 15% do colégio eleitoral da universidade, cabendo outros 15% aos técnicos e grande maioria de 70% ao magistério.

Apesar de opinar que a eleição a reitor da Uenf ainda está indefinida, o servidor federal e blogueiro criticou o nível dos ataques que Raúl Palacio, candidato que liderou o primeiro turno, passou a sofrer nas redes sociais antes da consumação do pleito:

— Eu fiquei triste de ver, acho que em rede social, um texto agressivo contra o Raúl. Achei desproporcional. Não estou defendendo ninguém, até porque não voto na Uenf. Mas achei agressivo, achei que talvez tenha ultrapassado certos limites. De falar que ele não tem produção acadêmica. É muito parecida a capacidade técnica dos dois (Raúl e Carlão). Nas entrevistas que eles deram (aqui e aqui) no Folha no Ar, você percebe isso. Querer desconsiderar a capacidade de qualquer um é errado, ultrapassa o limite ético. Você tem que impedir isso. Ou ao menos responder. Eu acho que se você tem um ataque desses, o próprio outro lado que está sendo beneficiado entre aspas, porque isso não é benefício nenhum, deveria dar uma resposta, se posicionar, para não parecer que está inflando isso.

Edmundo também abordou da recente greve dos médicos da Saúde Pública de Campos, inciada em 7 de agosto e concluída (aqui) no dia 3o do mesmo mês, que cobriu com afinco em seu blog no Folha1. Para ele, o movimento foi fruto de um conjunto de condições: cortes das substituições e gratificações pelos problemas financeiros do município, junto com a implantação do “famigerado” ponto biométrico e as condições de trabalho da categoria. E que foram estas que fez o movimento ganhar força nas redes sociais. Mas considerou ter se tratado de um clássico confronto entre patrão e empregado, conceituado por Karl Marx. O que acabou sendo uma ironia para uma categoria profissional que votou em peso no antimarxismo de Jair Bolsonaro (PSL) a presidente.

Esdmundo considerou “autoritarismo vinculado à religião” a atitude do dublê de bispo da Igreja Universal e prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB). Recentemente, ele tentou censurar um gibi, que continha uma cena de beijo romântico entre dois personagens masculinos, na Bienal do Livro do Rio. Sobre o assunto, ele chegou a entrevistar aqui, em seu blog, a socióloga, advogada, presidente da Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ) e também ex-uenfeana, Sana Gimenes.

Sobre outra eleição, a de prefeito de Campos em 2020, o blogueiro acredita que o desgaste do ex-governador Anthony Garotinho (sem partido) pode prejudicar a pré-candidatura do seu filho, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD). Mas observou que a polarização entre o grupo dos Garotinho e o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) interessa aos dois lados. Ele considerou o fenômeno eleitoralmente análogo ao enfrentamento entre petismo e bolsonarismo na eleição presidencial de 2018.

 

Raúl Palacio na quarta e Carlão Rezende, na quinta, no Folha no Ar (Fotos de Isaias Fernandes e montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Nesta quarta (11), o entrevistado do Folha no Ar 1ª edição será o professor Raúl Palacio, candidato a reitor da Uenf. Na quinta (12), o mesmo espaço será democraticamente ocupado pelo outro candidato à reitoria, professor Carlão Rezende.

Confira abaixo os vídeos, divididos em quatro blocos, da entrevista com Edmundo Siqueira:

 

 

 

 

 

 

Na Folha FM 98,3, secretário de Desenvolvimento Ambiental projeta Parque até 2020

 

Secretário de Desenvolvimento Ambiental de Campos, Leonardo Barreto foi o convidado de hoje no Folha no Ar (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

Se a educação ambiental se faz com exemplo, o Folha no Ar 1ª edição da manhã de hoje (09), na Folha FM 98,3, foi didático. Durante o programa, que troxe como convidado o biólogo e secretário de Desenvolvimento Ambiental de Campos, Leonardo Barreto, dois telespectadores pediram (aqui) mudas de ipê amarelo, árvore símbolo da cidade, em comentários no streaming do programa na página da Folha FM no Facebook. E  foram atendidos em tempo real pelo Wilson Duarte, da secretaria municipal cujo titular era entrevistado. Para quem também quiser adotar uma árvore, iniciativa que é um dos carros chefes do Densenvolvimento Ambiental goitacá, o contato pode ser feito pelo número 981689588.

Usando o exemplo de Campos, Leonardo contestou a “indústria das multas ambientais”, sempre lembrada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que acabou gerando queimadas na Amazônia e o repúdio internacional. Na interatividade que tem se tornado marca do Folha no Ar, outro comentarista ao vivo de hoje foi o professor Carlão Rezende. Candidato a reitor da Uenf na disputa do segundo turno, que é o convidado do programa nesta quinta (12), dia seguinte à entrevista com seu adversário Raúl Palacio, Carlão lembrou em comentário que no Brasil não se paga mais de 5% das autuações ambientais. Leonardo respondeu que em Campos esse índice é um pouco maior. Mas ressaltou que a ação da sua pasta é mais educacional do que punitiva.

Um dos tantos quadros cuja formação a cidade deve à Uenf, onde se graduou em biologia, o secretário de Desenvolvimento Ambiental analisou a eleição a reitor da universidade mais importante de Campos e da região. Elogiou os dois candidatos que disputarão o segundo turno, assim como o que ficou na disputa do primeiro, o também professor Enrique Medina-Acosta. Mas evitou tomar partido. Seu posicionamento político foi mais assumido na defesa da reeleição do prefeito Rafael Diniz (Cidadania), cujo governo integra. Ele ressaltou a liberdade que tem do prefeito, em busca do desenvolvimento econômico do município ambientalmente sustentável. Como destacou as dificuldades financeiras da cidade, com a queda vertiginosa das receitas do petróleo.

Fruto dos tempos áureos dos roylaties, a reforma da Praça São Salvador promovida e muito criticada no governo Arnaldo Vianna, foi ironizada pelos comentaristas do programa, por ter promovido a derrubada de todas as árvores que davam sombra e amenizavam o calor no coração da cidade. “Sr. secretário, não tem um projeto para arborizar a praça São Salvador? Fizeram pior que a Amazônia com a praça!”, disse o assíduo telespectador do programa Mauricio Furel Baptista. Leonardo respondeu que não há projeto neste sentido, pelas dificuldade que seria quebrar o calçamento feito em toda a praça. Mas falou do principal objetivo da sua pasta: a criação (aqui) do Parque Ecológico Municipal, em terreno de 320 mil m² localizado na avenida Arthur Bernardes.

Apesar da Prefeitura não ter divulgado prazo para início e conclusão da obra, Leonardo anunciou hoje no Folha no Ar que seu objetivo é entregar o Parque Ecológico à população até o final de 2020.

Nesta terça (10), o entrevistado do programa será o servidor público federal e blogueiro da Folha Edmundo Siqueira. Como tem se dedicado à cobertura da eleição a reitor da Uenf, assim como fez com a recente greve dos médicos da Saúde Pública de Campos, os dois assuntos integrarão a pauta, sempre a partir das 7h da manhã na Folha FM 98,3.  Confira a programação da semana aqui.

Abaixo os vídeos dos três blocos do Folha no Ar de hoje, com Leonardo Barreto:

 

 

 

 

Fechar Menu