Opiniões

Amaerj divulga nota de repúdio aos ataques contra juiz que prendeu casal Garotinho

 

A Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) acabou de soltar (aqui) nota oficial de repúdio aos ataques que o juiz Glicéio de Angiólis Silva, titular da 2ª Vara Criminal de Campos, passou a sofrer após ter determinado (aqui) a prisão do casal Garotinho na última segunda (02). O motivo foram as denúncias de ex-executivos da Odebrecht (aqui) sobre superfaturamento de R$ 63 milhões no Morar Feliz. Nos oito anos do governo municipal Rosinha, o programa habitacional custou quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos de Campos. E teria gerado o repasse de caixa dois de R$ 25 milhões para campanhas eleitorais dos Garotinho.

As investidas contra o magistrado da comarca de Campos se intensificaram após o habeas corpus favorável aos ex-governadores do Rio e ex-prefeitos de Campos, deferido pelo desembargador Siro Darlan, no plantão da madruga de terça (03) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Ontem, os ataques chegaram até o plenário do Congresso Nacional, com o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), filho do casal. Ele chegou (aqui) a denunciar “um grupo da justiça local da cidade de Campos vem perseguindo a minha família” e usar o adjetivo “canalhas”.

Confira abaixo a resposta da Amaerj:

 

 

A Amaerj manifesta apoio ao juiz Glicério de Angiólis Silva, que decretou as prisões preventivas de cinco pessoas, entre elas os ex-governadores do Estado do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho. Todos são acusados de superfaturamento em contratos celebrados entre a Prefeitura de Campos dos Goytacazes e a construtora Odebrecht.

A Amaerj repudia as declarações caluniosas e infundadas sobre a decisão judicial. A Associação ressalta que, a partir das provas apresentadas pelo Ministério Público, o magistrado decidiu de forma técnica e fundamentada.

A decisão prolatada demonstra que o magistrado analisou criteriosamente os requerimentos do Ministério Público, tanto que rejeitou em parte a denúncia e indeferiu o pedido de sequestro de bens.

Os juízes atuam com independência funcional em cumprimento da lei. A magistratura continuará dedicada ao trabalho sério e de alta qualidade, que fortalece o Poder Judiciário, instituição basilar do Estado Democrático de Direito.

 

Atualização às 18h45: A reportagem da Folha gerou demanda ontem sobre os ataques ao juiz de Campos à assessoria do TJ-RJ, que se limitou a responder hoje: “Os juízes não se manifestam sobre processos ainda em andamento”.

 

Este post tem 2 comentários

  1. “DEZENAS DE CARROCEIROS FAZEM MANIFESTAÇÃO EM FRENTE À CÂMARA MUNICIPAL”

    Barrar carroceiros é mole. Quero ver alguém barrar TAMBÉM a FUNDAÇÃO RURAL(festa da Pecuária), como, por exemplo, a prova do laço: ao serem derrubados, os bezerros podem sofrer fraturas e ficar tetraplégicos ou morrer devido a hemorragias.

    Na prova do laço, o bezerro, com cerca de apenas 40 dias de vida, lactentes, enquanto está correndo, é laçado pelo peão montado a cavalo, em velocidade.
    O LAÇO EM SEU PESCOÇO FAZ COM QUE O BEZERRO ESTANQUE ABRUPTAMENTE, CAINDO SOBRE O SOLO. ELE ENTÃO É ERGUIDO DO SOLO PELO PEÃO, SENDO SEGURO PELA PREGA CUTÂNEA QUE SE DISPÕE ENTRE O TRONCO E A PARTE TRASEIRA E É NOVAMENTE ATIRADO AO SOLO, AGORA EM DECÚBITO LATERAL, SENDO TRÊS DE SUAS PATAS AMARRADAS JUNTAS.

    Como se leva em consideração o tempo, todos os movimentos são rápidos e bruscos, o que aumenta a possibilidade de ocorrência de traumatismos no bezerro, em várias partes do corpo (coluna vertebral, membros, costelas e órgãos internos que podem sofrer rupturas), ainda mais se levando em conta que são animais em início de desenvolvimento orgânico.

    NA PROVA CONHECIDA COMO LAÇO EM DUPLA, EXISTE A PARTICIPAÇÃO DE DOIS PEÕES, QUE PERSEGUEM O BEZERRO. ENQUANTO UM LAÇA A CABEÇA, O OUTRO LAÇA AS PERNAS TRASEIRAS, E ELES SE APRESENTAM, APÓS AS LAÇADAS, UM DE FRENTE AO OUTRO, SENDO ENTÃO O ANIMAL TRACIONADO EM SENTIDOS OPOSTOS.

    Além disso, o argumento de “manifestação cultural” não pode ser o suficiente para permitir e justificar que determinadas práticas, em evidente submissão de animais a crueldades, sejam realizadas.

    https://associacaolacocampista.org/event/prova-de-laco-campista-na-fundacao-rural-de-campos-do-goytacazes-rj/

    Quero ver alguém barrar TAMBÉM a FUNDAÇÃO RURAL.

  2. É isso ai Artur, enquanto isso tem gente morando embaixo das pontes,e aonde está o poder público que nada faz.

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