Opiniões

Rodrigo Bacellar atribui a Wladimir fake news para tentar ligá-lo à prisão do casal

 

Após o habeas corpus na madrugada de quarta (04), que  tirou os ex-governadores Anthony (sem partido) e Rosinha Garotinho (Patri) da cadeia, a Folha trouxe hoje uma cobertura completa do caso. Inclusive como grupos de WhatsApp garotistas ontem (04) veicularam mensagens (aqui) tentanto culpar Rodrigo Bacellar (SD), deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Campos, pela prisão do casal mais famoso da Lapa. A prova? Uma foto publicada em 4 de maio pelo jovem parlamentar nas redes sociais. Nela, ele recebia o título de cidadão miracemense. E na legenda registrou que foi “das mãos do Dr. Glicério Angiólis, (então) juiz da Comarca de Miracema”.

Confira abaixo o print veiculado ontem em grupos de WhastApp dos Garotinho, com a identificação da presença de Glicério na solenidade em vermelho. Ao print se seguiu outra mensagem nos mesmo grupos, onde era feita a ilação: “Nunca vi juiz entregar título de cidadão, por coincidência o dep Rodrigo Bacelar recebeu um das mãos logo do juiz que hoje mandou prender Garotinho e Rosinha”.

 

 

Depois que assumiu a 2ª Vara Criminal de Campos, foi Glicério quem decidiu a prisão de Garotinho e Rosinha na última segunda (03). O motivo foi a denúncia do superfaturamento de R$ 60 milhões das obras do Morar Feliz, que renderam quase R$ 1 bilhão do dinheiro público de Campos  à Odebrecht. Dois-executivos da construtora, Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Leandro Andrade de Azevedo admititam ter repassado R$ 25 milhões de caixa dois para as campanha eleitoral dos Garotinho.

No dia da prisão do casal Garotinho, Rodrigo foi procurado pela equipe de reportagem da Folha, mas preferiu não se pronunciar. Ainda assim, no dia seguinte, foi feito de alvo pelos grupos de WhatsApp dos Garotinho por conta de uma foto casual e antiga, em evento protocolar. É o aquilo que, depois da eleição presidencial dos EUA em 2016, o mundo passou a conhecer como fake news.

Abaixo, a reação do jovem deputado estadual e filho do ex-vereador Marcos Bacellar (PDT):

 

Rodrigo Bacellar (Foto: Folha da Manhã)

 

Mais uma vez venho a público, em respeito aos amigos e eleitores, esclarecer que soube através da imprensa que tenho sido citado nominalmente em redes sociais por correligionários do deputado Wladimir Garotinho (PSD), como o responsável por um “complô jurídico”, que culminou com a prisão preventiva do Sr. Anthony Garotinho, que aliás, é a quarta em sua trajetória.

De tão descabida que é a citação eu nem deveria perder meu tempo em responder, afinal, o Estado do Rio de Janeiro está em processo de franca recuperação, tanto moral como econômica, fruto da aliança e cooperação dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Nunca se trabalhou tanto em prol da reconstrução daquilo que fora devastado e saqueado nos últimos anos. É tempo de trabalho, e não de “fofocas” nem disse-me-disse.

E antes de adentrar no mérito desse absurdo, quero deixar minha opinião pessoal como advogado, registrando que discordo frontalmente do decreto prisional em desfavor do pai do deputado, tendo em vista tratar-se de fato bastante pretérito, o que, por si só, não deveria ensejar uma prisão preventiva. Não tenho como analisar o mérito sem compulsar os autos, mas a prisão preventiva, por ser um instrumento de exceção, é de fato aparentemente inaplicável ao caso em tela.

Eu poderia aqui surfar na onda contra um possível adversário, tripudiar e compartilhar suas agruras em redes sociais, mas ao entrar para a política decidi caminhar com honra, lealdade e principalmente dignidade. Não sou o tipo que se aproveita de fatos eminentemente pessoais para debochar ou tripudiar de alguém, prática comum do “exército rosa” nos últimos 30 anos da política goitacá.

Imagino que ter recebido uma comenda na Câmara de Miracema e posar para uma foto não faz de ninguém um “amigo do peito”. Só estive pessoalmente esse dia com o juiz que decretou a prisão, e inclusive o único processo em que advoguei perante o magistrado em causa eu perdi, no bojo de um processo em Laje do Muriaé onde o prefeito foi cassado.

Creio, como já dito antes, que essa preocupação comigo está se dando em razão das pesquisas encomendadas por eles mesmos sobre o próximo pleito sucessório. A medida que nomes como o meu surgem no páreo, sem a enorme rejeição capitaneada por eles, dá-se início a um processo difamatório e de fake news contra o eventual adversário.
O povo já não aguenta mais essas condutas. Já não há mais espaço para tantas mentiras e invenções. E tem gente que insiste em não enxergar isso!

Mas como diria o ditado, filho de peixe, peixinho é…

 

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