Opiniões

Um dia após a Libertadores, Flamengo é campeão brasileiro sem entrar em campo

 

Em pé: Diego Alves, Pablo Marí, Filipe Luís, Willian Arão, Rodrigo Caio e Bruno Henrique. Agachados: Gabigol, Rafinha, Éverton Riberiro, Gérson e Arrascaeta. Campeões da Libertadores e do Brasieiro de 2019, no espaço de dois dias (Ilustração: Flamengo)

 

Ainda curando a ressaca do Bicampeonato da Libertadores, conquistado ontem (aqui), na virada épica de 2 a 1 sobre o tradicional copeiro argentino River Plate, no Estádio Monumental de Lima, os 42 milhões de flamenguistas do país — um entre cada cinco brasileiros — já podem comemorar outro título. Sem precisar entrar em campo, desde que acabou o Palmeiras 1 a 2 Grêmio na tarde de hoje, o Flamengo é também o campeão brasileiro de 2019. Vice-líder, ao lado do Santos, o Verdão precisava vencer para manter chances matemáticas de sonhar com o título. É o sétimo Brasileiro do Fla, que conquistou os títulos nacionais de 1980, 1982, 1983, 1987 (Copa União, não reconhecida pela CBF), 1992 e 2009. Desde o Santos de Pelé, em 1963, até o Rubro-Negro de Gabigol, Bruno Henrique e do treinador português Jorge Jesus, nenhum time tinha sido campeão brasileiro e da América do Sul no mesmo ano.

“Em dezembro de 81”, adaptação rubro-negra da música “Primeiros Erros”, de Kiko Zambianchi, é a trilha sonora das conquistas de um ano que passa à história do futebol brasileiro, sul-americano e do Flamengo, reconhecido pela Fifa como o mais popular do mundo. Até hoje, as conquistas daquele time mítico de Zico, Leandro e Júnior são a grande glória rubro-negra. Nas últimas semanas daquele ano mágico de 1981, o clube da Gávea conquistou três títulos no espaço de apenas 35 dias: o Campeonato Carioca, a Libertadores e o Mundial.

 

Entre Leandro e Júnior, Zico carrega a taça de Campeão Mundial em 13 de dezembro de 1981, em Tóquio (Foto: Flamengo)

 

Ponto alto daquela jornada histórica, em 13 de dezembro de 1981, o Flamengo de Zico goleou por 3 a 0 o Liverpool em Tóquio. Hoje liderado dentro do campo pelo craque egípcio Mohamed Salah, é o mesmo clube inglês que, após levantar mais uma Champions da Europa, pode disputar outra final do Mundial, desta vez contra o Flamengo de Gabigol. Agora no Qatar e com participantes de outros continentes, os campeões europeu e sul-americano terão antes que vencer seus jogos nas semifinais para disputarem mais uma vez o título de campeão mundial, em 21 de dezembro.

 

Santos de Pelé comemora no Maracanã o Mundial de 1963, conquistado com a vitória de 1 a 0 sobre o italiano Milan (Foto: Santos)

 

De ontem para hoje, no espaço de menos de 24h, o Flamengo já é o campeão da Libertadores e do Brasileiro de 2019. Se conseguir chegar à final do Mundial e vencê-la, se igualará ao Santos de Pelé. Até lá, ainda estará atrás do Flamengo de Zico. Para quem entende alguma coisa de futebol, é a dimensão onde simples homens se tornam deuses. Crentes, 42 milhões cantam a plenos pulmões: “Em dezembro de 81/ Botou os ingleses na roda/ Três a zero no Liverpool/ Ficou marcado na história/ E agora o seu povo/ Pede o mundo de novo”.

 

No início da noite de ontem, o Flamengo comemorou o Bi da Libertadores, conquistado sobre River Plate em Lima, no Peru (Foto: Divulgação Libertadores)

 

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