Opiniões

Pré-candidato a prefeito de Campos pelo PT, José Maria Rangel no Folha no Ar

 

José Maria Rangel, petroleiro e pré-candidato a prefeito de Campos pelo PT, foi o entrevistado da manhã de hoje (25) no Folha no Ar (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

No início da manhã de hoje, o convidado do Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, foi o petroleiro José Maria Rangel. Ele se assumiu como pré-candidato do PT e prefeito de Campos. Mas ressalvou que outros nomes do partido no município também devem postular a pré-candidatura, embora tenha preferido não adiantar nomes, além do seu. Segundo ele, até o início de 2020 a decisão do partido à sucessão do prefeito Rafael Diniz (Cidadania) deve ser anunciada pela legenda:

— O meu nome (a prefeito) surge fruto de eu ter sido candidato a deputado federal em 2018. Na conjuntura que o partido viveu, de um ataque muito grande (ao PT), a nossa candidatura foi bem votada (20.5921 votos, 15.621 em Campos). Ficamos à frente de ex-ministros de Estado (do governo Dilma Rousseff), como (os petistas) Luiz Sérgio (18.461 votos), como Celso Pansera (15.287 votos). E eu nunca tinha sido candidato a cargo político nenhum. Então meu nome surge dessa candidatura. Mas eu não tenho dúvida que o Partidos dos Trabalhadores tem quadros bastantes qualificados, que podem também postular. É fundamental colocar que nós discutimos, sim, que o partido tem que apresentar uma alternativa e um projeto para a população de Campos. A gente espera até o começo do ano que vem estar apresentando o nome do nosso candidato, ou nossa candidata, a prefeito de Campos.

Independente do nome escolhido pelo partido, José Maria foi questionado sobre as dificuldades que um candidato a prefeito do PT teria em Campos. Já que na eleição de 2018, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recebeu votação maciça no município — 55,19% ainda no primeiro turno e 64,87%, no segundo. Apesar dos números, ele discordou:

— Eu não avalio dessa forma. Campos reflete um pouco o que acontece no país. Você tem uma parcela do eleitorado que, mesmo tendo ganho nos governos do PT, não vota no PT de jeito nenhum. Isso é ideológico. Você tem um outro segmento da sociedade que, mesmo chateado com o PT, vota no PT. E você tem aquela parcela que eu chamo do “meio de campo”, que vai muito ao sabor da economia. E hoje a economia do país está em frangalhos. O governo Bolsonaro é um desastre. É uma continuidade piorada do governo Temer (MDB). Todos os indicadores econômicos e sociais do país comprovam isso. Nós vimos o que aconteceu no Chile (protestos contra o governo do presidente de centro direita Sebastian Piñera), nós vimos o que aconteceu na Argentina, com a derrota do (ex-presidente liberal Mauricio) Macri. No Brasil todo, e inclusive aqui, em Campos, as eleições de 2020 são fundamentais ao PT, para a gente retomar o governo (federal) em 2022.

Sobre a questão local, o petista também questionou o emprego dos royalties em Campos ao longo dos últimos 20 anos:

— Alguém sabe quanto de royalties Campos recebeu de 1999 para cá? Foram R$ 24 bilhões. O que que foi feito com esse dinheiro? Será que Campos melhorou na Saúde, na Educação, na Segurança Pública? Esse dinheiro é calcado em produção de petróleo, em valor de barril e do câmbio. São variáveis que o governo da nossa cidade tinha que ter o olhar mais atento, tinha que ter uma equipe que olhasse para isso o tempo inteiro. A cidade basicamente vive dos royalties, a Participação Especial cai em 40%. Será que não tem ninguém na Prefeitura para ver isso? Como é que está a Saúde de Campos? Eu tive a oportunidade de ir duas vezes no (Hospital) Ferreira Machado, tanto no governo atual (Rafael), quanto no governo passado (Rosinha Garotinho, hoje Patri). Aquilo ali é uma vergonha para quem teve os recursos que recebeu de royalties. É esse debate que nós queremos fazer com a sociedade de Campos.

 

Arquiteto do HGG, Victor Aquino será o entrevista desta terça do Folha no Ar (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

Nesta terça, sempre a partir das 7h da manhã, o convidado do Folha no Ar 1ª edição será o arquiteto Victor Aquino. Superintendente portuário e industrial do governo Carla Machado (PP) em São João da Barra, ele vai ao programa para falar como autor do projeto do Hospital Geral de Guarus (HGG), que sofre há anos com infiltração da água da chuva. No último dia 20, o problema causou (aqui) a interdição de sete setores do hospital, que interrompeu seu atendimento clínico.

Até o Folha no Ar de amanhã, confira abaixo os dois blocos da entrevista de hoje com José Maria Rangel, pré-candidato do PT a prefeito de Campos:

 

 

 

Este post tem 2 comentários

  1. Eu votei em Bolsonaro e estou um pouco decepcionado confesso, esse é um que mama na teta de sindicato e azarão sem chance de disputar o páreo.

  2. O sonho de todos é ser prefeito, mas quando assume a prefeitura não tem competência para administrar,é só olhar a situação da saúde,educação e transporte da nossa cidade esta uma vergonha, claro que vão querer colocar a culpa sempre em Rosinha. Hoje o hospital de travessão não tem pediatra e nem clinico, ônibus é de três em três horas, é só ir no terminal e fazer uma pesquisa se o povo esta gostando.

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