Opiniões

Amaerj promove ato em solidariedade a Glaucenir nesta terça, diante do Fórum

 

Amaerj promove ato em solidariedade a Glaucenir nesta terça (10), em frente ao Fórum de Campos (Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr)

 

 

A Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro (Amaerj) organizará um ato em solidariedade ao juiz da comarca Glaucenir Oliveira. Será às 13 desta terça (10), em frente ao Fórum de Campos, com participação de juízes e promotores e servidores da Justiça local, além de membros da Defensoria Pública e da Polícia Civil do município, com a presença do magistrado Felipe Gonçalves, presidente eleito da Amaerj.

Como anunciou (aqui) em primeira mão o blog De Fato, do jornalista da Folha Aldir Sales, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu no início da noite da última terça (03) afastar Glaucenir da suas funções. O período do afastamento, no entanto, ainda não está definido. O motivo foi o áudio em um grupo de WhatsApp, vazado e divulgado nacionalmente em dezembro de 2017.

No áudio, o juiz de Campos criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de libertar o ex-governador Anthony Garotinho (sem partido), após 28 dias de prisão na operação Caixa d’Água decidida por Glaucenir. Ele disse no grupo de WhatsApp sobre a decisão de Gilmar: “O que se cita aqui, dentro do próprio grupo dele (Garotinho) é que a quantia foi alta” ou “E segundo os comentários que eu ouvi hoje, de gente lá de dentro (do grupo de Garotinho) é que a mala foi grande”.

Sobre a libertação de Garotinho pela decisão de Gilmar, além de Glaucenir, quem também se pronunciou à época foi Zuenir Ventura, decano do jornalismo brasileiro. Ele comentou a comemoração da decisão pela deputada federal Clarissa Garotinho (Pros): “Na saída da cadeia, o ex-governador Garotinho e simpatizantes oraram agradecendo ao Senhor a liberdade sem tornozeleira. Clarissa, a filha, louvou: ‘Deus é fiel’. Deveria estender o gesto de gratidão e acrescentar: ‘Gilmar também’. Afinal, além de fiel, ele é monocrático — aquele que prefere decidir sozinho. Como o Senhor”.

Diferente do juiz de Campos, o mestre do jornalismo brasileiro não sofreu nenhuma sanção. Zuenir fez menção ao fato de que a decisão monocrática de Gilmar, favorável a Garotinho, se deu no seu primeiro dia no plantão no TSE, seguinte ao plenário encerrar a pauta do ano de 2017 sem apreciar o pedido de Habeas Corpus (HC). O que levou a pensar se o presidente da instância máxima da Justiça Eleitoral esperou apenas 24 horas para decidir sozinho o que, talvez, não tivesse o mesmo desfecho na decisão coletiva dos sete ministros do TSE.

 

Este post tem um comentário

  1. Que sirva de exemplo para muitos juízes e membros do Ministério Público de Campos -RJ q se acham Deus, lei de abuso de autoridade começa em 1 de Janeiro e poste não urina em cachorro. E solidariedade dos seus é patético e piegas e não a finta nada.

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