Opiniões

Gilberto Gomes no Folha no Ar: candidatura própria do PT a prefeito de Campos

 

Gilberto Gomes no Folha no Ar da manhã de hoje (Foto: Cláudio Nogueira – Folha da Manhã)

 

“Quando surge a fala do (deputado estadual André) Ceciliano (PT, presidente da Alerj) de apoiar (a prefeito de Campos na eleição de outubro) o nome indicado por Rodrigo (Bacellar, deputado estadual pelo SD), que deve ser o Caio Vianna (PDT), que estava presente naquele churrasco (no dia de Santo Amaro), o PT (de Campos) no primeiro momento já se posicionou. Acima de tudo a gente comunicou, como foi no caso do (ex-deputado estadual Geraldo) Pudim (de saída do MDB), a direção estadual (do PT). Que a todo momento ratificou a posição do diretório de Campos, tanto o fato do PT (de Campos) ter se posicionado contra a filiação do Pudim, quanto no caso do apoio do Ceciliano ao candidato que vier apoiado por Rodrigo. A gente teve a todo momento a proteção do diretório estadual, deixado claro que o posicionamento do diretório municipal vai ser respeitado. Nós aprovamos no último sábado (25), no diretório regional do Partido dos Trabalhadores, o indicativo de que Campos terá candidatura própria”.

Foi o que disse no início da manhã de hoje (28), no programa Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, o secretário de Comunicação do PT de Campos, Gilberto Gomes. Mesmo quando lembrado da popularidade do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT), que apoia o filho ao pleito de outubro, Gilberto avaliou que não há nenhuma chance do seu partido caminhar com Caio a prefeito no primeiro turno, como foi em 2016.

— Vou ser enfático: chance zero de o PT estar coligado na chapa do Caio Vianna. Naquele momento (eleição a prefeito de 2016) foi coligado (ao candidato pedetista) porque o PT não tinha a construção e o acúmulo que tem hoje. Temos uma plataforma que, assim que a legislação permitir, será publicizada. O Partido dos Trabalhadores em Campos está constituindo um plano emergencial de direitos sociais. A gente tem José Maria Rangel, que foi candidato a deputado federal (em 2018), fez mais de 20 mil votos (20.591) na primeira tentativa; Odisséia (Carvalho, presidente municipal do partido), que já ocupou a Câmara (Municipal), preparadíssima; Hélio Anomal também um companheiro imprescindível, que atua no saneamento. Independente do nome, abrir mão desse programa é chance zero.

E no segundo turno a prefeito de Campos, caso ocorra e o PT não esteja lá?

— No segundo turno, o PT vai sentar, vai analisar. Eu acho muito difícil um cenário em que o PT se abstenha. OPT não tem o histórico de não se posicionar (…) A gente tem um cenário que está desenhado: Wladimir (Garotinho, PSD, deputado federal) está no segundo turno. Eu brinco que o maior cabo eleitoral dos Garotinho tem sido Rafael (Diniz, Cidadania, prefeito). Eu não condeno a mentalidade lógica do povo. A mentalidade não é A não deu certo, eu votei em B, B não deu certo, eu vou votar em C. A mentalidade é A estava ruim, eu votei em B e ficou pior, eu vou voltar para o A. Agora se Rafael conseguir, ele tem a máquina, tem toda a estrutura. Se for se candidatar mesmo, não sei se alcança o segundo turno, ou se quem vai alcançar é Caio. Não posso antecipar qual vai ser o posicionamento do PT. Qualquer decisão de segundo turno será tomada pelas bases (…) O que penalizar menos o povo e o que estiver mais disposto a dialogar com o programa que o PT vai estar apresentando, vai ser determinante. Não existe chance do PT não se posicionar no segundo turno (…) Se for até para avisar os pré-candidatos, eu adianto: o candidato que tiver o apoio do bolsonarismo, não terá o apoio do PT.

 

Confira os três blocos do Folha no Ar com a entrevista de Gilberto Gomes, secretário de Comunicação do PT de Campos, estudante da Uenf e blogueiro do Folha1:

 

 

 

 

Deixe uma resposta

Fechar Menu